Uma avaliação ex ante do mercado de carbono regulado no Brasil
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | , |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/35813 |
Resumo: | Esta dissertação analisou a viabilidade e os desafios associados à implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), conforme delineado no Projeto de Lei nº 2.148 de 2015. A pergunta central da pesquisa investigou se o desenho e os incentivos do SBCE contribuirão na transição do Brasil para uma economia de baixo carbono e para o alcance da neutralidade climática em 2050. A adoção desse instrumento de precificação de carbono está alinhada com a tendência global, onde dezenas de países já aplicam um preço ao carbono para reduzir emissões e promover crescimento econômico sustentável. O referido Projeto de Lei estabelece as diretrizes gerais do SBCE, mas muitos aspectos relacionados ao seu desenho e operacionalização ainda serão regulamentados. A análise sugere que a criação de um mercado de carbono regulado pode oferecer incentivos econômicos robustos para a adoção de tecnologias de baixo carbono e inovação nos setores regulados. No entanto, a operacionalização do SBCE envolve diversos riscos, como o aumento dos custos de produção, que pode resultar em preços mais altos para os consumidores, menor demanda e redução na atividade econômica. Além disso, a adoção de metodologias não credíveis pode minar a confiança no sistema, e flutuações excessivas nos preços do carbono podem afetar a previsibilidade e a competitividade das empresas. A exclusão do setor agropecuário, responsável por uma parte substancial das emissões do país, também limita o impacto potencial do SBCE. A experiência internacional mostra que a integração com mercados de carbono estrangeiros deve ser feita com cautela para evitar problemas como a dupla contagem de créditos. O estudo conclui que, embora o SBCE não possa contribuir significativamente para as metas climáticas de 2025 e 2030, ele será crucial na preparação do Brasil para a neutralidade climática em 2050, especialmente na regulação dos setores de energia, indústria e resíduos. A precificação de carbono é fundamental para a descarbonização desses setores. A implementação bem-sucedida do SBCE exigirá um desenho cuidadoso que inclua delimitação assertiva dos pontos de regulação, ampliação dos limiares anuais das instalações para 50.000 tCO e e possibilidade de regular também empresas, estabilização dos preços de carbono, limites claros para os offsets e protocolos rigorosos de verificação. Com a devida atenção aos desafios identificados e a incorporação das melhores práticas internacionais, o SBCE pode promover a descarbonização da economia brasileira e contribuir significativamente para a meta de neutralidade climática em 2050. |
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Lacerda, Gabriela Gomes de MacedoEscolas::EESPVargas, Daniel BarcelosFeres, Flávia CheinLima, Lycia Silva eSchutze, Amanda Motta2024-08-30T13:36:30Z2024-08-30T13:36:30Z2024https://hdl.handle.net/10438/35813Esta dissertação analisou a viabilidade e os desafios associados à implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), conforme delineado no Projeto de Lei nº 2.148 de 2015. A pergunta central da pesquisa investigou se o desenho e os incentivos do SBCE contribuirão na transição do Brasil para uma economia de baixo carbono e para o alcance da neutralidade climática em 2050. A adoção desse instrumento de precificação de carbono está alinhada com a tendência global, onde dezenas de países já aplicam um preço ao carbono para reduzir emissões e promover crescimento econômico sustentável. O referido Projeto de Lei estabelece as diretrizes gerais do SBCE, mas muitos aspectos relacionados ao seu desenho e operacionalização ainda serão regulamentados. A análise sugere que a criação de um mercado de carbono regulado pode oferecer incentivos econômicos robustos para a adoção de tecnologias de baixo carbono e inovação nos setores regulados. No entanto, a operacionalização do SBCE envolve diversos riscos, como o aumento dos custos de produção, que pode resultar em preços mais altos para os consumidores, menor demanda e redução na atividade econômica. Além disso, a adoção de metodologias não credíveis pode minar a confiança no sistema, e flutuações excessivas nos preços do carbono podem afetar a previsibilidade e a competitividade das empresas. A exclusão do setor agropecuário, responsável por uma parte substancial das emissões do país, também limita o impacto potencial do SBCE. A experiência internacional mostra que a integração com mercados de carbono estrangeiros deve ser feita com cautela para evitar problemas como a dupla contagem de créditos. O estudo conclui que, embora o SBCE não possa contribuir significativamente para as metas climáticas de 2025 e 2030, ele será crucial na preparação do Brasil para a neutralidade climática em 2050, especialmente na regulação dos setores de energia, indústria e resíduos. A precificação de carbono é fundamental para a descarbonização desses setores. A implementação bem-sucedida do SBCE exigirá um desenho cuidadoso que inclua delimitação assertiva dos pontos de regulação, ampliação dos limiares anuais das instalações para 50.000 tCO e e possibilidade de regular também empresas, estabilização dos preços de carbono, limites claros para os offsets e protocolos rigorosos de verificação. Com a devida atenção aos desafios identificados e a incorporação das melhores práticas internacionais, o SBCE pode promover a descarbonização da economia brasileira e contribuir significativamente para a meta de neutralidade climática em 2050.This dissertation analyzed the feasibility and challenges of