Escala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico em diversidade sexual e de gênero - ESOP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: ARAUJO, Andreia da Fonseca
Orientador(a): SILVA, Rosa Maria Frugoli da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/1247
Resumo: O preconceito, discriminação e estigmatização à diversidade sexual e de gênero permeiam todos os contextos da vida das pessoas que não perfazem as regras heterocisnormativas, oferecendo-lhes riscos psicossociais, levando-as ao sofrimento psíquico. O presente estudo tem por objetivo, em relação à diversidade sexual e de gênero, desenvolver uma escala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico; identificar indícios de validade para a escala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico; identificar e descrever os componentes do sofrimento psíquico; classificar o sofrimento psíquico em diversidade sexual e de gênero, em diferentes graus de intensidade. A perspectiva teórica que norteia esta pesquisa se fundamenta nas contribuições da Psicologia Junguiana e das Teorias de Gênero. O método utilizado foi misto, combinando métodos qualitativos e quantitativos, por meio de estudo transversal e exploratório. O método qualitativo incluiu uma análise e sistematização dos achados de estudo anterior que constituíram a base da construção dos itens para a escala desenvolvida. E, a parte quantitativa da pesquisa focou-se no desenvolvimento e validação da Escala de Avaliação de Riscos Psicossociais e Sofrimento Psíquico em Diversidade Sexual e de Gênero - ESOP. Essa etapa envolveu a construção de itens para a escala com base em achados prévios e a aplicação de diferentes instrumentos de coleta de dados, incluindo a ESOP, o Inventário de Depressão de Beck - BDI, Questionário Psicossocial de Copenhagen - COPSOQ, Escala de Afetos Positivos e Negativos - PANAS-20 e Questionário Sociodemográfico. A amostra consistiu em 493 participantes LGBTQIAPN+ residentes no Brasil, alcançadas por meio de convite via “bola de neve”, distribuído em redes sociais da pesquisadora (Facebook e Instagram). Os dados coletados foram analisados utilizando métodos estatísticos como análises fatoriais (exploratórias e confirmatórias), correlações e estatísticas descritivas (médias e desvios-padrão) para avaliar a validade e a estrutura empírica da ESOP e das demais escalas para verificar como se comportavam no estudo. Além disso, os resultados na ESOP foram correlacionados com os obtidos nas Escalas BDI, COPSOQ e PANAS-20, que avaliam, simultaneamente, depressão/sofrimento, riscos psicossociais, afetos positivos e negativos para verificação de validade convergente e discriminante. Utilizou-se ainda da Análise de Variância (ANOVA) para comparar os grupos em relação aos oito fatores da ESOP no que se refere as diferentes raças/cores da pele, expressões de gênero, orientações sexuais, identidades de gênero, nacionalidades e religiões. Em situações em que havia apenas dois grupos a serem comparados, aplicou-se o teste de Kruskall-Wallis - método não paramétrico que permite avaliar diferenças entre grupos independentes. Os resultados apontaram evidências de validade da ESOP e confirmaram a estrutura fatorial das demais escalas utilizadas. Revelaram ainda que o sofrimento psíquico está associado à depressão, à afetos negativos, à falta de vitalidade e aos estresses somático, cognitivo e comportamental. O maior sofrimento revelado pelos participantes foi o medo de sofrer violência familiar. Nos demais aspectos do sofrimento psíquico, os participantes apresentam grande variabilidade, alguns com grande sofrimento e outros com menor sofrimento. Evidenciou-se maior sofrimento e violência contra pessoas de expressões de gêneros diferentes de feminino e masculino, mais sofrimento em homossexuais/gays comparados a bissexuais, maior medo da violência familiar e maior medo de rejeição e menor engajamento em ações de enfrentamento entre evangélicos, em contraste com outras religiões. Discutiu-se, à luz da literatura da área, que o preconceito, a discriminação e a estigmatização direcionados a diversidade sexual e de gênero parecem estar positivamente associados ao aumento de riscos psicossociais e sofrimento psíquico em identidade não conformes.
