De agentes a policiais: como trabalhadores do sistema penitenciário percebem a mudança de categoria profissional
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/35394 |
Resumo: | O objetivo desta pesquisa é compreender a articulação de aspectos individuais, organizacionais, relacionais e institucionais na implementação da política penitenciária, focando nas percepções dos policiais penais. O mote empírico deste estudo é a criação das polícias penais federal, estaduais e distrital, que transformou constitucionalmente a categoria profissional dos agentes penitenciários e traz impactos em suas vidas diárias intra e extramuros. As percepções desses profissionais sobre seu trabalho, identidade ocupacional, processos de profissionalização e militarização e exercício de discricionariedade são centrais para compreender a entrega de políticas públicas no contexto prisional. Ao desempenhar um novo papel diante de processos de construção identitária, esse processo geralmente envolve novas respostas, o que nos leva à pergunta de quem era um agente penitenciário e quem é um policial penal. A pesquisa, aplicada no estado de São Paulo, adota uma abordagem multimétodo, combinando 14 entrevistas semiestruturadas e um survey online (n=657). A análise das percepções no ambiente prisional revela, por um lado, uma expressiva insatisfação profissional, alimentada por condições de trabalho precárias, desafios estruturais e impactos físicos e psicológicos que marcam a atuação desses profissionais. Por outro lado, as percepções em relação à mudança de categoria são influenciadas por expectativas de valorização profissional e maior segurança, impulsionadas por mudanças materiais e culturais. Essas percepções delineiam novos contornos na maneira como os profissionais percebem suas missões institucionais e o espaço de atuação discricionária. Esse processo é intrinsecamente ligado à transformação da identidade ocupacional, refletida na aspiração por uma espécie de “limpeza” das dimensões físicas, morais e sociais associadas ao estigma do “trabalho sujo”. Essa mudança de estigma, por sua vez, se reflete em uma nova compreensão sobre a discricionariedade na tomada de decisões. Este trabalho promove um diálogo entre os campos da Administração Pública e da Sociologia por meio da aproximação das literaturas de implementação de políticas públicas e da sociologia das profissões. Com isso, busca-se expandir o conhecimento teórico e contribuir com subsídios empíricos acerca da influência de fatores, como o prestígio ocupacional, na implementação de políticas públicas. |
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Aronis, Muriel AkkermanEscolas::EAESPRibeiro, Ludmila Mendonça LopesPires, Roberto Rocha CoelhoLotta, Gabriela Spanghero2024-06-05T12:00:32Z2024-06-05T12:00:32Z2024-04-29https://hdl.handle.net/10438/35394O objetivo desta pesquisa é compreender a articulação de aspectos individuais, organizacionais, relacionais e institucionais na implementação da política penitenciária, focando nas percepções dos policiais penais. O mote empírico deste estudo é a criação das polícias penais federal, estaduais e distrital, que transformou constitucionalmente a categoria profissional dos agentes penitenciários e traz impactos em suas vidas diárias intra e extramuros. As percepções desses profissionais sobre seu trabalho, identidade ocupacional, processos de profissionalização e militarização e exercício de discricionariedade são centrais para compreender a entrega de políticas públicas no contexto prisional. Ao desempenhar um novo papel diante de processos de construção identitária, esse processo geralmente envolve novas respostas, o que nos leva à pergunta de quem era um agente penitenciário e quem é um policial penal. A pesquisa, aplicada no estado de São Paulo, adota uma abordagem multimétodo, combinando 14 entrevistas semiestruturadas e um survey online (n=657). A análise das percepções no ambiente prisional revela, por um lado, uma expressiva insatisfação profissional, alimentada por condições de trabalho precárias, desafios estruturais e impactos físicos e psicológicos que marcam a atuação desses profissionais. Por outro lado, as percepções em relação à mudança de categoria são influenciadas por expectativas de valorização profissional e maior segurança, impulsionadas por mudanças materiais e culturais. Essas percepções delineiam novos contornos na maneira como os profissionais percebem suas missões institucionais e o espaço de atuação discricionária. Esse processo é intrinsecamente ligado à transformação da identidade ocupacional, refletida na aspiração por uma espécie de “limpeza” das dimensões físicas, morais e sociais associadas ao estigma do “trabalho sujo”. Essa mudança de estigma, por sua vez, se reflete em uma nova compreensão sobre a discricionariedade na tomada de decisões. Este trabalho promove um diálogo entre os campos da Administração Pública e da Sociologia por meio da aproximação das literaturas de implementação de políticas públicas e da sociologia das profissões. Com isso, busca-se expandir o conhecimento teórico e contribuir com subsídios empíricos acerca da influência de fatores, como o prestígio ocupacional, na implementação de políticas públicas.The aim of this research is to understand the articulation of individual, organizational, relational, and institutional aspects in the implementation of correctional policy, focusing on the perceptions of correctional officers. The