O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937
| Ano de defesa: | 2023 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/33996 |
Resumo: | O estudo é resultado de uma pesquisa sobre o Integralismo na Bahia, especificamente, sobre a inserção da AIB no ambiente político dos anos de 1930 na cidade de Maragogipe-BA. A principal ideia investigativa foi averiguar a partir de vasta quantidade de fontes levantadas em arquivos na/da Bahia e no/do Rio de Janeiro, como se processou a trajetória da inserção do integralismo na Bahia e como se organizou de modo particular na cidade do padroeiro São Bartolomeu. Os embates entre o integralismo e os comunistas, os conflitos entre os pessedistas liderados por Juracy Magalhães e autonomistas, bem como o desenrolar das “guerras discursivas” em jornais como o “Redenção” e o “A Faúla” são apresentados trazendo à tona as personagens que marcaram as disputas políticas tanto na cidade de Maragogipe quanto em todo Recôncavo baiano. A tentativa de desnudar as conexões de um rizoma de ideias políticas concretamente incrustada em uma instituição de caráter fascista como foi o caso da AIB é tarefa complexa, mas que não deixa de ser possível de ser realizada, na medida em que, nota-se a partir das evidências, as quais estão todas conectadas, a potência da militância do Sigma em confronto com seus antagonistas na época. As fontes permitem analisar/interpretar as teias de relações entre as personagens que rapidamente vão ganhando “forma e vida” dentro do desenvolvimento do Sigma em todas regiões da Bahia. Nota-se, não obstante, que os discursos políticos contidos nos jornais e folhetins que circularam na Bahia entre os anos de 1933 até 1937, contribuíram para impregnar nas consciências de muitos baianos(as) que viviam à beira do Rio Paraguaçu e que, se conectavam por meio desse rio e de estradas vicinais com o interior do estado, as ideias integralistas. Essas personagens das políticas do Recôncavo dos anos de 1930, como Nestor Nérton Fernandes Távora, líder da AIB em Maragogipe, foram fundamentais para tornar as ideias do Sigma conhecida, seja por meio da oralidade, seja por meio de Jornais Integralistas como o “A Faúla”. A AIB, foi difundida na Bahia a partir da divulgação da proposta de implantação de um Estado Integral corporativo, sindicalizado e assentado em um governo de um Chefe Supremo que se norteava a partir do lema “Deus, Pátria e Família”. Portanto, argumenta-se neste estudo que o integralismo desenvolveu uma estratégia de coaptação de seguidores(as) a partir de uma troca simbólica parecida com a “Dádiva” apresentada pelo antropólogo Marcel Mauss. Para entender essa relação de “dar para receber” dentro do “jogo político baiano dos anos de 1930” desenvolvemos o conceito de “militância negociada” com a finalidade de nos permitir um approach nas relações sociais, políticas e econômicas entre os militantes e as lideranças locais e regionais da Ação Integralistas Brasileira. Militância que foi composta, basicamente, por pessoas pobres, negras e pardas, trabalhadores (as) e desempregados(as), quase sempre famintas e analfabetas, que conseguiram, de algum modo, se desvencilhar da tutela dos coronéis e políticos locais abraçando a militância no Sigma. |
| id |