implementing the Brazilian Greenhouse Gas Emissions Trading System (SBCE), as outlined in Bill nº 2.148 of 2015. The central question of this research investigated whether the design and incentives of the SBCE will contribute to Brazil's transition to a low-carbon economy and the achievement of climate neutrality by 2050. Adopting this carbon pricing instrument aligns with the global trend, where several countries already apply a carbon price to reduce emissions and promote sustainable economic growth. Bill nº 2.148/2015 establishes the general guidelines of the SBCE, but many aspects related to its design and operation are yet to be regulated. The analysis suggests that creating a regulated carbon market can offer robust economic incentives for adopting low-carbon technologies and innovation in regulated sectors. However, implementing the SBCE involves various risks, such as increased production costs, which may result in higher consumer prices, reduced demand, and decreased economic activity. Additionally, adopting non-credible methodologies can undermine confidence in the system, and excessive fluctuations in carbon prices can affect the predictability and competitiveness of companies. The exclusion of the agricultural sector, responsible for a substantial portion of the country's emissions, also limits the potential impact of the SBCE. International experience shows that integrating with foreign carbon markets should be done cautiously to avoid issues such as double-counting credits. The study concludes that although the SBCE may not significantly contribute to the 2025 and 2030 targets, it will be crucial in preparing Brazil for climate neutrality by 2050, especially in regulating the energy, industry, and waste sectors. Carbon pricing is fundamental for the decarbonization of these sectors. Successful implementation of the SBCE will require careful design that includes assertive delineation of regulation points, increasing the annual thresholds of installations to 50,000 tCO e and the possibility of also regulating companies, stabilizing carbon prices, clear limits for offsets, and rigorous verification protocols. With due attention to the identified challenges and the incorporation of best international practices, the SBCE can promote the decarbonization of the Brazilian economy and significantly contribute to the goal of climate neutrality by 2050.porPolíticas climáticasSistemas cap-and-tradeSistema de comércio de emissõesEconomia de baixo carbonoMitigação climáticaClimate policiesCap-and-trade systemsEmissions trading systemLow-carbon economyClimate mitigationEconomiaMercado de emissão de carbonoMudanças climáticas - Política governamentalRedução dos gases estufa do efeito estufaPolíticas públicas - BrasilUma avaliação ex ante do mercado de carbono regulado no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Mercado de emissão de carbono Mudanças climáticas - Política governamental Redução dos gases estufa do efeito estufa Políticas públicas - Brasil |
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Esta dissertação analisou a viabilidade e os desafios associados à implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), conforme delineado no Projeto de Lei nº 2.148 de 2015. A pergunta central da pesquisa investigou se o desenho e os incentivos do SBCE contribuirão na transição do Brasil para uma economia de baixo carbono e para o alcance da neutralidade climática em 2050. A adoção desse instrumento de precificação de carbono está alinhada com a tendência global, onde dezenas de países já aplicam um preço ao carbono para reduzir emissões e promover crescimento econômico sustentável. O referido Projeto de Lei estabelece as diretrizes gerais do SBCE, mas muitos aspectos relacionados ao seu desenho e operacionalização ainda serão regulamentados. A análise sugere que a criação de um mercado de carbono regulado pode oferecer incentivos econômicos robustos para a adoção de tecnologias de baixo carbono e inovação nos setores regulados. No entanto, a operacionalização do SBCE envolve diversos riscos, como o aumento dos custos de produção, que pode resultar em preços mais altos para os consumidores, menor demanda e redução na atividade econômica. Além disso, a adoção de metodologias não credíveis pode minar a confiança no sistema, e flutuações excessivas nos preços do carbono podem afetar a previsibilidade e a competitividade das empresas. A exclusão do setor agropecuário, responsável por uma parte substancial das emissões do país, também limita o impacto potencial do SBCE. A experiência internacional mostra que a integração com mercados de carbono estrangeiros deve ser feita com cautela para evitar problemas como a dupla contagem de créditos. O estudo conclui que, embora o SBCE não possa contribuir significativamente para as metas climáticas de 2025 e 2030, ele será crucial na preparação do Brasil para a neutralidade climática em 2050, especialmente na regulação dos setores de energia, indústria e resíduos. A precificação de carbono é fundamental para a descarbonização desses setores. A implementação bem-sucedida do SBCE exigirá um desenho cuidadoso que inclua delimitação assertiva dos pontos de regulação, ampliação dos limiares anuais das instalações para 50.000 tCO e e possibilidade de regular também empresas, estabilização dos preços de carbono, limites claros para os offsets e protocolos rigorosos de verificação. Com a devida atenção aos desafios identificados e a incorporação das melhores práticas internacionais, o SBCE pode promover a descarbonização da economia brasileira e contribuir significativamente para a meta de neutralidade climática em 2050. |
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