De Guiné-Bissau ao Líbano: uma análise do emprego do conjugado anfíbio em operações de evacuação de não-combatentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Pereira, Helcio Luis Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola de Guerra Naval (EGN)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846764
Resumo: Como consequência do fim da bipolaridade mundial após a Guerra Fria (1947-1991), novos ditames surgem, revelando novos desafios aos Estados, como o intenso processo de globalização e avanço tecnológico, tornando cada vez mais os espaços entre países menores e mais conectados. Esta sucessão de acontecimentos proporcionou a estada de inúmeros cidadãos vivendo no exterior e, em muitos casos, em países com certa instabilidade, principalmente na questão relacionada à segurança. Surge, assim, um problema que muitos países terão que enfrentar, que é a proteção de seus nacionais que residem no exterior. Muitas vezes, o Estado, apenas por vias diplomáticas, não terá a capacidade de resolver este problema e precisará recorrer ao poder militar a fim de cumprir esta missão. Uma importante expressão do poder militar para atuar nestas áreas é o Poder Naval, projetando poder sobre terra, por meio de Operação Anfíbia, valendo-se de suas capacidades de permanência e mobilidade. Diante disto, a Marinha do Brasil pode empregar sua força, meios e pessoal, de forma sinérgica, com capacidade expedicionária traduzida no conceito de Conjugado Anfíbio. Em face ao exposto, o propósito desta pesquisa é responder se o Conjugado Anfíbio proporciona ao Poder Naval as capacidades necessárias para seu emprego em Operações de Evacuação de Não-Combatentes. Cabe ressaltar para este estudo, a importância de realizar uma breve análise da evolução das Operações Anfíbias, diante às novas ameaças do século XXI, permitindo a aplicação do Poder Naval, por meio do Conjugado Anfíbio, em um espectro maior de ambientes operacionais, hoje chamado de Projeção Anfíbia. Para alcançar o objetivo deste estudo e responder a proposta, estabeleceu-se um desenho de pesquisa com um confronto dos aspectos teóricos do Conjugado Anfíbio, por intermédio de revisões bibliográficas relacionadas ao assunto, com a realidade, representada pelo estudo de duas Operações de Evacuação de Não- Combatentes, uma em Guiné-Bissau, em 1998, realizada pela Marinha de Portugal e outra em 2006, no Líbano, realizada pela Marinha dos EUA. A importância de verificar a aplicação deste conceito de Conjugado Anfíbio em operações realizadas por Marinhas bem distintas em meios, quantitativos e qualitativos, demonstra sua versatilidade, onde a força motriz, não está somente nos números e, sim, na sinergia da aplicação correta dos meios, pessoal e material. Assim, será possível concluir que o Conjugado Anfíbio é uma ferramenta importante para o Poder Naval em operações de evacuação, proporcionando versatilidade e capacidade de resposta rápida às crises
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