Naturalismo poético-pampeano: uma potência musical do pensar.
| Ano de defesa: | 2017 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.furg.br/handle/1/8937 |
Resumo: | O presente trabalho trata-se de uma Tese de doutorado, realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, na Universidade Federal do Rio Grande - FURG.O problema de pesquisa buscou investigar que relações gaúcho/natureza se produzemna música pampeana do Rio Grande Sul, da década de 1970 do século passado até acontemporaneidade. Para responder a esta investigação, analisamos músicas dediferentes compositores que vêm, ao longo desses anos, constituindo um modo de olhare se relacionar com a paisagem natural e cultural pampeana. Como caminhometodológico, utilizamos de algumas ferramentas da Análise do Discurso, a partir deMichel Foucault. Assim, defendemos a Tese da fabricação discursiva de um tipoparticular de naturalismo - O Naturalismo poético-pampeano na música pampeana. Talformação discursiva está sustentada por dois enunciados, são eles: Beleza Natural eCultura Gaúcha e O Frio do Pampa. O primeiro foi constituído ante uma recorrência deenunciações que enaltecem os elementos naturais de forma bela e romântica (tal qual acorrente naturalista no campo da EA), sublimando o sujeito gaúcho como um elementoque se imiscui na composição da paisagem sulina. Aqui, é possível perceber por que setrata de um tipo particular de naturalismo. Se tal corrente separa o homem da paisagemnatural e, ainda, faz-se toda uma problematização da necessidade de articulação entrehomem e natureza, no Naturalismo poético-pampeano do final do século XX e início doséculo XXI, gaúcho e elementos naturais vão constituindo a própria natureza. Osegundo enunciado vemos constituir-se uma paisagem fria e invernal nos campos dosul. Em uma música intimista carregada de lirismo, fomos provocadas a pensar e sentiruma poetização do frio por excelência na fabricação do cenário sulino. O materialanalisado nesse enunciado nos expõe uma recorrência de enunciações que anunciam ofrio do pampa e os invernos gelados como uma das formas de ler essa paisagem natural.Ao fabricar esse cenário invernal, vimos expressar-se um tipo particular de gaúcho nacomposição dessa paisagem fria. O frio (nas músicas pampeanas) irrompe como umelemento natural e cultural, dando rosto a esse sujeito que estabelece uma relaçãopeculiar com o frio. Compreendemos que o frio do pampa aparece em um emaranhadode elementos naturais e culturais na constituição de um sujeito específico dos pampas, oque nos dá subsídios para apreendermos que se trata de um tipo particular denaturalismo. Há uma articulação e pertencimento entre os elementos naturais e a culturanos modos de desenhar e cantar a paisagem natural do sul do Brasil, a natureza! Aintenção da pesquisa é de provocar o pensamento em relação à potência do presenteestudo na produção de sentidos e significados no tempo em que vivemos, além deproblematizarmos a relevância da articulação da filosofia como um modo de vida numarelação intrínseca com a música e na produção de experiências do pensamento. Ditoisso, compreendemos que a música pode ser capaz, em alguma medida, de produziresses espaços e tempos de experiências do pensamento e potencializar a vida. |
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Vieira, Virgínia TavaresHenning, Paula Corrêa2020-09-12T21:27:25Z2020-09-12T21:27:25Z2017VIEIRA, Virginia Tavares. Naturalismo poético-pampeano: uma potência musical do pensar. 2017. Tese (Doutorado em Educação Ambiental) - Faculdade de Educação Ambiental. Universidade Federal do Rio Grande, 2017.http://repositorio.furg.br/handle/1/8937O presente trabalho trata-se de uma Tese de doutorado, realizada no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, na Universidade Federal do Rio Grande - FURG.O problema de pesquisa buscou investigar que relações gaúcho/natureza se produzemna música pampeana do Rio Grande Sul, da década de 1970 do século passado até acontemporaneidade. Para responder a esta investigação, analisamos músicas dediferentes compositores que vêm, ao longo desses anos, constituindo um modo de olhare se relacionar com a paisagem natural e cultural pampeana. Como caminhometodológico, utilizamos de algumas ferramentas da Análise do Discurso, a partir deMichel Foucault. Assim, defendemos a Tese da fabricação discursiva de um tipoparticular de naturalismo - O Naturalismo poético-pampeano na música pampeana. Talformação discursiva está sustentada por dois enunciados, são eles: Beleza Natural eCultura Gaúcha e O Frio do Pampa. O primeiro foi constituído ante uma recorrência deenunciações que enaltecem os elementos naturais de forma bela e romântica (tal qual acorrente naturalista no campo da EA), sublimando o sujeito gaúcho como um elementoque se imiscui na composição da paisagem sulina. Aqui, é possível perceber por que setrata de um tipo particular de naturalismo. Se tal corrente separa o homem da paisagemnatural e, ainda, faz-se toda uma problematização da necessidade de articulação entrehomem e natureza, no Naturalismo poético-pampeano do final do século XX e início doséculo XXI, gaúcho e elementos naturais vão constituindo a própria natureza. Osegundo enunciado vemos constituir-se uma paisagem fria e invernal nos campos dosul. Em uma música intimista carregada de lirismo, fomos provocadas a pensar e sentiruma poetização do frio por excelência na fabricação do cenário sulino. O materialanalisado nesse enunciado nos expõe uma recorrência de enunciações que anunciam ofrio do pampa e os invernos gelados como uma das formas de ler essa paisagem natural.Ao fabricar esse cenário invernal, vimos expressar-se um tipo particular de gaúcho nacomposição dessa paisagem fria. O frio (nas músicas pampeanas) irrompe como