Racismo e a produção da indiferença: a caracterização da pessoa acusada no sistema de justiça criminal
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Não Informado pela instituição
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/36648 |
Resumo: | O sistema de justiça criminal brasileiro, formado por instituições como polícias, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e Sistema Penitenciário, produz documentos orientados por lógicas diversas. A análise desse sistema tem enfocado os processos decisórios e os atores da aplicação da lei penal, muitas vezes invisibilizando a pessoa acusada, que vivencia as consequências do processo. Este estudo busca preencher essa lacuna, investigando como a pessoa acusada é caracterizada no processo penal por meio dos documentos processuais. Para isso, foram analisados 21 processos de furto e roubo sentenciados em diferentes comarcas de São Paulo em 2021, com foco nos registros burocráticos e nas narrativas sobre os acusados. A pesquisa adota uma lente analítica que considera a influência das representações raciais nos processos decisórios e práticas institucionais. Entre os objetivos específicos, destacam-se a construção de um quadro teórico sobre a questão racial, a identificação das normas que orientam a caracterização dos acusados e a investigação de como essa caracterização é mobilizada pelos atores judiciais. As estratégias metodológicas envolveram incursões teóricas sobre a temática, a pesquisa de normas legais relacionadas aos processos de caracterização da pessoa no processo penal, além da apresentação de pedidos de informações para Polícia Civil, via Lei de Acesso à Informação, bem como a análise documental dos processos judiciais. Com este percurso, a pesquisa observou que a caracterização da pessoa acusada no sistema de justiça criminal brasileiro é fortemente marcada pelo uso dos antecedentes criminais, que reforça um circuito fechado de justificação, no qual a prisão se legitima com base em encarceramentos anteriores, consolidando um ciclo punitivo. Em contrapartida, informações sobre a vida pessoal e social do acusado desapareceram no processo decisório, demonstrando uma indiferença institucional. Além disso, uma pesquisa evidencia a falta de padronização na coleta e custódia de dados raciais pelas polícias e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, de modo que a ausência de registros uniformes e a variação entre documentos indicam que o racismo se manifesta também na forma como os dados são produzidos e geridos. |
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Santos, Natália Santana dosEscolas::CPDOCRibeiro, Ludmila Mendonça LopesAmparo, Thiago de SouzaMachado, Maíra Rocha2025-03-14T18:20:06Z2025-03-14T18:20:06Z2025-02-21https://hdl.handle.net/10438/36648O sistema de justiça criminal brasileiro, formado por instituições como polícias, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e Sistema Penitenciário, produz documentos orientados por lógicas diversas. A análise desse sistema tem enfocado os processos decisórios e os atores da aplicação da lei penal, muitas vezes invisibilizando a pessoa acusada, que vivencia as consequências do processo. Este estudo busca preencher essa lacuna, investigando como a pessoa acusada é caracterizada no processo penal por meio dos documentos processuais. Para isso, foram analisados 21 processos de furto e roubo sentenciados em diferentes comarcas de São Paulo em 2021, com foco nos registros burocráticos e nas narrativas sobre os acusados. A pesquisa adota uma lente analítica que considera a influência das representações raciais nos processos decisórios e práticas institucionais. Entre os objetivos específicos, destacam-se a construção de um quadro teórico sobre a questão racial, a identificação das normas que orientam a caracterização dos acusados e a investigação de como essa caracterização é mobilizada pelos atores judiciais. As estratégias metodológicas envolveram incursões teóricas sobre a temática, a pesquisa de normas legais relacionadas aos processos de caracterização da pessoa no processo penal, além da apresentação de pedidos de informações para Polícia Civil, via Lei de Acesso à Informação, bem como a análise documental dos processos judiciais. Com este percurso, a pesquisa observou que a caracterização da pessoa acusada no sistema de justiça criminal brasileiro é fortemente marcada pelo uso dos antecedentes criminais, que reforça um circuito fechado de justificação, no qual a prisão se legitima com base em encarceramentos anteriores, consolidando um ciclo punitivo. Em contrapartida, informações sobre a vida pessoal e social do acusado desapareceram no processo decisório, demonstrando uma indiferença institucional. Além disso, uma pesquisa evidencia a falta de padronização na coleta e custódia de dados raciais pelas polícias e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, de modo que a ausência de registros uniformes e a variação entre documentos indicam que o racismo se manifesta também na forma como os dados são produzidos e geridos.The Brazilian criminal justice system, comprised of institutions such as the police, the Public Prosecutor's Office, the Public Defender's Office, the Judiciary, and the Penitentiary System, produces documents guided by