FGV_bc1d5a2bfd6e14f5cb07dd2b3a246313 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.fgv.br:10438/33996 |
| network_acronym_str |
FGV |
| network_name_str |
Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Oliveira, Alex de JesusEscolas::CPDOCFreire, AméricoGonçalves, Leandro PereiraSena Júnior, Carlos Zacarias Figuerôa deNicolau, Jairo MarconiPraça, SérgioPraça, Sérgio2023-08-04T19:31:08Z2023-08-04T19:31:08Z2023-04-18https://hdl.handle.net/10438/33996O estudo é resultado de uma pesquisa sobre o Integralismo na Bahia, especificamente, sobre a inserção da AIB no ambiente político dos anos de 1930 na cidade de Maragogipe-BA. A principal ideia investigativa foi averiguar a partir de vasta quantidade de fontes levantadas em arquivos na/da Bahia e no/do Rio de Janeiro, como se processou a trajetória da inserção do integralismo na Bahia e como se organizou de modo particular na cidade do padroeiro São Bartolomeu. Os embates entre o integralismo e os comunistas, os conflitos entre os pessedistas liderados por Juracy Magalhães e autonomistas, bem como o desenrolar das “guerras discursivas” em jornais como o “Redenção” e o “A Faúla” são apresentados trazendo à tona as personagens que marcaram as disputas políticas tanto na cidade de Maragogipe quanto em todo Recôncavo baiano. A tentativa de desnudar as conexões de um rizoma de ideias políticas concretamente incrustada em uma instituição de caráter fascista como foi o caso da AIB é tarefa complexa, mas que não deixa de ser possível de ser realizada, na medida em que, nota-se a partir das evidências, as quais estão todas conectadas, a potência da militância do Sigma em confronto com seus antagonistas na época. As fontes permitem analisar/interpretar as teias de relações entre as personagens que rapidamente vão ganhando “forma e vida” dentro do desenvolvimento do Sigma em todas regiões da Bahia. Nota-se, não obstante, que os discursos políticos contidos nos jornais e folhetins que circularam na Bahia entre os anos de 1933 até 1937, contribuíram para impregnar nas consciências de muitos baianos(as) que viviam à beira do Rio Paraguaçu e que, se conectavam por meio desse rio e de estradas vicinais com o interior do estado, as ideias integralistas. Essas personagens das políticas do Recôncavo dos anos de 1930, como Nestor Nérton Fernandes Távora, líder da AIB em Maragogipe, foram fundamentais para tornar as ideias do Sigma conhecida, seja por meio da oralidade, seja por meio de Jornais Integralistas como o “A Faúla”. A AIB, foi difundida na Bahia a partir da divulgação da proposta de implantação de um Estado Integral corporativo, sindicalizado e assentado em um governo de um Chefe Supremo que se norteava a partir do lema “Deus, Pátria e Família”. Portanto, argumenta-se neste estudo que o integralismo desenvolveu uma estratégia de coaptação de seguidores(as) a partir de uma troca simbólica parecida com a “Dádiva” apresentada pelo antropólogo Marcel Mauss. Para entender essa relação de “dar para receber” dentro do “jogo político baiano dos anos de 1930” desenvolvemos o conceito de “militância negociada” com a finalidade de nos permitir um approach nas relações sociais, políticas e econômicas entre os militantes e as lideranças locais e regionais da Ação Integralistas Brasileira. Militância que foi composta, basicamente, por pessoas