O Jesus inacabado de Kazantzákis: uma abordagem literário-teológica do romance A última tentação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: SANTOS, José Renato dos
Orientador(a): RIBEIRO, Claudio de Oliveira, NOGUEIRA, Paulo Augusto de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/500
Resumo: O romance A última tentação (1955), do escritor grego Nikos Kazantzákis (1883-1957), é uma reescrita da narrativa da vida de Jesus. Sendo uma reescrita, o romance pode ser visto como uma versão alternativa dos evangelhos bíblicos. Nele, manifesta-se o devir – o processo de tornar-se –, o qual pode ser notado tanto no desenvolvimento da narrativa, quanto no alcance das questões filosófico-teológicas que dali emergem. Percebe-se, por exemplo, um tipo de abertura relacionado à formação da identidade de Jesus, cuja dinâmica é motivada por tensões sucessivas: tensões (dialógicas) internas a Jesus – conflito entre sua condição humana e divina – e tensões em relação aos outros personagens (em especial: sua mãe, Madalena e Judas), o que cada um espera dele. Ao que parece, tais tensões não são resolvidas no final do romance. Diante disso, a tese a ser defendida é que o Jesus de Kazantzákis representa uma identidade em composição permanente, de tal sorte que ele (Jesus) reflete um inacabamento. De um ponto de vista teológico, a hipótese do inacabamento passa por aquilo que Kazantzákis chama de “transubstanciação da matéria em espírito”, que remete o escritor à sua origem cristã grega ortodoxa e ao seu encontro com o conceito de élan vital do filósofo Henri Bergson. Um dos significados teológicos kazantzakianos é que Deus é identificado mediante suas “máscaras”, as quais estão sempre em mutação e precisam ser atualizadas, contando com a participação humana no processo de sua criação. A pesquisa apresentará possíveis releituras do pensamento religioso de Kazantzákis a partir de tendências teológicas surgidas a partir da segunda metade do século XX. Além disso, o fazer literário de Kazantzákis, o qual contém significados teológicos sem ser formalmente teologia, será colocado em diálogo com a teopoética defendida por Rubem Alves. Trata-se da sugestão de transubstanciar continuamente o significado das palavras, os significados de Deus, para que não se tornem conceitos rígidos e acabados. É, portanto, a recomendação de um exercício teológico consciente de seu inacabamento, o qual, seguindo os passos da literatura, converte-se em atividade criadora.
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Percebe-se, por exemplo, um tipo de abertura relacionado à formação da identidade de Jesus, cuja dinâmica é motivada por tensões sucessivas: tensões (dialógicas) internas a Jesus – conflito entre sua condição humana e divina – e tensões em relação aos outros personagens (em especial: sua mãe, Madalena e Judas), o que cada um espera dele. Ao que parece, tais tensões não são resolvidas no final do romance. Diante disso, a tese a ser defendida é que o Jesus de Kazantzákis representa uma identidade em composição permanente, de tal sorte que ele (Jesus) reflete um inacabamento. De um ponto de vista teológico, a hipótese do inacabamento passa por aquilo que Kazantzákis chama de “transubstanciação da matéria em espírito”, que remete o escritor à sua origem cristã grega ortodoxa e ao seu encontro com o conceito de élan vital do filósofo Henri Bergson. Um dos significados teológicos kazantzakianos é que Deus é identificado mediante suas “máscaras”, as quais estão sempre em mutação e precisam ser atualizadas, contando com a participação humana no processo de sua criação. A pesquisa apresentará possíveis releituras do pensamento religioso de Kazantzákis a partir de tendências teológicas surgidas a partir da segunda metade do século XX. Além disso, o fazer literário de Kazantzákis, o qual contém significados teológicos sem ser formalmente teologia, será colocado em diálogo com a teopoética defendida por Rubem Alves. Trata-se da sugestão de transubstanciar continuamente o significado das palavras, os significados de Deus, para que não se tornem conceitos rígidos e acabados. É, portanto, a recomendação de um exercício teológico consciente de seu inacabamento, o qual, seguindo os passos da literatura, converte-se em atividade criadora.The novel The Last Temptation (1955), from the Greek writer Nikos Kazantzakis (1883-1957), is a rewritten of the narrative of the life of Jesus. Therefore, the novel may be seen as an alternative version of the biblical gospels. In the novel, the process of becoming is manifested and can be observed both in the development of the narrative and in the philosophical theological questions that emerge from it. One can notice, for example, a sort of openness in the creation of the identity of Jesus, in which dynamic is motivated by successive tensions: Jesus’ internal (dialogical) tensions – a conflict between his human and divine condition – and tensions related to other characters (specially his mother, Magdalene and Judas) and what each of them expect from him. Such conflicts do not seem to be solved in the end of the novel. For this reason, the thesis being defended is that the Jesus of Kazantzakis represents an identity in permanent creation, in a way that him (Jesus) remains unfinished. In a theological perspective, the hypothesis about it goes through what Kazantzakis calls “the transubstantiation of matter into spirit”, which brings the writer back to his Greek Orthodox Christian origin and to his encounter with the concept of élan vital, by the philosopher Henri Bergson. One of the kazantzakian theological meanings is that God is identified through his "masks”, which are always mutating and need to be updated based on human’s participation in the process of creation. The research will present possible reinterpretations of the religious thought of Kazantzákis as from theological inclinations born from the second half of the twentieth century. Furthermore, the form of literature of Kazantzákis, which contains theological meanings without being formally theology, will dialogue with the theopoetic defended by Rubem Alves. It is about the suggestion of continually transubstantiate the meaning of words, the meanings of God, so they won’t become strict and unfinished concepts. It is, therefore, the recommendation of a theological exercise conscious of its incompleteness, which following the steps of literature, becomes creative activity.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPqUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasKazantzákisJesus FiccionalLiteratura ComparadaLiteratura e TeologiaLiteratura e FilosofiaKazantzakisFictional JesusComparative LiteratureLiterature and TheologyLiterature and PhilosophyO Jesus inacabado de Kazantzákis: uma abordagem literário-teológica do romance A última tentaçãoThe unfinshed Jesus Of Kazantzákis: a literary-theological approach to the novel The Last Temptationinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALJosé Renato dos Santos.pdfJosé Renato dos Santos.pdfapplication/pdf1693731https://repositorio.metodista.br/bitstreams/a4368f38-eb3b-4988-ab83-49619ffede46/download6d5c725fda02d7c58318c684a9072f07MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/2cdbaf69-5b31-4483-9bb2-1c1c810b06da/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51TEXTJosé Renato dos Santos.pdf.txtJosé Renato dos Santos.pdf.txtExtracted texttext/plain103265https://repositorio.metodista.br/bitstreams/bb506ce1-a5e3-4be3-af46-a8adc893c54d/downloadd9d3fcfb74149736bbeaa7db27c0fa09MD52THUMBNAILJosé Renato dos Santos.pdf.jpgJosé Renato dos Santos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3164https://repositorio.metodista.br/bitstreams/dab5cd7a-3cb5-4913-a76d-2acc3576f363/downloade35b07047ed2b85dc80d3eadf1644e74MD53123456789/5002025-07-15 14:16:38.054open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/500https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:38Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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