Avaliação de traços de personalidade e de funções executivas em usuários de substâncias psicoativas: impactos no funcionamento adaptativo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Aislan José de
Orientador(a): REZENDE, Manuel Morgado
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/180
Resumo: Introdução: O aumento do consumo de substâncias psicoativas (SPA) nos últimos anos é alarmante. Atualmente, o fenômeno do consumo de substâncias psicoativas é considerado um grave problema de saúde pública, com repercussões sociais, econômicas, individuais e de saúde para os usuários. A literatura aponta para os impactos neuropsicológicos do uso de substâncias psicoativas (SPA) em importantes áreas cerebrais dos usuários, principalmente as áreas frontais resultando em alterações do funcionamento de componentes cognitivos complexos tal como as funções executivas (FEs). As funções executivas mobilizam, recrutam e modulam componentes cognitivos tal como a atenção, memória, impulsividade até habilidades cognitivas mais intrincadas: tal como o planejamento, a regulação emocional e a tomada de decisão. Logo alterações das FEs impactam diretamente na qualidade de vida e no funcionamento global dos usuários que podem ter seu comportamento avaliado como adaptados ou desadaptados com relação ao meio. Objetivo: Comparar o desempenho de usuários de substâncias psicoativas e não usuários em testes que avaliam personalidade, impulsividade, disfunções executivas funções executivas em dois grupos independentes. Método: Trata-se de um estudo quantitativo e correlacional, comparando o resultado de dois grupos composto por oitenta participantes do sexo masculino, com idade entre 18 e 60 anos de idade. Para a composição dos grupos foi utilizado o instrumento ASSIST (Associação Psiquiátrica Americana) para a triagem do uso de SPA (substâncias psicoativas). O grupo um foi composto por usuários de substâncias psicoativas em tratamento e com pontuações acima de 27 (vinte e sete) que indicam alto envolvimento de uso. E o outro grupo composto por indivíduos autodeclarados não dependentes de substâncias psicoativas e com pontuação máxima de três que indicam baixo envolvimento do uso de SPA. A mostra foi composta por indivíduos do sexo masculino com idades entre 18 (dezoito) e 60 (sessenta) anos de idade, independente de escolaridade e estado civil. Os dados referentes à avaliação da personalidade foram coletados por meio do instrumento NEO-FFI-R, e para a avaliação de funções executivas por meio dos instrumentos Escala de Impulsividade de Barratt – BIS 11, Five Digits Test – FDT e Escala de disfunções executivas de Barkley – BDEFS. Resultados: para comparar os resultados entre os grupos foi utilizado o teste não paramétrico de Wilcoxon. O estudo evidenciou que usuários de SPA tem pior desempenho (escores) em FEs (funções executivas) considerando a escala BDEFS nos fatores organização / resolução de problemas, mas principalmente aquelas que recebem carga de fatores emocionais (autocontrole, motivação e regulação emocional) a diferença teve significância estatística (p-value ≤ 0,05). A análise dos resultados da Escalade Barratt indicou que o grupo de usuários teve maior média em impulsividade atencional, motora e por não planejamento, entretanto, com diferença significativamenteestatísticas para os dois últimos componentes (p-value ≤ 0,05). A análise do instrumento NEO-FFI-R indicou que o grupo de usuários de SPA teve maior escore nos fatores neuroticismo, abertura e conscienciosidade, enquanto o grupo de não usuários apresentou maiores escores em extroversão e amabilidade, sendo que houve significância na comparação dos grupos em todos os fatores (p-value ≤ 0,05). A análise do instrumento FTD indicou que o grupo de usuários teve pior desempenho das tarefas de leitura, contagem, escolha, alternância com significância estatística (p-value ≤ 0,05), porém essa diferença estática não foi observada no cálculo dos tempos de inibição e flexibilidade. Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que usuários de substâncias psicoativasapresentam pior desempenho na avaliação de personalidade e de funcionamento executivo quando comparados a não usuários. Indica ainda que a avaliação neuropsicológica pode contribuir de maneira significativa na identificação de alterações de funções executivas servindo como uma importante ferramenta na identificação de alvos terapêuticos, já que o rebaixamento de funcionamento cognitivo compromete a seleção adequada de pensamentos e comportamentos direcionados a metas ou objetivos específicos tal como o engajamento ao tratamento e a manutenção da abstinência. Por fim, o estudo aponta que fatores de personalidade tal como a instabilidade emocional (neuroticismo) e a impulsividade podem ser considerados marcadores importantes de fatores de risco para ouso de substâncias psicoativas e também de estratégias de prevenção de quadros psicopatológicos como os transtornos de personalidade e o transtorno por uso de substâncias.