pobres, negras e pardas, trabalhadores (as) e desempregados(as), quase sempre famintas e analfabetas, que conseguiram, de algum modo, se desvencilhar da tutela dos coronéis e políticos locais abraçando a militância no Sigma.This study is the result of a dense research on Integralism in Bahia, but specifically on the insertion of AIB in the political environment of the 1930s in the city of Maragogipe-BA. The main investigative idea of the study was to find out, from a vast amount of sources raised in archives in Bahia and Rio de Janeiro, how the trajectory of the insertion of integralism in Bahia was presented and how it was organized in a particular way in the city of the patron saint São Bartolomeu. The clashes between integralism and the communists, the conflicts between the Pessedistas led by Juracy Magalhães and the unfolding of the “discursive wars” in newspapers such as “Redenção” and “A Faúla” are presented bringing to the fore characters who marked the political disputes both in the city of Maragogipe and throughout Bahia's Recôncavo. The attempt to lay bare the connections of a rhizome of political ideas concretely embedded in an institution of a fascist character such as AIB is a task that is too complex, but which is nevertheless possible to notice from the evidence that connects the speed of development of Sigma in all regions of Bahia, especially because it managed to penetrate the consciences of Bahians who lived on the banks of the Paraguaçu River and who were connected through this river and neighboring roads, taking the ideas of Sigma as a proposal for the implementation of a State Full corporate, unionized and seated in a government of a Supreme Chief who was guided by the motto “God, Homeland and Family”. Therefore, it is argued that integralism developed a strategy of coaptation of followers based on a symbolic exchange similar to the Gift presented by the anthropologist Marcel Mauss. To understand this relationship, we developed the concept of “negotiated militancy” in order to allow us to understand how poor people and workers, almost always hungry and illiterate, managed to get rid of the tutelage of local colonels and politicians.porIntegralismoBahiaRecôncavo baianoPolíticaEleiçõesIntegralismPoliticsElectionsHistóriaIntegralismoBrasil - Política e governoFascismoAutoritarismoO integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdfTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdfPDFapplication/pdf10929632https://repositorio.fgv.br/bitstreams/07043c88-1c9f-47ef-82f7-3fb6424122d4/downloadfff2d954baa90ae3326181a2b4ce48f9MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-84707https://repositorio.fgv.br/bitstreams/8c1cba1f-c2a0-4d62-bf17-81dc907ed203/downloaddfb340242cced38a6cca06c627998fa1MD52TEXTTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdf.txtTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdf.txtExtracted texttext/plain1276742https://repositorio.fgv.br/bitstreams/b28231c6-42c4-4a68-bcb1-3374d215cb18/download7bff7584c277851b1467053e0d1865afMD54THUMBNAILTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdf.jpgTese de doutoramento Alex de Jesus Oliveira .pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1575https://repositorio.fgv.br/bitstreams/e27221ba-8e31-4f40-8d46-8023d1e15436/downloadf6116546fa8b4a805cb5013aa916450eMD5510438/339962025-03-07 