empirical focus of this study is the creation of federal, state, and district correctional agencies, which constitutionally transformed the professional category of prison guards into correctional officers, influencing their daily lives both inside and outside prison walls. The perceptions of these professionals regarding their work, occupational identity, processes of professionalization and militarization, and exercise of discretion are central to understanding the delivery of public policies in the correctional context. When assuming a new role, this process usually involves new answers, leading us to question who was a prison guard and who is a correctional officer. The research adopts a multimethod approach, combining 14 semi-structured interviews and an online survey (n=657) conducted in the State of São Paulo. The analysis of perceptions in the prison environment reveals, on one hand, significant professional dissatisfaction fueled by precarious working conditions, structural challenges, and physical and psychological impacts that mark the work of these professionals. On the other hand, perceptions regarding the change in category are influenced by expectations of professional valorization and increased security, driven by material and cultural changes. These perceptions outline new contours in how professionals perceive their institutional missions and the space of discretionary action. This process is intrinsically linked to the transformation of occupational identity, reflected in the aspiration for a kind of “cleansing” of the physical, moral, and social dimensions associated with the stigma of “dirty work”. This change in stigma, in turn, is reflected in a new understanding of discretion in decision-making. This work promotes a dialogue between the fields of Public Administration and Sociology through the convergence of literatures on public policy implementation and the sociology of professions. The aim is to expand theoretical knowledge and contribute empirical insights into the influence of factors such as occupational prestige on the implementation of public policies.porDiscricionariedade conforme percebidaBurocracia de nível de ruaIdentidade ocupacionalProfissionalizaçãoPoliciais penaisDiscretion-as-perceivedStreet-level bureaucracyOccupational identityProfessionalizationPrison officersAdministração públicaPrisões - Política governamental - São Paulo (Estado)PoliciaisDiscricionariedade administrativaComportamento organizacionalAdministração pública - São Paulo (Estado)Agentes penitenciáriosDe agentes a policiais: como trabalhadores do sistema penitenciário percebem a mudança de categoria profissionalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Prisões - Política governamental - São Paulo (Estado) Policiais Discricionariedade administrativa Comportamento organizacional Administração pública - São Paulo (Estado) Agentes penitenciários |
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O objetivo desta pesquisa é compreender a articulação de aspectos individuais, organizacionais, relacionais e institucionais na implementação da política penitenciária, focando nas percepções dos policiais penais. O mote empírico deste estudo é a criação das polícias penais federal, estaduais e distrital, que transformou constitucionalmente a categoria profissional dos agentes penitenciários e traz impactos em suas vidas diárias intra e extramuros. As percepções desses profissionais sobre seu trabalho, identidade ocupacional, processos de profissionalização e militarização e exercício de discricionariedade são centrais para compreender a entrega de políticas públicas no contexto prisional. Ao desempenhar um novo papel diante de processos de construção identitária, esse processo geralmente envolve novas respostas, o que nos leva à pergunta de quem era um agente penitenciário e quem é um policial penal. A pesquisa, aplicada no estado de São Paulo, adota uma abordagem multimétodo, combinando 14 entrevistas semiestruturadas e um survey online (n=657). A análise das percepções no ambiente prisional revela, por um lado, uma expressiva insatisfação profissional, alimentada por condições de trabalho precárias, desafios estruturais e impactos físicos e psicológicos que marcam a atuação desses profissionais. Por outro lado, as percepções em relação à mudança de categoria são influenciadas por expectativas de valorização profissional e maior segurança, impulsionadas por mudanças materiais e culturais. Essas percepções delineiam novos contornos na maneira como os profissionais percebem suas missões institucionais e o espaço de atuação discricionária. Esse processo é intrinsecamente ligado à transformação da identidade ocupacional, refletida na aspiração por uma espécie de “limpeza” das dimensões físicas, morais e sociais associadas ao estigma do “trabalho sujo”. Essa mudança de estigma, por sua vez, se reflete em uma nova compreensão sobre a discricionariedade na tomada de decisões. Este trabalho promove um diálogo entre os campos da Administração Pública e da Sociologia por meio da aproximação das literaturas de implementação de políticas públicas e da sociologia das profissões. Com isso, busca-se expandir o conhecimento teórico e contribuir com subsídios empíricos acerca da influência de fatores, como o prestígio ocupacional, na implementação de políticas públicas. |
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2024 |
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