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A literatura aponta para os impactos neuropsicológicos do uso de substâncias psicoativas (SPA) em importantes áreas cerebrais dos usuários, principalmente as áreas frontais resultando em alterações do funcionamento de componentes cognitivos complexos tal como as funções executivas (FEs). As funções executivas mobilizam, recrutam e modulam componentes cognitivos tal como a atenção, memória, impulsividade até habilidades cognitivas mais intrincadas: tal como o planejamento, a regulação emocional e a tomada de decisão. Logo alterações das FEs impactam diretamente na qualidade de vida e no funcionamento global dos usuários que podem ter seu comportamento avaliado como adaptados ou desadaptados com relação ao meio. Objetivo: Comparar o desempenho de usuários de substâncias psicoativas e não usuários em testes que avaliam personalidade, impulsividade, disfunções executivas funções executivas em dois grupos independentes. Método: Trata-se de um estudo quantitativo e correlacional, comparando o resultado de dois grupos composto por oitenta participantes do sexo masculino, com idade entre 18 e 60 anos de idade. Para a composição dos grupos foi utilizado o instrumento ASSIST (Associação Psiquiátrica Americana) para a triagem do uso de SPA (substâncias psicoativas). O grupo um foi composto por usuários de substâncias psicoativas em tratamento e com pontuações acima de 27 (vinte e sete) que indicam alto envolvimento de uso. E o outro grupo composto por indivíduos autodeclarados não dependentes de substâncias psicoativas e com pontuação máxima de três que indicam baixo envolvimento do uso de SPA. A mostra foi composta por indivíduos do sexo masculino com idades entre 18 (dezoito) e 60 (sessenta) anos de idade, independente de escolaridade e estado civil. 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A análise dos resultados da Escalade Barratt indicou que o grupo de usuários teve maior média em impulsividade atencional, motora e por não planejamento, entretanto, com diferença significativamenteestatísticas para os dois últimos componentes (p-value ≤ 0,05). A análise do instrumento NEO-FFI-R indicou que o grupo de usuários de SPA teve maior escore nos fatores neuroticismo, abertura e conscienciosidade, enquanto o grupo de não usuários apresentou maiores escores em extroversão e amabilidade, sendo que houve significância na comparação dos grupos em todos os fatores (p-value ≤ 0,05). A análise do instrumento FTD indicou que o grupo de usuários teve pior desempenho das tarefas de leitura, contagem, escolha, alternância com significância estatística (p-value ≤ 0,05), porém essa diferença estática não foi observada no cálculo dos tempos de inibição e flexibilidade. Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que usuários de substâncias psicoativasapresentam pior desempenho na avaliação de personalidade e de funcionamento executivo quando comparados a não usuários. Indica ainda que a avaliação neuropsicológica pode contribuir de maneira significativa na identificação de alterações de funções executivas servindo como uma importante ferramenta na identificação de alvos terapêuticos, já que o rebaixamento de funcionamento cognitivo compromete a seleção adequada de pensamentos e comportamentos direcionados a metas ou objetivos específicos tal como o engajamento ao tratamento e a manutenção da abstinência. Por fim, o estudo aponta que fatores de personalidade tal como a instabilidade emocional (neuroticismo) e a impulsividade podem ser considerados marcadores importantes de fatores de risco para ouso de substâncias psicoativas e também de estratégias de prevenção de quadros psicopatológicos como os transtornos de personalidade e o transtorno por uso de substâncias.Introduction: The increase in use of psychoactive substances (PS) in recent years is alarming. Currently, the phenomenon of psychoactive substance use is considered a serious public health problem, causing social, economic, individual and health repercussions to users. The literature points to the neuropsychological impacts of the useof PS in important brain areas of users, especially the frontal areas, resulting in changes in the functioning of complex cognitive components such as Executive Functions (EFs).EFs mobilize, recruit, and modulate cognitive components such as attention, memory, impulsivity, and even more intricate cognitive skills such as planning, emotion regulation,and decision making. Therefore, changes in the EFs directly impact the quality of life andthe global functioning of users who can have their behavior evaluated as adapted or not adapted in relation to the environment. Objective: To compare the performance of consumers and non-consumers of psychoactive substances in tests