Análise socioepidemiológico e espaço-temporal de indicadores da Hanseníase no estado do Pará-Brasil: uma série histórica de 2001-2020
| Ano de defesa: | 2022 |
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MS/SVS/Instituto Evandro Chagas
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| Link de acesso: | https://patua.iec.gov.br/handle/iec/6743 |
Resumo: | A Hanseníase é uma das doenças crônicas infectocontagiosas e uma das principais causas de incapacidades físicas, que tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae, e principal via de eliminação as vias aéreas superiores. O agravo se mantém como um problema de saúde pública, principalmente no Brasil que apresenta a segunda maior taxas de detecção mundial. Objetiva-se realizar análise socioepidemiológica, de indicadores e espaço-temporal de casos novos de hanseníase no estado do Pará-Brasil, por meio de uma série histórica, no período de 2001 a 2020. A pesquisa é um estudo ecológico transversal com análise espaço-temporal e de indicadores, utilizando os casos novos de Hanseníase notificados no Estado do Pará no período do estudo e coletados das Fichas de Notificação/Investigação de Hanseníase, oriundas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O total de casos novos notificados e utilizados foram 79.039, desses 59.9% são do sexo masculino de raça/cor parda (68.2%), e com ensino fundamental incompleto (58.2%). Em relação as características da doença, a maioria dos casos apresentaram classificação operacional do tipo Multibacilar (59.3%), e forma clínica Dimorfa (42,59%), além de grau de incapacidade física “zero”, tanto no diagnóstico (68.6%) quanto na cura (58.2%), e o desfecho mais frequente foi por cura (80.9%). O estado esteve hiperendêmico até 2014, e decresceu em número de casos até 2020, passando para parâmetro “alto”. A Proporção de novos casos com grau 2 de incapacidade física, aumentou de “Baixo” (2001-2006) para “Médio” (2007-2020), e o indicador cura foi precário em 2020, diferente dos anos anteriores. Sobre a proporção de abandono, nos dois últimos anos da série, 2019-2020, passou de “Bom” (2001-2018) para “Regular”, já a avaliação do grau de incapacidade física no diagnóstico, foi “Bom” na maioria da série. Por fim, a análise de SCAN detectou 4 aglomerados significativos para o período; o aglomerado “1” representou 53 municípios afetados ao longo de 2001-2009, com a maioria dos casos na mesorregião Sudeste (39) do Estado, seguida da região Sudoeste (10); Nordeste (2), Marajó (1) e Baixo Amazônia (1). Em proporções menores, ocorreram mais 3 aglomerados, referentes aos anos de 2002 a 2005; 2002 a 2010 e 2017. Portanto os resultados sinalizam a disseminação da distribuição dos casos em todo o estado e os indicadores apontam deficiência no controle da doença e da cadeia da transmissão. A pesquisa colabora com o meio cientifico ao demonstrar, que nos 20 anos analisados o estado descresse em número de casos novos, mas ainda se mantem com taxas elevadas, que necessita de atenção por parte da vigilância epidemiológica local, a fim de direcionar políticas públicas para o combate e controle da doença no estado do Pará. |
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Silva, Michelle Ingrid Assis daGuimarães, Ricardo José de Paula Souza ePires, Carla Andrea AvelarRocha, Daniela Cristiane da CruzMiranda, Antônio Marcos MotaQuaresma, Juarez Antônio SimõesMartins Filho, Arnaldo Jorge2023-03-14T19:07:49Z2023-03-14T19:07:49Z2022SILVA, Michelle Ingrid Assis da. Análise socioepidemiológico e espaço-temporal de indicadores da Hanseníase no estado do Pará-Brasil: uma série histórica de 2001-2020. 2022. 52 f. Dissertação (Mestrado em Epidemiologia e Vigilância em Saúde) - Instituto Evandro Chagas, Programa de Pós-Graduação em Virologia, Ananindeua, 2022. Disponível em: https://patua.iec.gov.br/handle/iec/6743.https://patua.iec.gov.br/handle/iec/6743A Hanseníase é uma das doenças crônicas infectocontagiosas e uma das principais causas de incapacidades físicas, que tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae, e principal via de eliminação as vias aéreas superiores. O agravo se mantém como um problema de saúde pública, principalmente no Brasil que apresenta a segunda maior taxas de detecção mundial. Objetiva-se realizar análise socioepidemiológica, de indicadores e espaço-temporal de casos novos de hanseníase no estado do Pará-Brasil, por meio de uma série histórica, no período de 2001 a 2020. A pesquisa é um estudo ecológico transversal com análise espaço-temporal e de indicadores, utilizando os casos novos de Hanseníase notificados no Estado do Pará no período do estudo e coletados das Fichas de Notificação/Investigação de Hanseníase, oriundas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O total de casos novos notificados e utilizados foram 79.039, desses 59.9% são do sexo masculino de raça/cor parda (68.2%), e com ensino fundamental incompleto (58.2%). Em relação as características da doença, a maioria dos casos apresentaram classificação operacional do tipo Multibacilar (59.3%), e forma clínica Dimorfa (42,59%), além de grau de incapacidade física “zero”, tanto no diagnóstico (68.6%) quanto na cura (58.2%), e o desfecho mais frequente foi por cura (80.9%). O estado esteve hiperendêmico até 2014, e decresceu em número de casos até 2020, passando para parâmetro “alto”. A Proporção de novos casos com grau 2 de incapacidade física, aumentou de “Baixo” (2001-2006) para “Médio” (2007-2020), e o indicador cura foi precário em 2020, diferente dos anos anteriores. Sobre a proporção de abandono, nos dois últimos anos da série, 2019-2020, passou de “Bom” (2001-2018) para “Regular”, já a avaliação do grau de incapacidade física no diagnóstico, foi “Bom” na maioria da série. Por fim, a análise de SCAN detectou 4 aglomerados significativos para o período; o aglomerado “1” representou 53 municípios afetados ao longo de 2001-2009, com a maioria dos casos na mesorregião Sudeste (39) do Estado, seguida da região Sudoeste (10); Nordeste (2), Marajó (1) e Baixo Amazônia (1). Em proporções menores, ocorreram mais 3 aglomerados, referentes aos anos de 2002 a 2005; 2002 a 2010 e 2017. Portanto os resultados sinalizam a disseminação da distribuição dos casos em todo o estado e os indicadores apontam deficiência no controle da doença e da cadeia da transmissão. A pesquisa colabora com o meio cientifico ao demonstrar, que nos 20 anos analisados o estado descresse em número de casos novos, mas ainda se mantem com taxas elevadas, que necessita de atenção por parte da vigilância epidemiológica local, a fim de direcionar políticas públicas para o combate e controle da doença no estado do Pará.Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Instituto Evandro Chagas. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia e Vigilância em Saúde. Ananindeua, PA, Brasil.porMS/SVS/Instituto Evandro ChagasAnálise socioepidemiológico e espaço-temporal de indicadores da Hanseníase no estado do Pará-Brasil: uma série histórica de 2001-2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2022-01-31Núcleo de Ensino e Pós-GraduaçãoMS/SVS/Instituto Evandro ChagasMestrado AcadêmicoAnanindeua / PAPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia e Vigilância em SaúdeHanseníase / diagnósticoMonitoramento EpidemiológicoInquéritos EpidemiológicosSistemas de Informação GeográficaNotificação de Doenças / estatística & dados numéricosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)instname:Instituto Evandro Chagas (IEC)instacron:IECORIGINAL Análise socioepidemiológico e espaço-temporal de indicadores da Hanseníase no estado do Pará-Brasil: uma série histórica de 2001-202.pdf Análise socioepidemiológico e espaço-temporal de indicadores da Hanseníase no estado do Pará-Brasil: uma série histórica de 2001-202.pdfapplication/pdf981594https://patua.iec.gov.br/bitstreams/ad50921e-2509-418f-8d42-05b028d5c3ba/downloadd52a1a1ec9ce584f6d44c59ccc4ed1b0MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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A Hanseníase é uma das doenças crônicas infectocontagiosas e uma das principais causas de incapacidades físicas, que tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae, e principal via de eliminação as vias aéreas superiores. O agravo se mantém como um problema de saúde pública, principalmente no Brasil que apresenta a segunda maior taxas de detecção mundial. Objetiva-se realizar análise socioepidemiológica, de indicadores e espaço-temporal de casos novos de hanseníase no estado do Pará-Brasil, por meio de uma série histórica, no período de 2001 a 2020. A pesquisa é um estudo ecológico transversal com análise espaço-temporal e de indicadores, utilizando os casos novos de Hanseníase notificados no Estado do Pará no período do estudo e coletados das Fichas de Notificação/Investigação de Hanseníase, oriundas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O total de casos novos notificados e utilizados foram 79.039, desses 59.9% são do sexo masculino de raça/cor parda (68.2%), e com ensino fundamental incompleto (58.2%). Em relação as características da doença, a maioria dos casos apresentaram classificação operacional do tipo Multibacilar (59.3%), e forma clínica Dimorfa (42,59%), além de grau de incapacidade física “zero”, tanto no diagnóstico (68.6%) quanto na cura (58.2%), e o desfecho mais frequente foi por cura (80.9%). O estado esteve hiperendêmico até 2014, e decresceu em número de casos até 2020, passando para parâmetro “alto”. A Proporção de novos casos com grau 2 de incapacidade física, aumentou de “Baixo” (2001-2006) para “Médio” (2007-2020), e o indicador cura foi precário em 2020, diferente dos anos anteriores. Sobre a proporção de abandono, nos dois últimos anos da série, 2019-2020, passou de “Bom” (2001-2018) para “Regular”, já a avaliação do grau de incapacidade física no diagnóstico, foi “Bom” na maioria da série. Por fim, a análise de SCAN detectou 4 aglomerados significativos para o período; o aglomerado “1” representou 53 municípios afetados ao longo de 2001-2009, com a maioria dos casos na mesorregião Sudeste (39) do Estado, seguida da região Sudoeste (10); Nordeste (2), Marajó (1) e Baixo Amazônia (1). Em proporções menores, ocorreram mais 3 aglomerados, referentes aos anos de 2002 a 2005; 2002 a 2010 e 2017. Portanto os resultados sinalizam a disseminação da distribuição dos casos em todo o estado e os indicadores apontam deficiência no controle da doença e da cadeia da transmissão. A pesquisa colabora com o meio cientifico ao demonstrar, que nos 20 anos analisados o estado descresse em número de casos novos, mas ainda se mantem com taxas elevadas, que necessita de atenção por parte da vigilância epidemiológica local, a fim de direcionar políticas públicas para o combate e controle da doença no estado do Pará. |
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