13:17:25.792open.accessoai:repositorio.fgv.br:10438/33996https://repositorio.fgv.brRepositório InstitucionalPRIhttp://bibliotecadigital.fgv.br/dspace-oai/requestopendoar:39742025-03-07T13:17:25Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)falseVEVSTU9TIExJQ0VOQ0lBTUVOVE8gUEFSQSBBUlFVSVZBTUVOVE8sIFJFUFJPRFXDh8ODTyBFIERJVlVMR0HDh8ODTwpQw5pCTElDQSBERSBDT05URcOaRE8gw4AgQklCTElPVEVDQSBWSVJUVUFMIEZHViAodmVyc8OjbyAxLjIpCgoxLiBWb2PDqiwgdXN1w6FyaW8tZGVwb3NpdGFudGUgZGEgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHViwgYXNzZWd1cmEsIG5vCnByZXNlbnRlIGF0bywgcXVlIMOpIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhdHJpbW9uaWFpcyBlL291CmRpcmVpdG9zIGNvbmV4b3MgcmVmZXJlbnRlcyDDoCB0b3RhbGlkYWRlIGRhIE9icmEgb3JhIGRlcG9zaXRhZGEgZW0KZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBiZW0gY29tbyBkZSBzZXVzIGNvbXBvbmVudGVzIG1lbm9yZXMsIGVtIHNlIHRyYXRhbmRvCmRlIG9icmEgY29sZXRpdmEsIGNvbmZvcm1lIG8gcHJlY2VpdHVhZG8gcGVsYSBMZWkgOS42MTAvOTggZS9vdSBMZWkKOS42MDkvOTguIE7Do28gc2VuZG8gZXN0ZSBvIGNhc28sIHZvY8OqIGFzc2VndXJhIHRlciBvYnRpZG8sIGRpcmV0YW1lbnRlCmRvcyBkZXZpZG9zIHRpdHVsYXJlcywgYXV0b3JpemHDp8OjbyBwcsOpdmlhIGUgZXhwcmVzc2EgcGFyYSBvIGRlcMOzc2l0byBlCmRpdnVsZ2HDp8OjbyBkYSBPYnJhLCBhYnJhbmdlbmRvIHRvZG9zIG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGUgY29uZXhvcwphZmV0YWRvcyBwZWxhIGFzc2luYXR1cmEgZG9zIHByZXNlbnRlcyB0ZXJtb3MgZGUgbGljZW5jaWFtZW50bywgZGUKbW9kbyBhIGVmZXRpdmFtZW50ZSBpc2VudGFyIGEgRnVuZGHDp8OjbyBHZXR1bGlvIFZhcmdhcyBlIHNldXMKZnVuY2lvbsOhcmlvcyBkZSBxdWFscXVlciByZXNwb25zYWJpbGlkYWRlIHBlbG8gdXNvIG7Do28tYXV0b3JpemFkbyBkbwptYXRlcmlhbCBkZXBvc2l0YWRvLCBzZWphIGVtIHZpbmN1bGHDp8OjbyDDoCBCaWJsaW90ZWNhIFZpcnR1YWwgRkdWLCBzZWphCmVtIHZpbmN1bGHDp8OjbyBhIHF1YWlzcXVlciBzZXJ2acOnb3MgZGUgYnVzY2EgZSBkaXN0cmlidWnDp8OjbyBkZSBjb250ZcO6ZG8KcXVlIGZhw6dhbSB1c28gZGFzIGludGVyZmFjZXMgZSBlc3Bhw6dvIGRlIGFybWF6ZW5hbWVudG8gcHJvdmlkZW5jaWFkb3MKcGVsYSBGdW5kYcOnw6NvIEdldHVsaW8gVmFyZ2FzIHBvciBtZWlvIGRlIHNldXMgc2lzdGVtYXMgaW5mb3JtYXRpemFkb3MuCgoyLiBBIGFzc2luYXR1cmEgZGVzdGEgbGljZW7Dp2EgdGVtIGNvbW8gY29uc2Vxw7zDqm5jaWEgYSB0cmFuc2ZlcsOqbmNpYSwgYQp0w610dWxvIG7Do28tZXhjbHVzaXZvIGUgbsOjby1vbmVyb3NvLCBpc2VudGEgZG8gcGFnYW1lbnRvIGRlIHJveWFsdGllcwpvdSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBjb250cmFwcmVzdGHDp8OjbywgcGVjdW5pw6FyaWEgb3UgbsOjbywgw6AgRnVuZGHDp8OjbwpHZXR1bGlvIFZhcmdhcywgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGFybWF6ZW5hciBkaWdpdGFsbWVudGUsIHJlcHJvZHV6aXIgZQpkaXN0cmlidWlyIG5hY2lvbmFsIGUgaW50ZXJuYWNpb25hbG1lbnRlIGEgT2JyYSwgaW5jbHVpbmRvLXNlIG8gc2V1CnJlc3Vtby9hYnN0cmFjdCwgcG9yIG1laW9zIGVsZXRyw7RuaWNvcywgbm8gc2l0ZSBkYSBCaWJsaW90ZWNhIFZpcnR1YWwKRkdWLCBhbyBww7pibGljbyBlbSBnZXJhbCwgZW0gcmVnaW1lIGRlIGFjZXNzbyBhYmVydG8uCgozLiBBIHByZXNlbnRlIGxpY2Vuw6dhIHRhbWLDqW0gYWJyYW5nZSwgbm9zIG1lc21vcyB0ZXJtb3MgZXN0YWJlbGVjaWRvcwpubyBpdGVtIDIsIHN1cHJhLCBxdWFscXVlciBkaXJlaXRvIGRlIGNvbXVuaWNhw6fDo28gYW8gcMO6YmxpY28gY2Fiw612ZWwKZW0gcmVsYcOnw6NvIMOgIE9icmEgb3JhIGRlcG9zaXRhZGEsIGluY2x1aW5kby1zZSBvcyB1c29zIHJlZmVyZW50ZXMgw6AKcmVwcmVzZW50YcOnw6NvIHDDumJsaWNhIGUvb3UgZXhlY3XDp8OjbyBww7pibGljYSwgYmVtIGNvbW8gcXVhbHF1ZXIgb3V0cmEKbW9kYWxpZGFkZSBkZSBjb211bmljYcOnw6NvIGFvIHDDumJsaWNvIHF1ZSBleGlzdGEgb3UgdmVuaGEgYSBleGlzdGlyLApub3MgdGVybW9zIGRvIGFydGlnbyA2OCBlIHNlZ3VpbnRlcyBkYSBMZWkgOS42MTAvOTgsIG5hIGV4dGVuc8OjbyBxdWUKZm