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O presente estudo tem por objetivo, em relação à diversidade sexual e de gênero, desenvolver uma escala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico; identificar indícios de validade para a escala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico; identificar e descrever os componentes do sofrimento psíquico; classificar o sofrimento psíquico em diversidade sexual e de gênero, em diferentes graus de intensidade. A perspectiva teórica que norteia esta pesquisa se fundamenta nas contribuições da Psicologia Junguiana e das Teorias de Gênero. O método utilizado foi misto, combinando métodos qualitativos e quantitativos, por meio de estudo transversal e exploratório. O método qualitativo incluiu uma análise e sistematização dos achados de estudo anterior que constituíram a base da construção dos itens para a escala desenvolvida. 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Evidenciou-se maior sofrimento e violência contra pessoas de expressões de gêneros diferentes de feminino e masculino, mais sofrimento em homossexuais/gays comparados a bissexuais, maior medo da violência familiar e maior medo de rejeição e menor engajamento em ações de enfrentamento entre evangélicos, em contraste com outras religiões. Discutiu-se, à luz da literatura da área, que o preconceito, a discriminação e a estigmatização direcionados a diversidade sexual e de gênero parecem estar positivamente associados ao aumento de riscos psicossociais e sofrimento psíquico em identidade não conformes.Prejudice, discrimination, and stigmatization related to sexual and gender diversity permeate all aspects of the lives of individuals who do not conform to heteronormative and cisnormative standards, exposing them to psychosocial risks and leading to psychological distress. This study aims to develop a psychosocial risk and psychological distress assessment scale, and to identify evidence of validity for this scale. Furthermore, the study seeks to describe the components of psychological distress and classify it in sexual and gender diversity across varying levels of intensity. The theoretical framework of the research is based on contributions from Jungian Psychology and Gender Theories. A mixed-methods approach, combining qualitative and quantitative methods, was employed through a cross-sectional and exploratory design. The qualitative phase included an analysis and systematization of findings from a previous study, which formed the basis for constructing items for the developed scale. The quantitative phase focused on the development and validation of the Psychosocial Risk and Psychological Distress Assessment Scale in Sexual and Gender Diversity - ESOP. This phase involved item construction based on prior findings and the application of various data collection instruments, including the ESOP, Beck Depression Inventory - BDI, Copenhagen Psychosocial Questionnaire - COPSOQ, Positive and Negative Affect Scale - PANAS-20, and a Sociodemographic Questionnaire. The sample consisted of 493 LGBTQIAPN+ participants from Brazil, recruited through a snowball sampling method via social media (Facebook and Instagram). Data were analyzed using statistical methods such as factor analyses (exploratory and confirmatory), correlations, and descriptive statistics (means and standard deviations) to evaluate the validity and empirical structure of the ESOP and other scales. Additionally, the ESOP results were correlated with those from the BDI, COPSOQ, and PANAS-20 to assess convergent and discriminant validity. Analysis of Variance (ANOVA) was used to compare groups on the eight ESOP factors according to variables such as race/skin color, gender expressions, sexual orientations, gender identities, nationalities, and religions. In cases with only two groups, the Kruskal-Wallis test, a non-parametric method, was applied to compare independent groups. The results provided evidence of the ESOP’s validity and confirmed the factorial structure of the other scales used. They also revealed that psychological distress is associated with depression, negative affect, lack of vitality, and somatic, cognitive, and behavioral stress. The most prominent distress among participants was the fear of experiencing family violence. Psychological distress varied greatly among participants, with some reporting high levels of distress and others less so. Higher distress and violence were observed among individuals with gender expressions differing from feminine and masculine, greater distress in homosexual/gay individuals compared to bisexuals, heightened fear of family violence and rejection, and lower engagement in coping actions among Evangelicals compared to other religious groups. The findings suggest, in line with existing literature, that prejudice, discrimination, and stigmatization against sexual and gender diversity are positively associated with increased psychosocial risks and psychological distress in non-conforming identities.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasDiversidades sexuaisLGBTQIAPN+Sofrimento psíquicoRiscos psicossociaisEscala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico - ESOPSexual diversitiesPsychological distressPsychosocial risksPsychosocial risk and psychological distress assessment scale - ESOPEscala de avaliação de riscos psicossociais e sofrimento psíquico em diversidade sexual e de gênero - ESOPPsychosocial risk and psychological distress assessment scale in sexual and gender diversity – ESOPinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALAndreia da Fonseca Araujo.pdfAndreia da Fonseca Araujo.pdfapplication/pdf10431338https://repositorio.metodista.br/bitstreams/41fdb181-cdb0-419d-978d-9504b97198e3/download13dec0035cd75ca706757d8dedac2000MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/807803e0-9bac-4303-9162-bf0beb44ec21/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51TEXTAndreia da Fonseca Araujo.pdf.txtAndreia da Fonseca Araujo.pdf.txtExtracted texttext/plain103081https://repositorio.metodista.br/bitstreams/fd99e242-5dc4-4ce6-a92e-52b1500b3729/download0c307b2e60520a80af02e450b2b86997MD53THUMBNAILAndreia da Fonseca Araujo.pdf.jpgAndreia da Fonseca Araujo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2758https://repositorio.metodista.br/bitstreams/2f923e55-19f9-45f4-ac6f-73ff99fa5da5/downloadf5620cf8c82bbca50e8d18a0e441a18bMD54123456789/12472025-09-30 03:00:29.07open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/1247https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-09-30T03:00:29Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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