A organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantes
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/35852 |
Resumo: | Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos. |
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Kignel, DanielEscolas::DIREITO SPGrandis, Rodrigo deLuz, Ilana MartinsTeixeira, Adriano2024-09-09T13:46:55Z2024-09-09T13:46:55Z2024-08-12https://hdl.handle.net/10438/35852Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos.Despite the obvious differences regarding its objectives and methods, a criminal organization and a Company have multiple similarities. Both structures depend on a multiplicity of members, who act in an organized, structured way, with hierarchy, task division and common goals. Those are the approaching points that several times have caused confusion when the criminal rule is applied, in situations in which felonies are committed through a business structure. In such cases, it is not unusual the mixture between totally different criminal concepts, applying the criminal rule enforced in article 2nd of the Law 12.850/13 (promote, institute, finance or integrate a criminal organization) almost automatically, only because the crime was committed inside an organized structure, counting on the contribution of several agents whose actions were orchestrated with the division of tasks. In order to contribute with the best legal solution in situations involving such challenges, the present paper has the objective of establishing the requirements needed to consider that a criminal organization is functioning inside a Company. To do so, both concepts will be delimited, enabling the identification of both its approaching points and differences, so then it will be possible to verify the cases in which a regular business – or part of it – should also be considered a criminal organization. Nevertheless, we must go a little further. Even when it is possible to assume that a criminal organization is functioning inside a Company, we must establish criteria to attribute criminal liability to the members of the criminal organization. For that, the present paper also proposes to present and debate the existing attribution models, taking a stand and establishing criteria to analyze associative crimes. Still, the paper will discuss the situation of the outside collaborator, the agent that is not a member of the Company, but contributes to the practice of specific crimes, in order to establish if, in this scenario, the collaborator should be held accountable for both the associative crime and the crimes committed by the organization, or if the best legal solution would be to hold him accountable only for the latest.porOrganização criminosaEmpresaConceitoModelos de atribuição de responsabilidadeCriminal organizationCompanyConceptLiability attribution modelsDireitoSociedades comerciais - LegislaçãoDireito penal econômicoCrime organizadoCrime comercialResponsabilidade penalA organização criminosa no âmbito da empresa e a atribuição de responsabilidade penal aos seus integrantesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas 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Apesar da evidente diferença de objetivos e métodos de atuação, a organização criminosa e a empresa apresentam diversas similaridades. Ambas as estruturas dependem de uma multiplicidade de membros, que atuam de forma organizada e estruturada, com hierarquia, divisão de tarefas e uma finalidade comum de seus integrantes. São justamente esses pontos de aproximação que, repetidas vezes, têm causado confusão no momento da aplicação da norma penal em situações nas quais infrações penais são cometidas no âmbito de uma organização empresarial. Em casos assim, não tem sido incomum a mistura de conceitos penais absolutamente distintos, aplicando-se o tipo penal previsto no art. 2º da lei nº 12.850/13 (promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa) de forma quase automática, apenas porque o delito foi praticado dentro de uma estrutura organizada, com a contribuição de diversos agentes que agiram de forma orquestrada e com divisão de tarefas. Para contribuir com a melhor solução jurídica em situações que apresentam tais dificuldades, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer quais são os requisitos para que se possa considerar que uma organização criminosa está atuando no âmbito de uma empresa. Para tanto, cada um dos institutos será delimitado conceitualmente, possibilitando a identificação de seus pontos de aproximação e suas diferenças, para que então seja possível verificar as situações em que uma empresa legítima – ou parte dela – deve ser considerada também uma organização criminosa. É necessário, no entanto, ir um pouco além. Ainda que seja possível afirmar a existência de uma organização criminosa no âmbito de uma empresa, deve-se estabelecer critérios para a atribuição de responsabilidade penal aos integrantes da organização. Para tanto, o presente trabalho também se propõe a apresentar e debater os modelos de atribuição atualmente existentes, tomando posição e estabelecendo um critério a ser utilizado na análise de delitos associativos. Ainda nessa etapa, será debatida a situação do colaborador externo, ou seja, o agente que não integra a empresa, mas que contribui para a prática de crimes específicos, a fim de se estabelecer se, nesse cenário, o autor deverá responder tanto pelo delito associativo quanto pelos crimes-fim praticados, ou se o correto seria responsabilizá-lo apenas pelos últimos. |
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