9yIGFwbGljw6F2ZWwgYW9zIHNlcnZpw6dvcyBwcmVzdGFkb3MgYW8gcMO6YmxpY28gcGVsYSBCaWJsaW90ZWNhClZpcnR1YWwgRkdWLgoKNC4gRXN0YSBsaWNlbsOnYSBhYnJhbmdlLCBhaW5kYSwgbm9zIG1lc21vcyB0ZXJtb3MgZXN0YWJlbGVjaWRvcyBubwppdGVtIDIsIHN1cHJhLCB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb25leG9zIGRlIGFydGlzdGFzIGludMOpcnByZXRlcyBvdQpleGVjdXRhbnRlcywgcHJvZHV0b3JlcyBmb25vZ3LDoWZpY29zIG91IGVtcHJlc2FzIGRlIHJhZGlvZGlmdXPDo28gcXVlCmV2ZW50dWFsbWVudGUgc2VqYW0gYXBsaWPDoXZlaXMgZW0gcmVsYcOnw6NvIMOgIG9icmEgZGVwb3NpdGFkYSwgZW0KY29uZm9ybWlkYWRlIGNvbSBvIHJlZ2ltZSBmaXhhZG8gbm8gVMOtdHVsbyBWIGRhIExlaSA5LjYxMC85OC4KCjUuIFNlIGEgT2JyYSBkZXBvc2l0YWRhIGZvaSBvdSDDqSBvYmpldG8gZGUgZmluYW5jaWFtZW50byBwb3IKaW5zdGl0dWnDp8O1ZXMgZGUgZm9tZW50byDDoCBwZXNxdWlzYSBvdSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBzZW1lbGhhbnRlLCB2b2PDqgpvdSBvIHRpdHVsYXIgYXNzZWd1cmEgcXVlIGN1bXByaXUgdG9kYXMgYXMgb2JyaWdhw6fDtWVzIHF1ZSBsaGUgZm9yYW0KaW1wb3N0YXMgcGVsYSBpbnN0aXR1acOnw6NvIGZpbmFuY2lhZG9yYSBlbSByYXrDo28gZG8gZmluYW5jaWFtZW50bywgZQpxdWUgbsOjbyBlc3TDoSBjb250cmFyaWFuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzcG9zacOnw6NvIGNvbnRyYXR1YWwgcmVmZXJlbnRlIMOgCnB1YmxpY2HDp8OjbyBkbyBjb250ZcO6ZG8gb3JhIHN1Ym1ldGlkbyDDoCBCaWJsaW90ZWNhIFZpcnR1YWwgRkdWLgoKNi4gQ2FzbyBhIE9icmEgb3JhIGRlcG9zaXRhZGEgZW5jb250cmUtc2UgbGljZW5jaWFkYSBzb2IgdW1hIGxpY2Vuw6dhCkNyZWF0aXZlIENvbW1vbnMgKHF1YWxxdWVyIHZlcnPDo28pLCBzb2IgYSBsaWNlbsOnYSBHTlUgRnJlZQpEb2N1bWVudGF0aW9uIExpY2Vuc2UgKHF1YWxxdWVyIHZlcnPDo28pLCBvdSBvdXRyYSBsaWNlbsOnYSBxdWFsaWZpY2FkYQpjb21vIGxpdnJlIHNlZ3VuZG8gb3MgY3JpdMOpcmlvcyBkYSBEZWZpbml0aW9uIG9mIEZyZWUgQ3VsdHVyYWwgV29ya3MKKGRpc3BvbsOtdmVsIGVtOiBodHRwOi8vZnJlZWRvbWRlZmluZWQub3JnL0RlZmluaXRpb24pIG91IEZyZWUgU29mdHdhcmUKRGVmaW5pdGlvbiAoZGlzcG9uw612ZWwgZW06IGh0dHA6Ly93d3cuZ251Lm9yZy9waGlsb3NvcGh5L2ZyZWUtc3cuaHRtbCksIApvIGFycXVpdm8gcmVmZXJlbnRlIMOgIE9icmEgZGV2ZSBpbmRpY2FyIGEgbGljZW7Dp2EgYXBsaWPDoXZlbCBlbQpjb250ZcO6ZG8gbGVnw612ZWwgcG9yIHNlcmVzIGh1bWFub3MgZSwgc2UgcG9zc8OtdmVsLCB0YW1iw6ltIGVtIG1ldGFkYWRvcwpsZWfDrXZlaXMgcG9yIG3DoXF1aW5hLiBBIGluZGljYcOnw6NvIGRhIGxpY2Vuw6dhIGFwbGljw6F2ZWwgZGV2ZSBzZXIKYWNvbXBhbmhhZGEgZGUgdW0gbGluayBwYXJhIG9zIHRlcm1vcyBkZSBsaWNlbmNpYW1lbnRvIG91IHN1YSBjw7NwaWEKaW50ZWdyYWwuCgoKQW8gY29uY2x1aXIgYSBwcmVzZW50ZSBldGFwYSBlIGFzIGV0YXBhcyBzdWJzZXHDvGVudGVzIGRvIHByb2Nlc3NvIGRlCnN1Ym1pc3PDo28gZGUgYXJxdWl2b3Mgw6AgQmlibGlvdGVjYSBWaXJ0dWFsIEZHViwgdm9jw6ogYXRlc3RhIHF1ZSBsZXUgZQpjb25jb3JkYSBpbnRlZ3JhbG1lbnRlIGNvbSBvcyB0ZXJtb3MgYWNpbWEgZGVsaW1pdGFkb3MsIGFzc2luYW5kby1vcwpzZW0gZmF6ZXIgcXVhbHF1ZXIgcmVzZXJ2YSBlIG5vdmFtZW50ZSBjb25maXJtYW5kbyBxdWUgY3VtcHJlIG9zCnJlcXVpc2l0b3MgaW5kaWNhZG9zIG5vIGl0ZW0gMSwgc3VwcmEuCgpIYXZlbmRvIHF1YWxxdWVyIGRpc2NvcmTDom5jaWEgZW0gcmVsYcOnw6NvIGFvcyBwcmVzZW50ZXMgdGVybW9zIG91IG7Do28Kc2UgdmVyaWZpY2FuZG8gbyBleGlnaWRvIG5vIGl0ZW0gMSwgc3VwcmEsIHZvY8OqIGRldmUgaW50ZXJyb21wZXIKaW1lZGlhdGFtZW50ZSBvIHByb2Nlc3NvIGRlIHN1Ym1pc3PDo28uIEEgY29udGludWlkYWRlIGRvIHByb2Nlc3NvCmVxdWl2YWxlIMOgIGFzc2luYXR1cmEgZGVzdGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb20gdG9kYXMgYXMgY29uc2Vxw7zDqm5jaWFzIG5lbGUKcHJldmlzdGFzLCBzdWplaXRhbmRvLXNlIG8gc2lnbmF0w6FyaW8gYSBzYW7Dp8O1ZXMgY2l2aXMgZSBjcmltaW5haXMgY2Fzbwpuw6NvIHNlamEgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGF0cmltb25pYWlzIGUvb3UgY29uZXhvcwphcGxpY8OhdmVpcyDDoCBPYnJhIGRlcG9zaXRhZGEgZHVyYW50ZSBlc3RlIHByb2Nlc3NvLCBvdSBjYXNvIG7Do28gdGVuaGEKb2J0aWRvIHByw6l2aWEgZSBleHByZXNzYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGRvIHRpdHVsYXIgcGFyYSBvIGRlcMOzc2l0byBlCnRvZG9zIG9zIHVzb3MgZGEgT2JyYSBlbnZvbHZpZG9zLgoKClBhcmEgYSBzb2x1w6fDo28gZGUgcXVhbHF1ZXIgZMO6dmlkYSBxdWFudG8gYW9zIHRlcm1vcyBkZSBsaWNlbmNpYW1lbnRvIGUKbyBwcm9jZXNzbyBkZSBzdWJtaXNzw6NvLCBjbGlxdWUgbm8gbGluayAiRmFsZSBjb25vc2NvIi4K |
