Territórios em transformação: estratégias de governança multi-stakeholder e criação de valor social na relação entre comunidades locais e empresas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Angellotti, Luana Danielle
Orientador(a): Gama, Marina Amado Bahia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/36646
Resumo: Elinor Ostrom recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas por demonstrar que a gestão sustentável de recursos comuns, como água e florestas, não depende exclusivamente de regulação governamental ou privatização. Em vez disso, seu estudo revelou que comunidades locais podem desenvolver, de forma colaborativa, regras e instituições eficazes para administrar esses recursos de maneira sustentável, garantindo sua preservação. A preocupação com problemas graves como a crise climática, pobreza e conflitos armados tem levado muitas empresas a se envolverem em pautas de sustentabilidade e incorporarem em suas estratégias ações colaborativas socialmente responsáveis. Apesar da intencionalidade descrita em relatórios de sustentabilidade e de governança, muitas vezes não fica claro os mecanismos que utilizam para atingir tais objetivos e o impacto de suas ações. Para contribuir com este debate, esta pesquisa qualitativa exploratória analisou três territórios brasileiros marcados por conflitos entre comunidades e empresas. A análise buscou identificar modelos de governança multistakeholders, investigando interações colaborativas que conciliam interesses diversos e, muitas vezes, opostos entre os atores envolvidos. Para serem considerados socialmente responsáveis, esses arranjos organizacionais precisam assegurar que o valor gerado seja compartilhado de forma justa e alinhada às intenções iniciais. A pesquisa explorou como estes relacionamentos foram construídos, mapeou os stakeholders envolvidos, analisou os fatores que direcionaram a construção desses relacionamentos e examinou os tipos de valores sociais criados para as comunidades locais. Como principal contribuição, o estudo propõe o ciclo de relacionamento multi-stakeholder dividido em três fases: Princípio do Relacionamento, Manutenção do Relacionamento e Fortalecimento Comunitário. Essas fases oferecem um caminho para empresas interessadas em evoluir de modelos centrados na empresa para modelos colaborativos, promovendo relações mais equitativas e sustentáveis.
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spelling Angellotti, Luana DanielleEscolas::EAESPLazzarini, Sérgio G.Domingos, Fernando DeodatoGama, Marina Amado Bahia2025-03-14T18:13:26Z2025-03-14T18:13:26Z2025-02-04https://hdl.handle.net/10438/36646Elinor Ostrom recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas por demonstrar que a gestão sustentável de recursos comuns, como água e florestas, não depende exclusivamente de regulação governamental ou privatização. Em vez disso, seu estudo revelou que comunidades locais podem desenvolver, de forma colaborativa, regras e instituições eficazes para administrar esses recursos de maneira sustentável, garantindo sua preservação. A preocupação com problemas graves como a crise climática, pobreza e conflitos armados tem levado muitas empresas a se envolverem em pautas de sustentabilidade e incorporarem em suas estratégias ações colaborativas socialmente responsáveis. Apesar da intencionalidade descrita em relatórios de sustentabilidade e de governança, muitas vezes não fica claro os mecanismos que utilizam para atingir tais objetivos e o impacto de suas ações. Para contribuir com este debate, esta pesquisa qualitativa exploratória analisou três territórios brasileiros marcados por conflitos entre comunidades e empresas. A análise buscou identificar modelos de governança multistakeholders, investigando interações colaborativas que conciliam interesses diversos e, muitas vezes, opostos entre os atores envolvidos. Para serem considerados socialmente responsáveis, esses arranjos organizacionais precisam assegurar que o valor gerado seja compartilhado de forma justa e alinhada às intenções iniciais. A pesquisa explorou como estes relacionamentos foram construídos, mapeou os stakeholders envolvidos, analisou os fatores que direcionaram a construção desses relacionamentos e examinou os tipos de valores sociais criados para as comunidades locais. Como principal contribuição, o estudo propõe o ciclo de relacionamento multi-stakeholder dividido em três fases: Princípio do Relacionamento, Manutenção do Relacionamento e Fortalecimento Comunitário. Essas fases oferecem um caminho para empresas interessadas em evoluir de modelos centrados na empresa para modelos colaborativos, promovendo relações mais