Uma análise dos principais motivadores e barreiras para o reporte de sustentabilidade pelos bancos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Tolentino, Fabiana Costa
Orientador(a): Felsberg, Annelise Vendramini
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
ESG
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/34190
Resumo: Cada vez mais tem se discutido sobre a relevância do setor financeiro, principalmente dos bancos, para a agenda de sustentabilidade. São crescentes e diversas as discussões sobre a relação dos bancos com o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade. Nos últimos anos também é notável o aumento da demanda pelo reporte e transparência de sustentabilidade pelos bancos, além do maior destaque da agenda nas pautas dos investidores. Este estudo visou compreender, por meio da avaliação dos sites e relatórios dos bancos e da realização de consultas via formulário Forms com profissionais de sustentabilidade dos bancos e de consultorias especializadas em sustentabilidade, quais eram os motivadores e as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelo setor. Constatou-se que os principais motivadores que estimulam o reporte e a transparência por parte dos bancos podem ser classificados em seis diferentes categorias: i) demandas dos investidores, ii) demandas regulatórias, iii) participação em índices e ratings de sustentabilidade/ESG, iv) compromissos voluntários, v) posicionamento estratégico e vi) diferencial competitivo. Já as barreiras, que impedem ou desestimulam o reporte e a transparência de sustentabilidade, podem ser classificadas em cinco categorias: i) falta de padronização, ii) ausência de informações (dados, KPIs, metas) que trazem complexidade para o monitoramento, iii) complexidade das diferentes demandas de reporte e transparência, iv) custo elevado do reporte e v) inexistência de time capacitado. Também foram elencados fatores que poderiam reduzir as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelos bancos, sendo eles: i) padronização das demandas – taxonomia para o setor, ii) regulações e autorregulações mais diretivas e iii) ampliação das coletas de dados, das variadas demandas, por Inteligência Artificial. De acordo com a teoria institucional, com base nas respostas e nas análises documentais, também foi possível identificar a presença do isomorfismo na atuação dos bancos.
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spelling Tolentino, Fabiana CostaEscolas::EAESPMonzoni Neto, Mario PrestesBorelli, ElizabethSchur, Rafael DanFelsberg, Annelise Vendramini2023-09-11T12:09:25Z2023-09-11T12:09:25Z2023-06-26https://hdl.handle.net/10438/34190Cada vez mais tem se discutido sobre a relevância do setor financeiro, principalmente dos bancos, para a agenda de sustentabilidade. São crescentes e diversas as discussões sobre a relação dos bancos com o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade. Nos últimos anos também é notável o aumento da demanda pelo reporte e transparência de sustentabilidade pelos bancos, além do maior destaque da agenda nas pautas dos investidores. Este estudo visou compreender, por meio da avaliação dos sites e relatórios dos bancos e da realização de consultas via formulário Forms com profissionais de sustentabilidade dos bancos e de consultorias especializadas em sustentabilidade, quais eram os motivadores e as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelo setor. Constatou-se que os principais motivadores que estimulam o reporte e a transparência por parte dos bancos podem ser classificados em seis diferentes categorias: i) demandas dos investidores, ii) demandas regulatórias, iii) participação em índices e ratings de sustentabilidade/ESG, iv) compromissos voluntários, v) posicionamento estratégico e vi) diferencial competitivo. Já as barreiras, que impedem ou desestimulam o reporte e a transparência de sustentabilidade, podem ser classificadas em cinco categorias: i) falta de padronização, ii) ausência de informações (dados, KPIs, metas) que trazem complexidade para o monitoramento, iii) complexidade das diferentes demandas de reporte e transparência, iv) custo elevado do reporte e v) inexistência de time capacitado. Também foram elencados fatores que poderiam reduzir as barreiras para o reporte e a transparência de sustentabilidade pelos bancos, sendo eles: i) padronização das demandas – taxonomia para o setor, ii) regulações e autorregulações mais diretivas e iii) ampliação das coletas de dados, das variadas demandas, por Inteligência Artificial. De acordo com a teoria institucional, com base nas respostas e nas análises documentais, também foi possível identificar a presença do isomorfismo na atuação dos bancos.The relevance of the financial sector, especially banks, to the sustainability agenda has been increasingly discussed. Discussions about the relationship of banks in relation to economic development and sustainability are growing and diverse. In recent years there has also been a notable increase in the demand for sustainability reporting and transparency by banks. In addition to the greater prominence of the theme on investors' agendas. This study aimed to understand the motivators and barriers for sustainability reporting and transparency of the banking sector, by evaluating banks websites, reportes and by conducting interviews with bank sustainability profissional and consultants who are specialized in sustainability. It was found that the main motivators that encourage reporting and transparency by banks can be classified into six different categories: i) investor demands, ii) regulatory demands, iii) participation in sustainability/ESG indexes and ratings, iv) voluntary commitments, v) strategic positioning, and vi) competitive advantage. The barriers, which prevent or discourage sustainability reporting and transparency, can be classified into five categories: i) lack of standardization, ii) lack of information (data, KPIs, targets) that bring complexity to monitoring, iii) complexity of the different reporting and transparency demands, iv) high cost of reporting, and v) lack of a trained team. Factors that could reduce the barriers for sustainability reporting and transparency by banks were also listed, such as: i) standardization of demands - taxonomy for the sector, ii) more directional regulations and self-regulations, and iii) expansion of data collection, of the various demands, by Artificial Intelligence. According to the institutional theory, based on the interviewees' answers and documentary analyses, it was also possible to identify the presence of isomorphism in the banks' performance.porSustainabilityFinancial sectorBanksReporting and transparencyDrivers and barriersSustentabilidadeESGSetor financeiroBancosReporte e transparênciaMotivadores e barreirasAdministração de empresasSustentabilidadeIndústria de serviços financeirosBancos - Aspectos ambientaisDivulgação de informações (Sociedades comerciais)Uma análise dos principais motivadores e barreiras para o reporte de sustentabilidade pelos bancosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALDissertação Fabiana Costa Tolentino_vf_2.pdfDissertação Fabiana Costa 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