Associações entre epífitas vasculares e seus hospedeiros em três ambientes florestais na Amazônia Central, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Boelter, Carlos Renato
Orientador(a): Zartman, Charles Eugene
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Programa de Pós-Graduação: Botânica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/12733
http://lattes.cnpq.br/2266857058486601
Resumo: O objetivo deste estudo foi investigar como unidades de habitat (baixio, vertente e platô) e composição de árvores hospedeiras, características da casca e fertilidade do solo influenciam a estrutura da comunidade de epífitas vasculares em uma floresta na Amazônia central. Estudos anteriores em outras regiões neotropicais demonstraram que estas variáveis influenciam a composição, riqueza e abundância de epífitas em relação ao tipo de habitat. Métodos: Na Reserva Florestal Adolpho Ducke, onde a abundância de todas as espécies de epífitos vasculares foi registrada 300 árvores hospedeiras com DAP> 30 cm. As árvores hospedeiras foram amostradas dentro de 30 parcelas estabelecidas em baixa altitude, inclinação e habitat de terras altas, e as espécies epifíticas foram classificadas em quatro tipos hábitos vegetativos (Todas as epífitas vasculares, holoepífitas, hemiepífitas secundárias e primárias). No total foram registrados 21.000 indivíduos, 122 espécies distribuídas em 66 gêneros e 20 famílias de epífitas vasculares. Nossos resultados mostram que na Amazônia central, o habitat baixio é distinto na riqueza de espécies, abundância e composição quando comparado com ambos os ambientes de vertente e platô. As análises de regressões Gam Generalized Additive Modelling demonstram que as variáveis composição da árvore hospedeira, fósforo (P) e Nitrogênio (N) juntas explicam 70% da variação na riqueza de espécies e 73% da variação de composição para todas as espécies epífitas, 50% da variação na riqueza de espécies e 73% da variação de composição do holoepífitas. Além disso, modelos nulos demonstram que a maioria (76%) em positivas e 96% em associações negativas) das espécies de epífitas não apresentam preferências pelos cinco tipos de textura da casca classificados no estudo. Os tipos de habitat Amazônia central tem uma forte influência na comunidade epífita principalmente entre baxio e vertente e baixio- platô. A composição de árvores hospedeiras em conjunto com as condições edáficas, especificamente disponibilidade de N e P, são aparentemente fortes preditores da riqueza, composição e abundância de epífitas em uma floresta na Amazônia central. Poucas associações significativas tanto positivas e negativas entre os tipos de substratos e entre as espécies de epífitas foram detectadas. Sugerimos que as diferenças na estrutura da comunidade epífitas em relação às árvores hospedeira são devido a fatores filogenéticos ou físicos-ambientais, como a arquitetura da planta hospedeira ou diferenças microclimáticas. Este estudo corrobora com outros estudos experimentais que mostraram os efeitos diretos (água de gotejamento) e indiretos (composição árvore hospedeira) da fertilidade do solo na comunidade epifítica.
