Operações anfíbias no Afeganistão: laboratório para a doutrina brasileira?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Oliveira, Vinicius Castro De
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola de Guerra Naval (EGN)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846758
Resumo: As Operações Anfíbias são caracterizadas pelo alto grau de complexidade em razão do elevado nível de coordenação exigido entre os meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais. A evolução tecnológica e da própria dinâmica dos conflitos impõem o acompanhamento da doutrina com vistas ao seu melhoramento contínuo. A participação militar dos EUA no Afeganistão, após os ataques às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001, foi significativa para o aperfeiçoamento da dita doutrina. A Força-Tarefa 58, composta por dois esquadrões de navios de assalto anfíbio (ARG Peleliu e Bataan) e duas unidades expedicionárias de fuzileiros navais (15a e 26a MEU), realizou o mais profundo assalto anfíbio da história militar contemporânea ao desembarcar fuzileiros navais estadunidenses a 350 milhas de distância dos navios da Força-Tarefa Anfíbia, em um ambiente operacional sem litoral, o que introduziu um novo conceito à doutrina das operações anfíbias: o movimento navio-objetivo. O ineditismo não se limitou ao movimento. O Comando da FT-58 foi atribuído a um oficial- general do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e não houve as ações de conquista de uma cabeça-de-praia, nem edificação de poder de combate nas praias. Houve a construção de capacidade logística no Paquistão, a fim de apoiar o movimento aerotransportado até um campo de pouso abandonado ao sul da cidade de Kandahar, no Afeganistão, o objetivo “Rhino”. Em H+90 já havia poder de combate correspondente a um Batalhão em terra. Em D+3 foi possível o desembarque de elementos de engenharia que realizaram melhoramentos a fim de possibilitar o pouso de aeronaves C-17. O assalto anfíbio realizado foi determinante para a posterior conquista de Kandahar, onde havia um aeroporto capaz de receber tropas do Exército. A Força de Desembarque foi apoiada logisticamente pelos navios da Força-Tarefa Anfíbia durante toda a operação, conceito que ficou conhecido como “sea-based operations”. Dessa forma a pesquisa buscou examinar e comparar as doutrinas de operações anfíbias de Brasil e EUA a fim de verificar se havia conceitos que pudessem ser incorporados ou aprimorados na doutrina brasileira. Para tal, foram apresentados os principais aspectos doutrinários de cada país, respeitando a concepção estratégica particular, analisou-se o caso da Operação Swift Freedom/Enduring Freedom e foram confrontados pontos julgados pertinentes. Ao final foi possível concluir que a doutrina brasileira é atual e tem acompanhado as mudanças resultantes de experiências de outros países, notadamente dos EUA. Há aspectos que podem ser mais aprofundados visando a melhoria contínua. Porém, de maneira geral, nossa doutrina observa os preceitos mais modernos que existem nas operações anfíbias.
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