umelemento natural e cultural, dando rosto a esse sujeito que estabelece uma relaçãopeculiar com o frio. Compreendemos que o frio do pampa aparece em um emaranhadode elementos naturais e culturais na constituição de um sujeito específico dos pampas, oque nos dá subsídios para apreendermos que se trata de um tipo particular denaturalismo. Há uma articulação e pertencimento entre os elementos naturais e a culturanos modos de desenhar e cantar a paisagem natural do sul do Brasil, a natureza! Aintenção da pesquisa é de provocar o pensamento em relação à potência do presenteestudo na produção de sentidos e significados no tempo em que vivemos, além deproblematizarmos a relevância da articulação da filosofia como um modo de vida numarelação intrínseca com a música e na produção de experiências do pensamento. Ditoisso, compreendemos que a música pode ser capaz, em alguma medida, de produziresses espaços e tempos de experiências do pensamento e potencializar a vida.This doctoral thesis was made at Programa de Pós-Graduação em Educação Ambientalof Universidade Federal do Rio Grande - FURG. The research issue aimed investigatewhich relations between gaucho and nature are produced in pampeana music of RioGrande do Sul since the decade of 1970 until contemporaneity. To answer thisinvestigation, we analysed songs (including lyrics and melody) of different composersthat, during the last years, are forming a way of observing and relating with natural andcultural pampeana scenery. As methodology, we approached some ideas of DiscourseAnalysis, by Michel Foucault. Thus, we defended the theory of discursive formation ofa particular type of naturalism - Poetic Naturalism in pampeana music. This discursiveformation is based on two statements: Natural Beauty and Culture of Rio Grande doSul, and The Coldness of Pampa. The former was constituted before a recurrence ofstatements which praise natural elements in a romantic and splendid way (like naturalistcurrent of thought in Environmental Education area), praising the gaucho individual asan element which is involved in the composition of south scenery. Here, it is possible torealise the reason why it is a particular type of naturalism. If this current of thoughtseparates man of the natural scenery and, in addition, it creates a critical questioning ofthe necessity of articulation between man and nature, in Poetic-pampeano Naturalism ofthe end of twentieth century and beginning of twenty-first century, gaucho and naturalelements are forming the nature itself. In The Coldness of Pampa we notice thedevelopment of a cold and wintry scenery in fields of the south. In an intimate music,we were led to feel and think about a poeticization of the coldness in a formation ofsouth scenery. The material analysed in this statement shows a recurrence ofenunciations that announce the coldness of pampa and the winter as one of the ways ofassimilating this natural scenery. With this production of a wintry landscape, we saw theexpression of a particular gaucho in the structure of the cold scenery. The coldness (inpampeana music) acts as a cultural and natural element, making the image of thisindividual that establishes a peculiar relation to the coldness. We understand that thecoldness of pampa appears in a tangle of natural and cultural elements in the form of aspecific individual of the pampas, and this fact gives us base to comprehend that it is aparticular type of naturalism. There is an articulation and belonging between the naturalelements and culture in the ways of creating and singing the natural landscape of thesouth of Brazil, the nature! The intention of this research is to stimulate thoughts inrelation to the potency of the study in the production of meanings in the period we are,besides the problematization of the relevance of the articulation of philosophy as alifestyle in an intrinsic relation to music and in production of experiences of thoughts.Therefore, we comprehend that music is capable of, in some way, producing thesespaces and times of experiences of thought and intensifying life.porEducação ambientalMúsica pampeanaFilosofiaMichel FoucaultCulturaEnvironmental educationPampeana musicPhilosophyMichel FoucaultCultureNaturalismo poético-pampeano: uma potência musical do pensar.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)instname:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)instacron:FURGLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.furg.br/bitstreams/679cf096-3e1b-4f46-9d5d-b8925400d471/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADORIGINALVIEIRA, Virginia Tavares.pdfVIEIRA, Virginia Tavares.pdfapplication/pdf1082391https://repositorio.furg.br/bitstreams/3f544048-e9af-445d-96d0-8d4ec6346a63/download37bb77bfd9114369a152358992ffde46MD51trueAnonymousREADTEXTVIEIRA, Virginia Tavares.pdf.txtVIEIRA, Virginia Tavares.pdf.txtExtracted texttext/plain102954https://repositorio.furg.br/bitstreams/326702ad-9a1e-43d5-9cac-3547ea2c26da/download5e6dcf01c9b65665430a4ed2524a4267MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILVIEIRA, Virginia Tavares.pdf.jpgVIEIRA, Virginia Tavares.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2409https://repositorio.furg.br/bitstreams/ea3ca4fe-70eb-4afd-b5e4-635bdadf207d/downloadea49f2d7cae9036b30aec44c8e9f0c1aMD54falseAnonymousREAD1/89372025-12-10 00:41:57.656open.accessoai:repositorio.furg.br:1/8937https://repositorio.furg.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.furg.br/oai/request || http://200.19.254.174/oai/requestrepositorio@furg.br||sib.bdtd@furg.bropendoar:2025-12-10T03:41:57Repositório Institucional da FURG (RI FURG) - Universidade Federal do Rio Grande (FURG)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo= |
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