that assess personality, impulsivity, executive dysfunctions and executive functions in two independent groups. Methods: This is an quantitative and correlational study, comparing the results of two groups of 80 participants. For the composition of the groups, the ASSIST instrument was used to screen the use of PS. Group one, 1, was composed of PS users undergoing treatment and with scores above 27,which indicate high involvement of use, and the other group was composed of individualsself-declared not dependent on PS and with a maximum score of 3, which indicate low involvement of PS use. The sample was composed of male individuals aged between 18 and 60 years old, regardless of schooling and marital status. Data regarding personality assessment were collected using the NEO-FFI-R instrument, and the assessment of executive functions used the Barratt Impulsiveness Scale - BIS 11, Five Digits Test – FDT, and the Barkley Deficits in Executive Functioning Scale– BDEFS. Results: to compare the results between the groups, the non-parametric Wilcoxon test was used. Thestudy showed that PS users have worse performance (scores) in EFs considering the BDEFS scale in the Organization / problem solving factors, but especially those who receive a load of emotional factors (self- control, motivation, and emotional regulation) the difference was statistically significant (p- value ≤ 0.05). The analysis of the results ofthe Barratt Scale indicated that the group of users had higher averages in attentional, motor, and non-planning impulsivity, however, with a statistically significant difference for the last two components (p-value ≤ 0.05). The analysis of the NEO-FFI-R instrumentindicated that the group of PS users had higher scores in the factors of neuroticism, openness, and conscientiousness, while the group of non-users had higher scores in extroversion and agreeableness, and there was significance in the comparison of the groups in all factors (p-value ≤ 0.05). The analysis of the FTD instrument indicated that the group of users had worse performance in the tasks of reading, counting, choosing, alternating with statistical significance (p-value ≤ 0.05), however this statistical difference was not observed in the calculation of inhibition times and flexibility. Conclusions: The results of this study suggest that users of psychoactive substances present worse performance in the assessment of personality and executive functioning when compared to non-users. It also indicates that the neuropsychological assessment cansignificantly contribute to the identification of alterations in EFs, serving as an important tool in the identification of therapeutic targets, since the lowering of cognitive functioningcompromises the adequate selection of thoughts and behaviors directed to specific goals or objectives such as Commitment to treatment and maintenance of abstinence. Finally, the study points out that personality factors such as emotional instability (neuroticism) and impulsivity can be considered important markers of risk factors for the use of PS, andfor strategies to prevent psychopathological conditions such as personality disorders andsubstance use disorder.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasPersonalidadeFunções executivasSubstâncias psicoativasDrogasAvaliação neuropsicológicaPersonalityExecutive functionsPsychoactive substancesDrugsNeuropsychological assessmentAvaliação de traços de personalidade e de funções executivas em usuários de substâncias psicoativas: impactos no funcionamento adaptativoAssessment of personality traits and executive functions in users of psychoactive substances: impacts on adaptive functioninginfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/87af3c39-270d-4f13-b0e1-c6dbe7f3543c/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALAislan José de Oliveira.pdfAislan José de Oliveira.pdfapplication/pdf1816856https://repositorio.metodista.br/bitstreams/2a58a91f-fd8c-43f6-a9ca-e32c817cd092/download3f4ffae126bd29b284edeca764c0e8d6MD52TEXTAislan José de Oliveira.pdf.txtAislan José de Oliveira.pdf.txtExtracted texttext/plain102710https://repositorio.metodista.br/bitstreams/4aa108a5-ff24-4173-86cc-62b20449bb5c/download0fe77ffb7d9b33c647bf42feb9c43e09MD53THUMBNAILAislan José de Oliveira.pdf.jpgAislan José de Oliveira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3058https://repositorio.metodista.br/bitstreams/c3c5d277-fdbf-4105-881f-ad174222dea7/download832db1f40bb0f1e0c2701d67bf035803MD54123456789/1802025-04-01 03:00:39.037open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/180https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-04-01T03:00:39Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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