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As árvores hospedeiras foram amostradas dentro de 30 parcelas estabelecidas em baixa altitude, inclinação e habitat de terras altas, e as espécies epifíticas foram classificadas em quatro tipos hábitos vegetativos (Todas as epífitas vasculares, holoepífitas, hemiepífitas secundárias e primárias). No total foram registrados 21.000 indivíduos, 122 espécies distribuídas em 66 gêneros e 20 famílias de epífitas vasculares. Nossos resultados mostram que na Amazônia central, o habitat baixio é distinto na riqueza de espécies, abundância e composição quando comparado com ambos os ambientes de vertente e platô. As análises de regressões Gam Generalized Additive Modelling demonstram que as variáveis composição da árvore hospedeira, fósforo (P) e Nitrogênio (N) juntas explicam 70% da variação na riqueza de espécies e 73% da variação de composição para todas as espécies epífitas, 50% da variação na riqueza de espécies e 73% da variação de composição do holoepífitas. Além disso, modelos nulos demonstram que a maioria (76%) em positivas e 96% em associações negativas) das espécies de epífitas não apresentam preferências pelos cinco tipos de textura da casca classificados no estudo. Os tipos de habitat Amazônia central tem uma forte influência na comunidade epífita principalmente entre baxio e vertente e baixio- platô. A composição de árvores hospedeiras em conjunto com as condições edáficas, especificamente disponibilidade de N e P, são aparentemente fortes preditores da riqueza, composição e abundância de epífitas em uma floresta na Amazônia central. Poucas associações significativas tanto positivas e negativas entre os tipos de substratos e entre as espécies de epífitas foram detectadas. Sugerimos que as diferenças na estrutura da comunidade epífitas em relação às árvores hospedeira são devido a fatores filogenéticos ou físicos-ambientais, como a arquitetura da planta hospedeira ou diferenças microclimáticas. Este estudo corrobora com outros estudos experimentais que mostraram os efeitos diretos (água de gotejamento) e indiretos (composição árvore hospedeira) da fertilidade do solo na comunidade epifítica.The goal of this study was to investigate how habitat type (lowland, slope, upland), host tree composition, bark characteristics and soil fertility influence community attributes of vascular epiphytic plants in a central Amazonian Forest. Previous studies in other neotropical regions have shown that these variables have different levels of influence on the composition, richness and abundance of epiphytes in relation to habitat type; however such quantitave studies have yet to be conducted in the central Amazonia. In the Adolpho Ducke Forest Reserve the abundances of all species of vascular epiphytes were recorded from 300 host trees with DBH > 30 cm. The host trees were distributed among 30 sample plots established in lowland, slope and upland habitats, and the epiphytic species were classified into 3 vegetative types (holo-epiphytes, primary hemiepiphytes and secondary hemiepiphytes). Overall 21, 000 individuals representing 122 species distributed in 66 genera and 20 families of epiphytic vascular plant taxa were registered during the course of the study. Our results show that in central Amazonia, lowland habitats are distinct in species richness, abundance and composition when compared to both slope and upland environments. Multiple regression techniques (General Additive Models) demonstrate that host tree composition, phosphorous (P) and nitrogen (N) availability together explain 70% of the variation in species richness and 73% of compositional variation for all epiphyte species, 50 % of the variation in species richness and 73% of the compositional variation for holo-epiphytes. Furthermore, null models demonstrate that a majority (76% in positive and 96% in negative associations) of the epiphyte taxa do not exhibit neither preferences nor for five types of bark texture classified in the study. In central Amazonia habitat types have a strong influence on epiphyte community attributes principally among lowland-slope and lowland-upland environments. Host plant composition in concert with edaphic conditions, specifically N and P availability, are apparently the strongest predictors of composition, richness and abundance of epiphytes in central Amazonian forests. Few significant positive and negative associations between substrate type and epiphyte taxa were detected suggesting that differences in epiphyte community structure in relation to host plant composition is due to phylogenetic or other unmeasured physical/environmental factors such as host plant architecture or microclimatic differences. This study corroborates with other experimental studies which have demonstratd both the direct (throughfall effects) and indirect (host tree composition) effects of soil fertility on epiphyte community attributes.porInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPABotânicaAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEpífitas vascularesPlantas hospedeirasModelos nulosFósforoEcologia vegetalAssociações entre epífitas vasculares e seus hospedeiros em três ambientes florestais na Amazônia Central, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional do INPAinstname:Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)instacron:INPAORIGINALDissertação_Carlos Renato Boelter.pdfDissertação_Carlos Renato Boelter.pdfapplication/pdf1133552https://repositorio.inpa.gov.br/bitstream/1/12733/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Carlos%20Renato%20Boelter.pdf8de436a7a643b9e2235c4852e881f470MD511/127332020-03-05 10:19:27.113oai:repositorio:1/12733Repositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.inpa.gov.br/oai/requestopendoar:2020-03-05T14:19:27Repositório Institucional do INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)false
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