O avanço dos fundos de previdência aberta no Brasil – uma comparação entre fundos que seguem a mesma estratégia
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Este trabalho tem como objetivo analisar comparativamente o desempenho de fundos de investimento pares, ou seja, fundos previdenciários e não previdenciários que são geridos pela mesma gestora e seguem a mesma estratégia de gestão. A proposta central é investigar se os fundos previdenciários, apesar das eventuais limitações regulatórias, conseguem entregar retornos competitivos em relação aos seus pares não previdenciários, sobretudo considerando os incentivos fiscais. Para isso, foram avaliados oito pares de fundos com histórico compatível, utilizando-se médias móveis de retorno acumulado em diferentes janelas de tempo. A metodologia incluiu a simulação de aportes únicos, considerando as diferentes possibilidades de tributação e tipos de plano aplicáveis aos fundos previdenciários. Os resultados apontam que, no curto prazo, os fundos não previdenciários se destacam com melhores desempenhos médios. Entretanto, a partir da janela de cinco anos, observa-se uma inflexão nos resultados, com os fundos previdenciários superando seus pares em várias das gestoras analisadas. No horizonte de dez anos, a vantagem dos fundos de previdência torna-se ainda mais evidente, especialmente nos casos em que os fundos não previdenciários são impactados pela incidência periódica de come-cotas. Além disso, destaca-se que as recentes mudanças regulatórias vêm aproximando cada vez mais os fundos previdenciários dos fundos de investimento tradicionais, reduzindo, assim, as diferenças de alocação permitida entre as categorias. Desse modo, os fundos previdenciários passam a combinar os benefícios fiscais com uma maior flexibilidade na gestão. A principal limitação do estudo está na amostra reduzida de fundos com longo histórico disponível e com pares efetivamente comparáveis. Ainda assim, os achados contribuem para a compreensão da relevância dos fundos de previdência no planejamento financeiro de longo prazo. |
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Silva, Viviane D' Almeida FerreiraEscolas::EPGESantos, Rafael ChavesAraújo, Gustavo SilvaGlasman, Daniela Kubud2025-07-21T16:37:19Z2025-07-21T16:37:19Z2025-06-16https://hdl.handle.net/10438/37240Este trabalho tem como objetivo analisar comparativamente o desempenho de fundos de investimento pares, ou seja, fundos previdenciários e não previdenciários que são geridos pela mesma gestora e seguem a mesma estratégia de gestão. A proposta central é investigar se os fundos previdenciários, apesar das eventuais limitações regulatórias, conseguem entregar retornos competitivos em relação aos seus pares não previdenciários, sobretudo considerando os incentivos fiscais. Para isso, foram avaliados oito pares de fundos com histórico compatível, utilizando-se médias móveis de retorno acumulado em diferentes janelas de tempo. A metodologia incluiu a simulação de aportes únicos, considerando as diferentes possibilidades de tributação e tipos de plano aplicáveis aos fundos previdenciários. Os resultados apontam que, no curto prazo, os fundos não previdenciários se destacam com melhores desempenhos médios. Entretanto, a partir da janela de cinco anos, observa-se uma inflexão nos resultados, com os fundos previdenciários superando seus pares em várias das gestoras analisadas. No horizonte de dez anos, a vantagem dos fundos de previdência torna-se ainda mais evidente, especialmente nos casos em que os fundos não previdenciários são impactados pela incidência periódica de come-cotas. Além disso, destaca-se que as recentes mudanças regulatórias vêm aproximando cada vez mais os fundos previdenciários dos fundos de investimento tradicionais, reduzindo, assim, as diferenças de alocação permitida entre as categorias. Desse modo, os fundos previdenciários passam a combinar os benefícios fiscais com uma maior flexibilidade na gestão. A principal limitação do estudo está na amostra reduzida de fundos com longo histórico disponível e com pares efetivamente comparáveis. Ainda assim, os achados contribuem para a compreensão da relevância dos fundos de previdência no planejamento financeiro de longo prazo.This study aims to comparatively analyze the performance of pension investment funds and non-pension funds that are managed by the same asset manager and follow the same management strategy. The central objective is to investigate whether pension funds, despite potential regulatory limitations, are able to deliver competitive returns compared to their nonpension counterparts, especially when considering tax incentives. To this end, eight pairs of funds with compatible historical data were evaluated, using moving averages of accumulated returns over different investment horizons. The methodology included simulations based on single initial investments, while considering the various taxation regimes and plan types applicable to pension funds. The results show that, in the short term, non-pension funds tend to exhibit better average performance. However, starting from the five-year horizon, a shift is observed, with pension funds outperforming their peers in several of the asset managers analyzed. Over a ten-year horizon, the advantage of pension funds becomes even more evident, particularly in cases where non-pension funds are subject to the semiannual taxation mechanism known as "come-cotas". Furthermore, recent regulatory changes have increasingly aligned pension funds with traditional investment funds, thereby reducing the differences in asset allocation rules between the two categories. As a result, pension funds now combine tax advantages with greater managerial flexibility. The main limitation of the study lies in the limited sample of funds with long historical records and effectively comparable pairs. Nevertheless, the findings contribute to a better understanding of the relevance of pension funds in long-term financial planning.porPrevidência privadaFundo de investimentoBenefício fiscalLongo prazoPrivate pensionInvestment fundTax advantageLong-termAdministração públicaPrevidência privadaFundos de investimentosFinanças pessoaisO avanço dos fundos de previdência aberta no Brasil – uma comparação entre fundos que seguem a mesma estratégiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALDissertacao Viviane 2025.pdfDissertacao Viviane 2025.pdfPDFapplication/pdf708526https://repositorio.fgv.br/bitstreams/2f466dd6-d931-4eb8-b829-c5cc02d03a73/download6d7694d3fc19332ccb86601a1aee55bfMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Este trabalho tem como objetivo analisar comparativamente o desempenho de fundos de investimento pares, ou seja, fundos previdenciários e não previdenciários que são geridos pela mesma gestora e seguem a mesma estratégia de gestão. A proposta central é investigar se os fundos previdenciários, apesar das eventuais limitações regulatórias, conseguem entregar retornos competitivos em relação aos seus pares não previdenciários, sobretudo considerando os incentivos fiscais. Para isso, foram avaliados oito pares de fundos com histórico compatível, utilizando-se médias móveis de retorno acumulado em diferentes janelas de tempo. A metodologia incluiu a simulação de aportes únicos, considerando as diferentes possibilidades de tributação e tipos de plano aplicáveis aos fundos previdenciários. Os resultados apontam que, no curto prazo, os fundos não previdenciários se destacam com melhores desempenhos médios. Entretanto, a partir da janela de cinco anos, observa-se uma inflexão nos resultados, com os fundos previdenciários superando seus pares em várias das gestoras analisadas. No horizonte de dez anos, a vantagem dos fundos de previdência torna-se ainda mais evidente, especialmente nos casos em que os fundos não previdenciários são impactados pela incidência periódica de come-cotas. Além disso, destaca-se que as recentes mudanças regulatórias vêm aproximando cada vez mais os fundos previdenciários dos fundos de investimento tradicionais, reduzindo, assim, as diferenças de alocação permitida entre as categorias. Desse modo, os fundos previdenciários passam a combinar os benefícios fiscais com uma maior flexibilidade na gestão. A principal limitação do estudo está na amostra reduzida de fundos com longo histórico disponível e com pares efetivamente comparáveis. Ainda assim, os achados contribuem para a compreensão da relevância dos fundos de previdência no planejamento financeiro de longo prazo. |
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