Privatização imobiliária: uma análise do plano nacional de alienação conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União, no período de 2019 a 2022
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola Nacional de Administração Pública - Enap
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.enap.gov.br/handle/1/7741 |
Resumo: | A União, ente federal brasileiro, acumulou um portfólio de imóveis significativo, que vem servindo a inúmeros objetivos, como o uso em serviço público e a consecução de políticas públicas como a de infraestrutura, a ambiental e a de provimento habitacional. Ocorre que ele chegou a cerca de 700 mil imóveis em 2018, avaliado em mais de R$ 1,0 trilhão, fato que chamou atenção do Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) para o seu uso em uma estratégia de privatização na tentativa de reduzir a dívida pública, os custos dos imóveis inutilizados e o abandono. Para isso foi criado o Plano Nacional de Alienações de imóveis da União, conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União - SPU, que tinha como meta arrecadar R$ 110 bilhões até 2022. Durante a implementação dessa política pública foram realizadas inúmeras inovações, como a criação de portais de vendas, aplicativos, regimes especiais de governança e alterações legislativas, como a Proposta de Aquisição de Imóveis, que permitia a identificação da demanda de mercando a partir da manifestação dos interessados na compra. Todavia, inúmeras fragilidades foram encontradas, como a baixa capacidade operacional da SPU para realizar alienações em escala, as inconsistências cadastrais e a irregularidade patrimonial do portfólio. Dois problemas se destacaram: a falta de critérios de seleção de imóveis, que exige um trabalho de inteligência patrimonial para averiguar a possibilidade de aplicação em outras políticas públicas antes de decidir pela alienação; e a má compreensão da parcela inalienável ou de difícil privatização do portfólio, que foi subestimada para atingimento das metas estipuladas. O resultado foi que a SPU alienou apenas 985 imóveis, arrecadando cerca de R$ 1,0 bilhão, valor mais de cem vezes menor que a meta. |
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Privatização imobiliária: uma análise do plano nacional de alienação conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União, no período de 2019 a 2022imóvel públicobens públicosprivatizaçãoalienação16. Paz, justiça e instituições eficazes - Promover sociedades pacíficas e inclusivas par ao desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.A União, ente federal brasileiro, acumulou um portfólio de imóveis significativo, que vem servindo a inúmeros objetivos, como o uso em serviço público e a consecução de políticas públicas como a de infraestrutura, a ambiental e a de provimento habitacional. Ocorre que ele chegou a cerca de 700 mil imóveis em 2018, avaliado em mais de R$ 1,0 trilhão, fato que chamou atenção do Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) para o seu uso em uma estratégia de privatização na tentativa de reduzir a dívida pública, os custos dos imóveis inutilizados e o abandono. Para isso foi criado o Plano Nacional de Alienações de imóveis da União, conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União - SPU, que tinha como meta arrecadar R$ 110 bilhões até 2022. Durante a implementação dessa política pública foram realizadas inúmeras inovações, como a criação de portais de vendas, aplicativos, regimes especiais de governança e alterações legislativas, como a Proposta de Aquisição de Imóveis, que permitia a identificação da demanda de mercando a partir da manifestação dos interessados na compra. Todavia, inúmeras fragilidades foram encontradas, como a baixa capacidade operacional da SPU para realizar alienações em escala, as inconsistências cadastrais e a irregularidade patrimonial do portfólio. Dois problemas se destacaram: a falta de critérios de seleção de imóveis, que exige um trabalho de inteligência patrimonial para averiguar a possibilidade de aplicação em outras políticas públicas antes de decidir pela alienação; e a má compreensão da parcela inalienável ou de difícil privatização do portfólio, que foi subestimada para atingimento das metas estipuladas. O resultado foi que a SPU alienou apenas 985 imóveis, arrecadando cerca de R$ 1,0 bilhão, valor mais de cem vezes menor que a meta.129 páginasGovernançaEscola Nacional de Administração Pública - EnapGuerriero, Ian RamalhoSilva, Lucas Willian Caldeira da2023-09-06T21:34:15Z2023-09-06T21:34:15Z2023-09-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://repositorio.enap.gov.br/handle/1/7741Lucas Willian Caldeira da SilvaTermo::Autorização: O autor da obra autorizou a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) a disponibilizá-la, em Acesso Aberto, no portal da ENAP, na Biblioteca Graciliano Ramos e no Repositório Institucional da ENAP. Atenção: essa autorização é válida apenas para a obra em seu formato original.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da ENAPinstname:Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)instacron:ENAP2023-10-23T22:11:49Zoai:repositorio.enap.gov.br:1/7741Repositório Institucionalhttp://repositorio.enap.gov.br/PUBhttp://repositorio.enap.gov.br/oai/requestbiblioteca@enap.gov.bropendoar:30462023-10-23T22:11:49Repositório Institucional da ENAP - Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)false |
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