different logics. The analysis of this system has focused on the decision-making processes and the actors involved in the application of criminal law, often rendering the accused invisible, who experiences the consequences of the process. This study seeks to fill this gap by investigating how the accused is characterized in criminal proceedings through procedural documents. To this end, 21 theft and robbery cases sentenced in different districts of São Paulo in 2021 were analyzed, focusing on bureaucratic records and narratives about the accused. The research adopts an analytical lens that considers the influence of racial representations on decision-making processes and institutional practices. Among the specific objectives, the construction of a theoretical framework on the racial issue, the identification of the norms that guide the characterization of the accused, and the investigation of how this characterization is mobilized by judicial actors stand out. The methodological strategies involved theoretical incursions into the subject, research into legal norms related to the processes of characterizing individuals in criminal proceedings, and the submission of requests for information to the Civil Police, via the Access to Information Law, as well as the analysis of documents from the judicial proceedings. Through this approach, the research observed that the characterization of the accused person in the Brazilian criminal justice system is strongly marked by the use of criminal records, which reinforces a closed circuit of justification, in which arrest is legitimized based on previous incarcerations, consolidating a cycle of punishment. In contrast, information about the personal and social life of the accused disappeared in the decision-making process, demonstrating institutional indifference. In addition, a study highlights the lack of standardization in the collection and custody of racial data by the police and the Court of Justice of São Paulo, so that the absence of uniform records and the variation between documents indicate that racism also manifests itself in the way the data is produced and managed.porRacismo institucionalProcesso penalIdentificação e qualificaçãoPolícia judiciáriaCertidão de antecedentes criminaisFurto e rouboInstitutional racismCriminal proceedingsIdentification and qualificationJudicial policeCriminal record certificateTheft and robberyDireitoProcesso penal - BrasilRacismoOrganização judiciaria penal - BrasilCrime - IdentificaçãoAntecedentes criminaisRacismo e a produção da indiferença: a caracterização da pessoa acusada no sistema de justiça criminalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio 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Processo penal - Brasil Racismo Organização judiciaria penal - Brasil Crime - Identificação Antecedentes criminais |
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O sistema de justiça criminal brasileiro, formado por instituições como polícias, Ministério Público, Defensoria, Judiciário e Sistema Penitenciário, produz documentos orientados por lógicas diversas. A análise desse sistema tem enfocado os processos decisórios e os atores da aplicação da lei penal, muitas vezes invisibilizando a pessoa acusada, que vivencia as consequências do processo. Este estudo busca preencher essa lacuna, investigando como a pessoa acusada é caracterizada no processo penal por meio dos documentos processuais. Para isso, foram analisados 21 processos de furto e roubo sentenciados em diferentes comarcas de São Paulo em 2021, com foco nos registros burocráticos e nas narrativas sobre os acusados. A pesquisa adota uma lente analítica que considera a influência das representações raciais nos processos decisórios e práticas institucionais. Entre os objetivos específicos, destacam-se a construção de um quadro teórico sobre a questão racial, a identificação das normas que orientam a caracterização dos acusados e a investigação de como essa caracterização é mobilizada pelos atores judiciais. As estratégias metodológicas envolveram incursões teóricas sobre a temática, a pesquisa de normas legais relacionadas aos processos de caracterização da pessoa no processo penal, além da apresentação de pedidos de informações para Polícia Civil, via Lei de Acesso à Informação, bem como a análise documental dos processos judiciais. Com este percurso, a pesquisa observou que a caracterização da pessoa acusada no sistema de justiça criminal brasileiro é fortemente marcada pelo uso dos antecedentes criminais, que reforça um circuito fechado de justificação, no qual a prisão se legitima com base em encarceramentos anteriores, consolidando um ciclo punitivo. Em contrapartida, informações sobre a vida pessoal e social do acusado desapareceram no processo decisório, demonstrando uma indiferença institucional. Além disso, uma pesquisa evidencia a falta de padronização na coleta e custódia de dados raciais pelas polícias e pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, de modo que a ausência de registros uniformes e a variação entre documentos indicam que o racismo se manifesta também na forma como os dados são produzidos e geridos. |
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2025 |
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