A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Kignel, Daniel
Orientador(a): Teixeira, Adriano
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/35852
Resumo: Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos.
id FGV_8db055e8931941970ce9fb131a324319
oai_identifier_str oai:repositorio.fgv.br:10438/35852
network_acronym_str FGV
network_name_str Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
repository_id_str
spelling Kignel, DanielEscolas::DIREITO SPGrandis, Rodrigo deLuz, Ilana MartinsTeixeira, Adriano2024-09-09T13:46:55Z2024-09-09T13:46:55Z2024-08-12https://hdl.handle.net/10438/35852Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos.Despite the obvious differences regarding its objectives and methods, a criminal organization and a Company have multiple similarities. Both structures depend on a multiplicity of members, who act in an organized, structured way, with hierarchy, task division and common goals. Those are the approaching points that several times have caused confusion when the criminal rule is applied, in situations in which felonies are committed through a business structure. In such cases, it is not unusual the mixture between totally different criminal concepts, applying the criminal rule enforced in article 2nd of the Law 12.850/13 (promote, institute, finance or integrate a criminal organization) almost automatically, only because the crime was committed inside an organized structure, counting on the contribution of several agents whose actions were orchestrated with the division of tasks. In order to contribute with the best legal solution in situations involving such challenges, the present paper has the objective of establishing the requirements needed to consider that a criminal organization is functioning inside a Company. To do so, both concepts will be delimited, enabling the identification of both its approaching points and differences, so then it will be possible to verify the cases in which a regular business – or part of it – should also be considered a criminal organization. Nevertheless, we must go a little further. Even when it is possible to assume that a criminal organization is functioning inside a Company, we must establish criteria to attribute criminal liability to the members of the criminal organization. For that, the present paper also proposes to present and debate the existing attribution models, taking a stand and establishing criteria to analyze associative crimes. Still, the paper will discuss the situation of the outside collaborator, the agent that is not a member of the Company, but contributes to the practice of specific crimes, in order to establish if, in this scenario, the collaborator should be held accountable for both the associative crime and the crimes committed by the organization, or if the best legal solution would be to hold him accountable only for the latest.porOrganização criminosaEmpresaConceitoModelos de atribuição de responsabilidadeCriminal organizationCompanyConceptLiability attribution