| dc.title.por.fl_str_mv |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| title |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| spellingShingle |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 Oliveira, Alex de Jesus Integralismo Bahia Recôncavo baiano Política Eleições Integralism Politics Elections História Integralismo Brasil - Política e governo Fascismo Autoritarismo |
| title_short |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| title_full |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| title_fullStr |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| title_full_unstemmed |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| title_sort |
O integralismo em Maragogipe-BA: sussurros de tempos de tensões políticas (1933-1937 |
| author |
Oliveira, Alex de Jesus |
| author_facet |
Oliveira, Alex de Jesus |
| author_role |
author |
| dc.contributor.unidadefgv.por.fl_str_mv |
Escolas::CPDOC |
| dc.contributor.member.none.fl_str_mv |
Freire, Américo Gonçalves, Leandro Pereira Sena Júnior, Carlos Zacarias Figuerôa de Nicolau, Jairo Marconi Praça, Sérgio |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Oliveira, Alex de Jesus |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Praça, Sérgio |
| contributor_str_mv |
Praça, Sérgio |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Integralismo Bahia Recôncavo baiano Política Eleições |
| topic |
Integralismo Bahia Recôncavo baiano Política Eleições Integralism Politics Elections História Integralismo Brasil - Política e governo Fascismo Autoritarismo |
| dc.subject.eng.fl_str_mv |
Integralism Politics Elections |
| dc.subject.bibliodata.por.fl_str_mv |
História Integralismo Brasil - Política e governo Fascismo Autoritarismo |
| description |
O estudo é resultado de uma pesquisa sobre o Integralismo na Bahia, especificamente, sobre a inserção da AIB no ambiente político dos anos de 1930 na cidade de Maragogipe-BA. A principal ideia investigativa foi averiguar a partir de vasta quantidade de fontes levantadas em arquivos na/da Bahia e no/do Rio de Janeiro, como se processou a trajetória da inserção do integralismo na Bahia e como se organizou de modo particular na cidade do padroeiro São Bartolomeu. Os embates entre o integralismo e os comunistas, os conflitos entre os pessedistas liderados por Juracy Magalhães e autonomistas, bem como o desenrolar das “guerras discursivas” em jornais como o “Redenção” e o “A Faúla” são apresentados trazendo à tona as personagens que marcaram as disputas políticas tanto na cidade de Maragogipe quanto em todo Recôncavo baiano. A tentativa de desnudar as conexões de um rizoma de ideias políticas concretamente incrustada em uma instituição de caráter fascista como foi o caso da AIB é tarefa complexa, mas que não deixa de ser possível de ser realizada, na medida em que, nota-se a partir das evidências, as quais estão todas conectadas, a potência da militância do Sigma em