QUALIDADE AMBIENTAL EM VEÍCULO AUTOMOTOR DA FROTA DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO NO MUNICÍPIO DE CUIABÁ-MT

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: SILVA, ROBERTA DANIELA DE SOUZA LAUXEN DA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/30308
Resumo: O transporte público é uma ferramenta indispensável para mobilidade urbana. Porém, tanto usuário quanto colaboradores estão continuamente expostos ao desconforto térmico e acústico e à poluentes respiratórios. Assim, o estudo teve como objetivo avaliar a qualidade ambiental no interior veicular do transporte público coletivo no município de Cuiabá-MT. Foram monitoradas variações na temperatura do ar, umidade relativa do ar, dióxido de carbono e ruído em três pontos predefinidos nos horários matutino, vespertino e noturno em três dias úteis consecutivos no mês de agosto (seco) de 2018 e no mês de fevereiro (chuvoso) de 2019. Para análise do conforto térmico aplicou-se o cálculo de Índice de Calor (IC) e o Índice de Desconforto Térmico de Thom (IDT), e, para o conforto acústico utilizou-se o cálculo do Nível de ruído equivalente contínuo (Leq) e os Índices estatísticos de ruído L10 e L90, conforme Norma Técnica CETESB/L11.033 (1992). Os resultados foram comparados aos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (NR-15 e NR-17) e Organização mundial de Saúde (OMS). Para as concentrações de Dióxido de Carbono seguiu-se os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Resolução 09/2003). Em ambos os períodos do ano analisados, o ambiente foi caracterizado como insalubre e termicamente desconfortável, pois, na classificação do IDT apenas 5% do tempo total amostrado o ambiente esteve na zona de conforto, e, conforme a classificação do nível de alerta do IC todos os seus ocupantes estiveram suscetíveis ao desenvolvimento consequências fisiológicas, visto que, em 77% do tempo o nível de alerta variou de Cautela Extrema a Perigo. As concentrações de dióxido de carbono excederam o limite RE/ANVISA n° 09/2003 em apenas um dos registros realizados, porém, em outras três amostragens foram observados valores superiores a 900 ppm, não se descartando indícios da ineficiência do sistema de ventilação. Os valores estimados de L10 e L90 excederam em todas as amostragens aos limites da OMS e NR-17, caracterizando o ambiente como muito ruidoso e acusticamente desconfortável. Com efeito às múltiplas análises realizadas neste estudo, permite-se concluir que a qualidade ambiental esteve prejudicada durante o tempo amostrado, devido a influência das condições de tempo atmosféricos aliadas as características estruturais destes veículos.
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