modelsDireitoSociedades comerciais - LegislaçãoDireito penal econômicoCrime organizadoCrime comercialResponsabilidade penalA organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdfDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdfPDFapplication/pdf1912354https://repositorio.fgv.br/bitstreams/fca7701f-c834-4bac-92b4-fd2940fbb9ca/download79b00a39f1ff4d1ea9f3d44dc455bdf1MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85112https://repositorio.fgv.br/bitstreams/cce925db-b009-45aa-ab5f-60201c1293aa/download2a4b67231f701c416a809246e7a10077MD52TEXTDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdf.txtDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdf.txtExtracted texttext/plain103091https://repositorio.fgv.br/bitstreams/4bf3bc9f-3b60-4dda-8e9a-0c00dfe69901/download96e25451197baf54ae7f59a228ea7567MD53THUMBNAILDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdf.jpgDaniel Kignel - A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2468https://repositorio.fgv.br/bitstreams/2029602a-763a-4856-bfb0-246699325096/download7caa2f776b81ddc1f485ab4df42e5927MD5410438/358522024-09-09 17:45:59.276open.accessoai:repositorio.fgv.br:10438/35852https://repositorio.fgv.brRepositório InstitucionalPRIhttp://bibliotecadigital.fgv.br/dspace-oai/requestopendoar:39742024-09-09T17:45:59Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)falseVGVybW8gZGUgTGljZW5jaWFtZW50bwpIw6EgdW0gw7psdGltbyBwYXNzbzogcGFyYSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciBlIGRpc3RyaWJ1aXIgc3VhIHN1Ym1pc3PDo28gZW0gdG9kbyBvIG11bmRvLCB2b2PDqiBkZXZlIGNvbmNvcmRhciBjb20gb3MgdGVybW9zIGEgc2VndWlyLgoKQ29uY29yZGFyIGNvbSBvIFRlcm1vIGRlIExpY2VuY2lhbWVudG8sIHNlbGVjaW9uYW5kbyAiRXUgY29uY29yZG8gY29tIG8gVGVybW8gZGUgTGljZW5jaWFtZW50byIgZSBjbGlxdWUgZW0gIkZpbmFsaXphciBzdWJtaXNzw6NvIi4KClRFUk1PUyBMSUNFTkNJQU1FTlRPIFBBUkEgQVJRVUlWQU1FTlRPLCBSRVBST0RVw4fDg08gRSBESVZVTEdBw4fDg08gUMOaQkxJQ0EgREUgQ09OVEXDmkRPIMOAIEJJQkxJT1RFQ0EgVklSVFVBTCBGR1YgKHZlcnPDo28gMS4yKQoKMS4gVm9jw6osIHVzdcOhcmlvLWRlcG9zaXRhbnRlIGRhIEJpYmxpb3RlY2EgVmlydHVhbCBGR1YsIGFzc2VndXJhLCBubyBwcmVzZW50ZSBhdG8sIHF1ZSDDqSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXRyaW1vbmlhaXMgZS9vdSBkaXJlaXRvcyBjb25leG9zIHJlZmVyZW50ZXMgw6AgdG90YWxpZGFkZSBkYSBPYnJhIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhIGVtIGZvcm1hdG8gZGlnaXRhbCwgYmVtIGNvbW8gZGUgc2V1cyBjb21wb25lbnRlcyBtZW5vcmVzLCBlbSBzZSB0cmF0YW5kbyBkZSBvYnJhIGNvbGV0aXZhLCBjb25mb3JtZSBvIHByZWNlaXR1YWRvIHBlbGEgTGVpIDkuNjEwLzk4IGUvb3UgTGVpIDkuNjA5Lzk4LiBOw6NvIHNlbmRvIGVzdGUgbyBjYXNvLCB2b2PDqiBhc3NlZ3VyYSB0ZXIgb2J0aWRvLCBkaXJldGFtZW50ZSBkb3MgZGV2aWRvcyB0aXR1bGFyZXMsIGF1dG9yaXphw6fDo28gcHLDqXZpYSBlIGV4cHJlc3NhIHBhcmEgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBkaXZ1bGdhw6fDo28gZGEgT2JyYSwgYWJyYW5nZW5kbyB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBlIGNvbmV4b3MgYWZldGFkb3MgcGVsYSBhc3NpbmF0dXJhIGRvcyBwcmVzZW50ZXMgdGVybW9zIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8sIGRlIG1vZG8gYSBlZmV0aXZhbWVudGUgaXNlbnRhciBhIEZ1bmRhw6fDo28gR2V0dWxpbyBWYXJnYXMgZSBzZXVzIGZ1bmNpb27DoXJpb3MgZGUgcXVhbHF1ZXIgcmVzcG9uc2FiaWxpZGFkZSBwZWxvIHVzbyBuw6NvLWF1dG9yaXphZG8gZG8gbWF0ZXJpYWwgZGVwb3NpdGFkbywgc2VqYSBlbSB2aW5jdWxhw6fDo28gw6AgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHViwgc2VqYSBlbSB2aW5jdWxhw6fDo28gYSBxdWFpc3F1ZXIgc2VydmnDp29zIGRlIGJ1c2NhIGUgZGlzdHJpYnVpw6fDo28gZGUgY29udGXDumRvIHF1ZSBmYcOnYW0gdXNvIGRhcyBpbnRlcmZhY2VzIGUgZXNwYcOnbyBkZSBhcm1hemVuYW1lbnRvIHByb3ZpZGVuY2lhZG9zIHBlbGEgRnVuZGHDp8OjbyBHZXR1bGlvIFZhcmdhcyBwb3IgbWVpbyBkZSBzZXVzIHNpc3RlbWFzIGluZm9ybWF0aXphZG9zLgoKMi4gQSBhc3NpbmF0dXJhIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIHRlbSBjb21vIGNvbnNlccO8w6puY2lhIGEgdHJhbnNmZXLDqm5jaWEsIGEgdMOtdHVsbyBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBlIG7Do28tb25lcm9zbywgaXNlbnRhIGRvIHBhZ2FtZW50byBkZSByb3lhbHRpZXMgb3UgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgY29udHJhcHJlc3Rhw6fDo28sIHBlY3VuacOhcmlhIG91IG7Do28sIMOgIEZ1bmRhw6fDo28gR2V0dWxpbyBWYXJnYXMsIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhcm1hemVuYXIgZGlnaXRhbG1lbnRlLCByZXByb2R1emlyIGUgZGlzdHJpYnVpciBuYWNpb25hbCBlIGludGVybmFjaW9uYWxtZW50ZSBhIE9icmEsIGluY2x1aW5kby1zZSBvIHNldSByZXN1bW8vYWJzdHJhY3QsIHBvciBtZWlvcyBlbGV0csO0bmljb3MsIG5vIHNpdGUgZGEgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHViwgYW8gcMO6YmxpY28gZW0gZ2VyYWwsIGVtIHJlZ2ltZSBkZSBhY2Vzc28gYWJlcnRvLgoKMy4gQSBwcmVzZW50ZSBsaWNlbsOnYSB0YW1iw6ltIGFicmFuZ2UsIG5vcyBtZXNtb3MgdGVybW9zIGVzdGFiZWxlY2lkb3Mgbm8gaXRlbSAyLCBzdXByYSwgcXVhbHF1ZXIgZGlyZWl0byBkZSBjb211bmljYcOnw6NvIGFvIHDDumJsaWNvIGNhYsOtdmVsIGVtIHJlbGHDp8OjbyDDoCBPYnJhIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLCBpbmNsdWluZG8tc2Ugb3MgdXNvcyByZWZlcmVudGVzIMOgIHJlcHJlc2VudGHDp8OjbyBww7pibGljYSBlL291IGV4ZWN1w6fDo28gcMO6YmxpY2EsIGJlbSBjb21vIHF1YWxxdWVyIG91dHJhIG1vZGFsaWRhZGUgZGUgY29tdW5pY2HDp8OjbyBhbyBww7pibGljbyBxdWUgZXhpc3RhIG91IHZlbmhhIGEgZXhpc3Rpciwgbm9zIHRlcm1vcyBkbyBhcnRpZ28gNjggZSBzZWd1aW50ZXMgZGEgTGVpIDkuNjEwLzk4LCBuYSBleHRlbnPDo28gcXVlIGZvciBhcGxpY8OhdmVsIGFvcyBzZXJ2acOnb3MgcHJlc3RhZG9zIGFvIHDDumJsaWNvIHBlbGEgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHVi4KCjQuIEVzdGEgbGljZW7Dp2EgYWJyYW5nZSwgYWluZGEsIG5vcyBtZXNtb3MgdGVybW9zIGVzdGFiZWxlY2lkb3Mgbm8gaXRlbSAyLCBzdXByYSwgdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgY29uZXhvcyBkZSBhcnRpc3RhcyBpbnTDqXJwcmV0ZXMgb3UgZXhlY3V0YW50ZXMsIHByb2R1dG9yZXMgZm9ub2dyw6FmaWNvcyBvdSBlbXByZXNhcyBkZSByYWRpb2RpZnVzw6NvIHF1ZSBldmVudHVhbG1lbnRlIHNlamFtIGFwbGljw6F2ZWlzIGVtIHJlbGHDp8OjbyDDoCBvYnJhIGRlcG9zaXRhZGEsIGVtIGNvbmZvcm1pZGFkZSBjb20gbyByZWdpbWUgZml4YWRvIG5vIFTDrXR1bG8gViBkYSBMZWkgOS42MTAvOTguCgo1LiBTZSBhIE9icmEgZGVwb3NpdGFkYSBmb2kgb3Ugw6kgb2JqZXRvIGRlIGZpbmFuY2lhbWVudG8gcG9yIGluc3RpdHVpw6fDtWVzIGRlIGZvbWVudG8gw6AgcGVzcXVpc2Egb3UgcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEgc2VtZWxoYW50ZSwgdm9jw6ogb3UgbyB0aXR1bGFyIGFzc2VndXJhIHF1ZSBjdW1wcml1IHRvZGFzIGFzIG9icmlnYcOnw7VlcyBxdWUgbGhlIGZvcmFtIGltcG9zdGFzIHBlbGEgaW5zdGl0dWnDp8OjbyBmaW5hbmNpYWRvcmEgZW0gcmF6w6NvIGRvIGZpbmFuY2lhbWVudG8sIGUgcXVlIG7Do28gZXN0w6EgY29udHJhcmlhbmRvIHF1YWxxdWVyIGRpc3Bvc2nDp8OjbyBjb250cmF0dWFsIHJlZmVyZW50ZSDDoCBwdWJsaWNhw6fDo28gZG8gY29udGXDumRvIG9yYSBzdWJtZXRpZG8gw6AgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHVi4KCjYuIENhc28gYSBPYnJhIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhIGVuY29udHJlLXNlIGxpY2VuY2lhZGEgc29iIHVtYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zIChxdWFscXVlciB2ZXJzw6NvKSwgc29iIGEgbGljZW7Dp2EgR05VIEZyZWUgRG9jdW1lbnRhdGlvbiBMaWNlbnNlIChxdWFscXVlciB2ZXJzw6NvKSwgb3Ugb3V0cmEgbGljZW7Dp2EgcXVhbGlmaWNhZGEgY29tbyBsaXZyZSBzZWd1bmRvIG9zIGNyaXTDqXJpb3MgZGEgRGVmaW5pdGlvbiBvZiBGcmVlIEN1bHR1cmFsIFdvcmtzIChkaXNwb27DrXZlbCBlbTogaHR0cDovL2ZyZWVkb21kZWZpbmVkLm9yZy9EZWZpbml0aW9uKSBvdSBGcmVlIFNvZnR3YXJlIERlZmluaXRpb24gKGRpc3BvbsOtdmVsIGVtOiBodHRwOi8vd3d3LmdudS5vcmcvcGhpbG9zb3BoeS9mcmVlLXN3Lmh0bWwpLCBvIGFycXVpdm8gcmVmZXJlbnRlIMOgIE9icmEgZGV2ZSBpbmRpY2FyIGEgbGljZW7Dp2EgYXBsaWPDoXZlbCBlbSBjb250ZcO6ZG8gbGVnw612ZWwgcG9yIHNlcmVzIGh1bWFub3MgZSwgc2UgcG9zc8OtdmVsLCB0YW1iw6ltIGVtIG1ldGFkYWRvcyBsZWfDrXZlaXMgcG9yIG3DoXF1aW5hLiBBIGluZGljYcOnw6NvIGRhIGxpY2Vuw6dhIGFwbGljw6F2ZWwgZGV2ZSBzZXIgYWNvbXBhbmhhZGEgZGUgdW0gbGluayBwYXJhIG9zIHRlcm1vcyBkZSBsaWNlbmNpYW1lbnRvIG91IHN1YSBjw7NwaWEgaW50ZWdyYWwuCgpBbyBjb25jbHVpciBhIHByZXNlbnRlIGV0YXBhIGUgYXMgZXRhcGFzIHN1YnNlccO8ZW50ZXMgZG8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8OjbyBkZSBhcnF1aXZvcyDDoCBCaWJsaW90ZWNhIFZpcnR1YWwgRkdWLCB2b2PDqiBhdGVzdGEgcXVlIGxldSBlIGNvbmNvcmRhIGludGVncmFsbWVudGUgY29tIG9zIHRlcm1vcyBhY2ltYSBkZWxpbWl0YWRvcywgYXNzaW5hbmRvLW9zIHNlbSBmYXplciBxdWFscXVlciByZXNlcnZhIGUgbm92YW1lbnRlIGNvbmZpcm1hbmRvIHF1ZSBjdW1wcmUgb3MgcmVxdWlzaXRvcyBpbmRpY2Fkb3Mgbm8gaXRlbSAxLCBzdXByYS4KCkhhdmVuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzY29yZMOibmNpYSBlbSByZWxhw6fDo28gYW9zIHByZXNlbnRlcyB0ZXJtb3Mgb3UgbsOjbyBzZSB2ZXJpZmljYW5kbyBvIGV4aWdpZG8gbm8gaXRlbSAxLCBzdXByYSwgdm9jw6ogZGV2ZSBpbnRlcnJvbXBlciBpbWVkaWF0YW1lbnRlIG8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8Ojby4gQSBjb250aW51aWRhZGUgZG8gcHJvY2Vzc28gZXF1aXZhbGUgw6AgYXNzaW5hdHVyYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGNvbSB0b2RhcyBhcyBjb25zZXHDvMOqbmNpYXMgbmVsZSBwcmV2aXN0YXMsIHN1amVpdGFuZG8tc2UgbyBzaWduYXTDoXJpbyBhIHNhbsOnw7VlcyBjaXZpcyBlIGNyaW1pbmFpcyBjYXNvIG7Do28gc2VqYSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXRyaW1vbmlhaXMgZS9vdSBjb25leG9zIGFwbGljw6F2ZWlzIMOgIE9icmEgZGVwb3NpdGFkYSBkdXJhbnRlIGVzdGUgcHJvY2Vzc28sIG91IGNhc28gbsOjbyB0ZW5oYSBvYnRpZG8gcHLDqXZpYSBlIGV4cHJlc3NhIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gdGl0dWxhciBwYXJhIG8gZGVww7NzaXRvIGUgdG9kb3Mgb3MgdXNvcyBkYSBPYnJhIGVudm9sdmlkb3MuCgpQYXJhIGEgc29sdcOnw6NvIGRlIHF1YWxxdWVyIGTDunZpZGEgcXVhbnRvIGFvcyB0ZXJtb3MgZGUgbGljZW5jaWFtZW50byBlIG8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8OjbywgY2xpcXVlIG5vIGxpbmsgIkZhbGUgY29ub3NjbyIuCgpTZSB2b2PDqiB0aXZlciBkw7p2aWRhcyBzb2JyZSBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBwb3IgZmF2b3IgZW50cmUgZW0gY29udGF0byBjb20gb3MgYWRtaW5pc3RyYWRvcmVzIGRvIFJlcG9zaXTDs3Jpby4K
dc.title.por.fl_str_mv A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
title A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