confronto com seus antagonistas na época. As fontes permitem analisar/interpretar as teias de relações entre as personagens que rapidamente vão ganhando “forma e vida” dentro do desenvolvimento do Sigma em todas regiões da Bahia. Nota-se, não obstante, que os discursos políticos contidos nos jornais e folhetins que circularam na Bahia entre os anos de 1933 até 1937, contribuíram para impregnar nas consciências de muitos baianos(as) que viviam à beira do Rio Paraguaçu e que, se conectavam por meio desse rio e de estradas vicinais com o interior do estado, as ideias integralistas. Essas personagens das políticas do Recôncavo dos anos de 1930, como Nestor Nérton Fernandes Távora, líder da AIB em Maragogipe, foram fundamentais para tornar as ideias do Sigma conhecida, seja por meio da oralidade, seja por meio de Jornais Integralistas como o “A Faúla”. A AIB, foi difundida na Bahia a partir da divulgação da proposta de implantação de um Estado Integral corporativo, sindicalizado e assentado em um governo de um Chefe Supremo que se norteava a partir do lema “Deus, Pátria e Família”. Portanto, argumenta-se neste estudo que o integralismo desenvolveu uma estratégia de coaptação de seguidores(as) a partir de uma troca simbólica parecida com a “Dádiva” apresentada pelo antropólogo Marcel Mauss. Para entender essa relação de “dar para receber” dentro do “jogo político baiano dos anos de 1930” desenvolvemos o conceito de “militância negociada” com a finalidade de nos permitir um approach nas relações sociais, políticas e econômicas entre os militantes e as lideranças locais e regionais da Ação Integralistas Brasileira. Militância que foi composta, basicamente, por pessoas pobres, negras e pardas, trabalhadores (as) e desempregados(as), quase sempre famintas e analfabetas, que conseguiram, de algum modo, se desvencilhar da tutela dos coronéis e políticos locais abraçando a militância no Sigma. |
| publishDate |
2023 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2023-08-04T19:31:08Z |
| dc.date.available.fl_str_mv |
2023-08-04T19:31:08Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2023-04-18 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://hdl.handle.net/10438/33996 |
| url |
https://hdl.handle.net/10438/33996 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) instname:Fundação Getulio Vargas (FGV) instacron:FGV |
| instname_str |
Fundação Getulio Vargas (FGV) |
| instacron_str |
FGV |
| institution |
FGV |
| reponame_str |
Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) |
| collection |
Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) |
| bitstream.url.fl_str_mv |
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/07043c88-1c9f-47ef-82f7-3fb6424122d4/download https://repositorio.fgv.br/bitstreams/8c1cba1f-c2a0-4d62-bf17-81dc907ed203/download https://repositorio.fgv.br/bitstreams/b28231c6-42c4-4a68-bcb1-3374d215cb18/download https://repositorio.fgv.br/bitstreams/e27221ba-8e31-4f40-8d46-8023d1e15436/download |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
fff2d954baa90ae3326181a2b4ce48f9 dfb340242cced38a6cca06c627998fa1 7bff7584c277851b1467053e0d1865af f6116546fa8b4a805cb5013aa916450e |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV) |
| repository.mail.fl_str_mv |
|
| _version_ |
1827842388389789696 |