Soja: compostos funcionais e contaminantes fúngicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Silva, Bibiana da
Orientador(a): Furlong, Eliana Badiale
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.furg.br/handle/123456789/12543
Resumo: Dissertação (Mestrado)
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spelling Silva, Bibiana daFurlong, Eliana Badiale2025-04-02T16:59:39Z2025-04-02T16:59:39Z2016SILVA, Bibiana da. Soja: compostos funcionais e contaminantes fúngicos. 2016. 104 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Ciência de Alimentos) - Programa de Pós-graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos, Escola de Química e Alimentos, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2016.https://repositorio.furg.br/handle/123456789/12543Dissertação (Mestrado)O melhoramento genético pode alterar a composição química da soja, e isso pode se refletir em diversos aspectos, inclusive na sua resistência à contaminação fúngica, em vista que estas técnicas visam melhorar os mecanismos de defesa natural. Alguns compostos presentes na soja se destacam pelo potencial antioxidante, como as isoflavonas e outros compostos fenólicos, que protegem o vegetal, em especial os grãos, da ação danosa de fatores bióticos e abióticos. Neste trabalho foi avaliada a presença de compostos funcionais em soja e sua correlação com a ocorrência de aflatoxina B1 em cultivares de soja convencional e geneticamente modificadas. Dez cultivares de soja, sendo uma convencional e nove geneticamente modificadas foram caracterizadas quanto à presença e o perfil de frações fenólicas de diversas classes, incluindo ácidos fenólicos e isoflavonas, por métodos validados neste trabalho. As frações foram avaliadas quanto ao potencial de inibição da amilase fúngica e nas frações fenólicas solúvel e insolúvel em etanol os ácidos fenólicos vanilina e hidroxibenzóico, respectivamente mostraram maior correlação com a inibição da enzima (0,93 e 0,84). Na fração de isoflavonas, a genisteína mostrou o maior potencial de inibição, em concentrações em torno de 0,5 μg mL-1. Foram avaliados parâmetros de validação dos métodos de QuEChERS e de Soares, Rodrigues-Amaya para determinação de AFLAs em soja. A matriz apresentou alta influência na recuperação, impossibilitando a determinação das AFLAs B2, G1 e G2. O método de QuEChERS foi escolhido para determinar AFLAB1 por apresentar percentuais de recuperação entre 105 e 117%, baixa variabilidade (3,6%) e limite de quantificação de 0,06 ng g-1. Nas cultivares Monsoy 6972, Monsoy 8490, Monsoy 7639, Tornado e BRS 284 foi detectada a presença de AFLAB1 em níveis de 1,7 ng g-1; 2,3 ng g-1; 1,2 ng g-1; 1,1 ng g-1 e 0,9 ng g-1, respectivamente, todos abaixo do máximo permitido pela legislação brasileira para outras leguminosas. As amostras foram injetadas em CLAE-MS, para confirmação, não sendo detectada a presença de AFLAB1, pois o limite de detecção deste método (0,06 ng g-1) é superior ao determinado por fluorescência (0,03 ng g-1). A capacidade inibidora de amilase fúngica das frações fenólicas da soja e os baixos níveis de AFLAB1 detectados indicam que estes compostos tem ação protetora contra contaminação fúngica e a manifestação do potencial toxigênico deles.The genetic modification can change the chemical composition of soybeans, and this can be reflected in many aspects, including its resistance to fungal contamination, given that these techniques aim to improve the mechanisms of natural defense. Some compounds present in soybeans stand out for antioxidant potential, such as isoflavones and other phenolic compounds, which protect the plant, especially the grains, of the harmful action of biotic and abiotic factors. In this study, we evaluated the presence of functional compounds in soy and its correlation with the occurrence of aflatoxin B1 in conventional soybean cultivars and genetically modified. Ten soybean cultivars, with one of them conventional and nine genetically modified were characterized for the presence and profile of phenolic fractions of different classes, including phenolic acids and isoflavones, by validated methods in this work. Fractions were assessed for inhibition potential of amylase and in the soluble and insoluble phenolic fractions in ethanol the phenolic acids vanillin and hydroxybenzoic, respectively showed highest correlations with inhibition of the enzyme (0.93 and 0.84). In the isoflavone fraction genistein showed the greatest potential for inhibition at concentrations around 0.5 mg L-1. Were evaluated validation parameters of QuEChERS methods and Soares, Rodrigues- Amaya for determining AFLAs in soybean. The matrix had a high influence on the recovery, making it impossible to determine the AFLAS B2, G1 and G2. The QuEChERS method was chosen to determine AFLAB1 for presenting recovery percentage between 105 and 117%, low variability (3.6%) and limit of quantitation of 0.06 ng g-1. In cultivars Monsoy 6972, Monsoy 8490, Monsoy 7639, Tornado and BRS 284 was detected the presence of AFLAB1 at levels of 1.7 ng g-1; 2.3 ng g-1; 1.2 ng g-1; 1.1 ng g-1 and 0.9 ng g-1, respectively, all below the maximum allowed by Brazilian law relative to other legumes. Samples were injected into HPLC-MS for confirmation, not being detected the presence of AFLAB1 because the detection limit of this method (0.06 ng g-1) is higher than that determined by fluorescence (0.03 ng g-1 ). The inhibitory capacity of amylase by soy phenolic fractions and low levels of AFLAB1 detected indicate that these compounds have protective action against fungal infection and the manifestation of their potential toxigenic.porAflatoxinasQuEChERSFrações fenólicasAtividade antifúngicaAflatoxinsPhenolic fractionsAntifungal activitySoja: compostos funcionais e contaminantes fúngicosSoybeans: functional compounds and fungal contaminantsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)instname:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)instacron:FURGORIGINALBibiana da Silva.pdfBibiana da Silva.pdfapplication/pdf1831434https://repositorio.furg.br/bitstreams/7e0adff5-2e56-4010-a8e1-aa2364dccca0/download27e286bdf580806fafe0cdf4a2f6f2ebMD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.furg.br/bitstreams/4ca76384-6080-49d5-aa31-2f6294339948/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXTBibiana da Silva.pdf.txtBibiana da Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain103079https://repositorio.furg.br/bitstreams/d6bd9324-f2fd-4dec-a613-fbdca29894f9/download29a3c5394b7bd657a8ff1367e93e8a7cMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILBibiana da Silva.pdf.jpgBibiana da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2719https://repositorio.furg.br/bitstreams/7cb18d0a-b3ee-42f3-8078-96e956de71fd/download362aadfc39fe7ed8130d4575b237ca6fMD54falseAnonymousREAD123456789/125432025-12-10 02:20:53.242open.accessoai:repositorio.furg.br:123456789/12543https://repositorio.furg.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.furg.br/oai/request || http://200.19.254.174/oai/requestrepositorio@furg.br||sib.bdtd@furg.bropendoar:2025-12-10T05:20:53Repositório Institucional da FURG (RI FURG) - Universidade Federal do Rio Grande (FURG)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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