spellingShingle A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
Kignel, Daniel
Organização criminosa
Empresa
Conceito
Modelos de atribuição de responsabilidade
Criminal organization
Company
Concept
Liability attribution models
Direito
Sociedades comerciais - Legislação
Direito penal econômico
Crime organizado
Crime comercial
Responsabilidade penal
title_short A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
title_full A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
title_fullStr A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
title_full_unstemmed A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
title_sort A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
author Kignel, Daniel
author_facet Kignel, Daniel
author_role author
dc.contributor.unidadefgv.por.fl_str_mv Escolas::DIREITO SP
dc.contributor.member.none.fl_str_mv Grandis, Rodrigo de
Luz, Ilana Martins
dc.contributor.author.fl_str_mv Kignel, Daniel
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Teixeira, Adriano
contributor_str_mv Teixeira, Adriano
dc.subject.por.fl_str_mv Organização criminosa
Empresa
Conceito
Modelos de atribuição de responsabilidade
topic Organização criminosa
Empresa
Conceito
Modelos de atribuição de responsabilidade
Criminal organization
Company
Concept
Liability attribution models
Direito
Sociedades comerciais - Legislação
Direito penal econômico
Crime organizado
Crime comercial
Responsabilidade penal
dc.subject.eng.fl_str_mv Criminal organization
Company
Concept
Liability attribution models
dc.subject.area.por.fl_str_mv Direito
dc.subject.bibliodata.por.fl_str_mv Sociedades comerciais - Legislação
Direito penal econômico
Crime organizado
Crime comercial
Responsabilidade penal
description Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos.
publishDate 2024
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-09-09T13:46:55Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-09-09T13:46:55Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2024-08-12
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/10438/35852
url https://hdl.handle.net/10438/35852
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)
instacron:FGV
instname_str Fundação Getulio Vargas (FGV)
instacron_str FGV
institution FGV
reponame_str Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
collection Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.fgv.br/bitstreams/fca7701f-c834-4bac-92b4-fd2940fbb9ca/download
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/cce925db-b009-45aa-ab5f-60201c1293aa/download
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/4bf3bc9f-3b60-4dda-8e9a-0c00dfe69901/download
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/2029602a-763a-4856-bfb0-246699325096/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 79b00a39f1ff4d1ea9f3d44dc455bdf1
2a4b67231f701c416a809246e7a10077
96e25451197baf54ae7f59a228ea7567
7caa2f776b81ddc1f485ab4df42e5927
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)
repository.mail.fl_str_mv
_version_ 1827842504227028992