equitativas e sustentáveis.Elinor Ostrom received the Nobel Prize in Economic Sciences for demonstrating that the sustainable management of common resources, such as water and forests, does not rely exclusively on government regulation or privatization. Instead, her study revealed that local communities can collaboratively develop effective rules and institutions to manage these resources sustainably, ensuring their preservation. Concerns over critical issues such as the climate crisis, poverty, and armed conflicts have led many companies to engage in sustainability agendas and incorporate socially responsible collaborative actions into their strategies. Despite the intentionality described in sustainability and governance reports, the mechanisms used to achieve such objectives and the impact of their actions are often unclear. To contribute to this debate, this exploratory qualitative research analyzed three Brazilian territories marked by conflicts between communities and companies. The analysis aimed to identify multistakeholder governance models, investigating collaborative interactions that reconcile diverse and often opposing interests among the actors involved. To be considered socially responsible, these organizational arrangements must ensure that the value created is shared fairly and aligned with the initial intentions. The research explored how these relationships were built, identified the stakeholders involved, analyzed the factors driving the construction of these relationships, and examined the types of social values created for local communities. As the main contribution, the study proposes the multi-stakeholder relationship cycle divided into three phases: Relationship Initiation, Relationship Maintenance, and Community Strengthening. These phases offer a pathway for companies interested in transitioning from company-centered models to collaborative models, promoting more equitable and sustainable relationships.porTeoria dos stakeholdersGovernança multi-stakeholderCriação de valor socialComunidades locaisEstudo de casoStakeholders theoryMulti stakeholder governanceValue creationCommunitiesCase studyAdministração de empresasStakeholdersResponsabilidade social da empresaComunidade - DesenvolvimentoDesenvolvimento sustentávelGovernança corporativaTerritórios em transformação: estratégias de governança multi-stakeholder e criação de valor social na relação entre comunidades locais e empresasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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description Elinor Ostrom recebeu o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas por demonstrar que a gestão sustentável de recursos comuns, como água e florestas, não depende exclusivamente de regulação governamental ou privatização. Em vez disso, seu estudo revelou que comunidades locais podem desenvolver, de forma colaborativa, regras e instituições eficazes para administrar esses recursos de maneira sustentável, garantindo sua preservação. A preocupação com problemas graves como a crise climática, pobreza e conflitos armados tem levado muitas empresas a se envolverem em pautas de sustentabilidade e incorporarem em suas estratégias ações colaborativas socialmente responsáveis. Apesar da intencionalidade descrita em relatórios de sustentabilidade e de governança, muitas vezes não fica claro os mecanismos que utilizam para atingir tais objetivos e o impacto de suas ações. Para contribuir com este debate, esta pesquisa qualitativa exploratória analisou três territórios brasileiros marcados por conflitos entre comunidades e empresas. A análise buscou identificar modelos de governança multistakeholders, investigando interações colaborativas que conciliam interesses diversos e, muitas vezes, opostos entre os atores envolvidos. Para serem considerados socialmente responsáveis, esses arranjos organizacionais precisam assegurar que o valor gerado seja compartilhado de forma justa e alinhada às intenções iniciais. A pesquisa explorou como estes relacionamentos foram construídos, mapeou os stakeholders envolvidos, analisou os fatores que direcionaram a construção desses relacionamentos e examinou os tipos de valores sociais criados para as comunidades locais. Como principal contribuição, o estudo propõe o ciclo de relacionamento multi-stakeholder dividido em três fases: Princípio do Relacionamento, Manutenção do Relacionamento e Fortalecimento Comunitário. Essas fases oferecem um caminho para empresas interessadas em evoluir de modelos centrados na empresa para modelos colaborativos, promovendo relações mais equitativas e sustentáveis.
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