O mercado de securitização no Brasil para firmas não financeiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: San Felippe, Adner Levy
Orientador(a): Sampaio, Joelson Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/34384
Resumo: O mercado de securitização no Brasil foi estabelecido em 2001 com a introdução dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), desempenhando um papel crucial na expansão das opções de financiamento disponíveis para empresas com diversos níveis de risco. Os FIDCs atraíram interesse crescente tanto de empresas quanto de investidores, permitindo que as empresas separassem ativos de menor risco de seus balanços e os utilizassem como fonte de financiamento. Isso potencialmente ampliou o acesso ao financiamento para empresas de maior risco, atraindo um número crescente de investidores interessados nesse tipo de crédito. No entanto, surge a questão de se empresas de maior risco recorrem mais à securitização. Este estudo investiga se empresas não financeiras com maior risco adotam mais estruturas de securitização, analisando dados de empresas que utilizaram FIDCs no Brasil entre 2005 e 2022. Utilizando um modelo de efeitos fixos e controlando as características financeiras das empresas não financeiras, examinamos o nível total de securitização e a proporção de securitização em relação ao passivo circulante entre empresas classificadas como de alto risco e aquelas não classificadas como tal. Empresas de alto risco são definidas como aquelas acima do quantil 75% na classificação da Standard & Poor’s. Os resultados indicam que há evidências de que empresas não financeiras com maior risco tendem a ter um nível de securitização significativamente maior, com um aumento de 7,49 pontos percentuais. Esse resultado pode ser atribuído à dificuldade das empresas de maior risco em acessar fontes tradicionais de financiamento e à percepção de menor risco associada à securitização por parte dos agentes de mercado. Isso sugere que o perfil de risco de crédito das empresas pode não ser um fator determinante na oferta de securitização e que essa modalidade de financiamento é geralmente considerada de menor risco pelos agentes do mercado.
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Este estudo investiga se empresas não financeiras com maior risco adotam mais estruturas de securitização, analisando dados de empresas que utilizaram FIDCs no Brasil entre 2005 e 2022. Utilizando um modelo de efeitos fixos e controlando as características financeiras das empresas não financeiras, examinamos o nível total de securitização e a proporção de securitização em relação ao passivo circulante entre empresas classificadas como de alto risco e aquelas não classificadas como tal. Empresas de alto risco são definidas como aquelas acima do quantil 75% na classificação da Standard & Poor’s. Os resultados indicam que há evidências de que empresas não financeiras com maior risco tendem a ter um nível de securitização significativamente maior, com um aumento de 7,49 pontos percentuais. Esse resultado pode ser atribuído à dificuldade das empresas de maior risco em acessar fontes tradicionais de financiamento e à percepção de menor risco associada à securitização por parte dos agentes de mercado. Isso sugere que o perfil de risco de crédito das empresas pode não ser um fator determinante na oferta de securitização e que essa modalidade de financiamento é geralmente considerada de menor risco pelos agentes do mercado.The securitization market in Brazil was established in 2001 with the introduction of Credit Rights Investment Funds (FIDCs), playing a crucial role in expanding financing options available to companies with varying levels of risk. FIDCs attracted increasing interest from both companies and investors, enabling companies to separate lower-risk assets from their balance sheets and use them as a source of financing. This potentially widened access to financing for higher-risk companies, attracting a growing number of investors interested in this type of credit. However, the question arises as to whether higher-risk companies resort more to securitization. This study investigates whether non-financial companies with higher risk adopt more securitization structures, analyzing data from companies that used FIDCs in Brazil between 2005 and 2022. Using a fixed-effects model and controlling for the financial characteristics of non-financial companies, we examine the total level of securitization and the proportion of securitization relative to current liabilities between companies classified as high risk and those not classified as such. High-risk companies are defined as those above the 80th percentile in Standard & Poor’s rating. The results indicate that there is evidence that non-financial companies with higher risk tend to have a significantly higher level of securitization, with an increase of 7.49 percentage points. This result can be attributed to the difficulty of higher-risk companies in accessing traditional sources of financing and the perception of lower risk associated with securitization by market participants. This suggests that the credit risk profile of companies may not be a determining factor in the provision of securitization, and that this form of financing is generally considered lower risk by market participants.porSecuritizaçãoFIDCRatingSpreadSecuritizationImplicit contractEconomiaSecuritizaçãoFundos de investimentoMercado financeiroEmpresas - FinanciamentoO mercado de securitização no Brasil para firmas não financeirasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALDissertação_Securitização_Adner_FINAL.pdfDissertação_Securitização_Adner_FINAL.pdfPDFapplication/pdf391086https://repositorio.fgv.br/bitstreams/b94fd254-4cf0-4934-8f3d-f33d2aabc438/downloadce2d90502c44f60a79b41a53396d398bMD53trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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