Os trabalhadores do SUAS : regulação e resistência em tempos de reforma do Estado brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Berwig, Solange Emilene
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8400
Resumo: Nesta tese tem-se como tema central a Gestão do Trabalho no Sistema Único de Assistência Social e a organização das resistências dos trabalhadores. Apresenta-se a análise das relações e condições laborais dos trabalhadores da política de Assistência Social brasileira e o processo político organizativo dos trabalhadores a partir dos fóruns de trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Objetiva-se contribuir para a reflexão sobre a organização dos trabalhadores do SUAS enquanto movimento de resistência da classe trabalhadora frente ao processo de reestruturação do Estado brasileiro. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, correlacionando dados qualitativos e quantitativos, tendo como intervalo temporal de coleta de dados o período de 2006 a 2018. O recorte temporal definido para observação tem relação com a aprovação da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social-NOB-RH/SUAS, em 2006, que define diretrizes e parâmetros para a gestão do trabalho no SUAS, e os dados mais recentes relativos à organização dos trabalhadores do SUAS, expressos nas atas e memórias de reuniões do Fórum Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS, no ano de 2018. As técnicas utilizadas para desenvolvimento da pesquisa foram: a revisão bibliográfica, análise documental e análise de conteúdo, com fontes documentais e bibliográficas de procedência nacional, e os instrumentos utilizados foram os roteiros de análise documental. Os resultados da pesquisa demonstram que as reformas no âmbito do Estado brasileiro, nos anos de 1990, sob o receituário neoliberal e o avanço da reestruturação produtiva, culminaram com a redução do Estado e o aprofundamento da precarização das condições de trabalho no País. Contrariando o cenário de desmonte do campo da proteção social brasileira, em 1995, foi aprovada a política de Assistência Social, sob forte pressão da sociedade e de seus trabalhadores. Ainda, observa-se que as relações e condições laborais aviltantes a que estão submetidos os trabalhadores do SUAS, segue a lógica das questões que atingem o mundo do trabalho em escala global – flexibilização, terceirização, precarização. Não é possível fazer a discussão dos trabalhadores do SUAS sem considerá-los como um grupo heterogêneo, diverso, em termos de: inserção/contratação, formação, lugar de exercício profissional (público ou privado), regidos por distintas legislações. Considerando todas as limitações que decorrem do recorte da pesquisa, é possível inferir que o movimento dos trabalhadores da Assistência Social é parte fundante dos avanços dessa política, que se consolida com a instauração dos Fóruns de Trabalhadores do SUAS. A mobilização dos trabalhadores tem lugar de destaque na história da Assistência Social, e vem contribuindo para a consolidação do SUAS, incidindo no movimento mais amplo em defesa da proteção social brasileira, articulando-se com outras frentes de defesa de direitos trabalhistas e usuários do SUAS, a fim de potencializar o controle social e a defesa dos direitos da classe trabalhadora. Em alguma medida tem construído o debate central de mobilização da classe trabalhadora em contraponto aos avanços do capital, contudo, é um movimento que, nos seus limites de atuação, não tem conseguido romper com os processos de precarização das condições de trabalho a que está submetido.
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O recorte temporal definido para observação tem relação com a aprovação da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social-NOB-RH/SUAS, em 2006, que define diretrizes e parâmetros para a gestão do trabalho no SUAS, e os dados mais recentes relativos à organização dos trabalhadores do SUAS, expressos nas atas e memórias de reuniões do Fórum Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS, no ano de 2018. As técnicas utilizadas para desenvolvimento da pesquisa foram: a revisão bibliográfica, análise documental e análise de conteúdo, com fontes documentais e bibliográficas de procedência nacional, e os instrumentos utilizados foram os roteiros de análise documental. Os resultados da pesquisa demonstram que as reformas no âmbito do Estado brasileiro, nos anos de 1990, sob o receituário neoliberal e o avanço da reestruturação produtiva, culminaram com a redução do Estado e o aprofundamento da precarização das condições de trabalho no País. Contrariando o cenário de desmonte do campo da proteção social brasileira, em 1995, foi aprovada a política de Assistência Social, sob forte pressão da sociedade e de seus trabalhadores. Ainda, observa-se que as relações e condições laborais aviltantes a que estão submetidos os trabalhadores do SUAS, segue a lógica das questões que atingem o mundo do trabalho em escala global – flexibilização, terceirização, precarização. Não é possível fazer a discussão dos trabalhadores do SUAS sem considerá-los como um grupo heterogêneo, diverso, em termos de: inserção/contratação, formação, lugar de exercício profissional (público ou privado), regidos por distintas legislações. Considerando todas as limitações que decorrem do recorte da pesquisa, é possível inferir que o movimento dos trabalhadores da Assistência Social é parte fundante dos avanços dessa política, que se consolida com a instauração dos Fóruns de Trabalhadores do SUAS. A mobilização dos trabalhadores tem lugar de destaque na história da Assistência Social, e vem contribuindo para a consolidação do SUAS, incidindo no movimento mais amplo em defesa da proteção social brasileira, articulando-se com outras frentes de defesa de direitos trabalhistas e usuários do SUAS, a fim de potencializar o controle social e a defesa dos direitos da classe trabalhadora. Em alguma medida tem construído o debate central de mobilização da classe trabalhadora em contraponto aos avanços do capital, contudo, é um movimento que, nos seus limites de atuação, não tem conseguido romper com os processos de precarização das condições de trabalho a que está submetido.Esta tesis tiene por temas centrales la Gestión del Trabajo en el Sistema Único de Asistencia Social y la organización de las resistencias de los trabajadores. Se presenta el análisis de las relaciones y condiciones laborales de los trabajadores de la política de Asistencia Social brasileña y el proceso político organizativo de los trabajadores desde los foros de trabajadores del Sistema Único de Asistencia Social (SUAS). El objetivo es contribuir para la reflexión acerca de la organización de los trabajadores del SUAS mientras movimiento de resistencia de la clase trabajadora frente al proceso de reestructuración del Estado brasileño. Se trata de un estudio de carácter exploratorio, correlacionando datos cualitativos y cuantitativos, teniendo como intervalo temporal de recolección de datos el período de 2006 a 2018. El recorte temporal definido para observación se relaciona a la aprobación de la Norma Operacional Básica de Recursos Humanos del Sistema Único de Asistencia Social-NOB-RH/SUAS, en 2006, que define directrices y parámetros para la gestión del trabajo en el SUAS, y los datos más recientes relativos a la organización de los trabajadores del SUAS, expresos en las actas y memorias de reuniones del Foro Nacional de Trabajadoras y Trabajadores del SUAS, en el año de 2018. Las técnicas utilizadas para el desarrollo de la investigación reunieron la revisión bibliográfica, el análisis documental y el análisis de contenido, con fuentes documentales y bibliográficas de procedencia nacional mientras los instrumentos utilizados se concentraron en los planes de análisis documental. Los resultados de la investigación demuestran que las reformas en el ámbito del Estado brasileño, en los años de 1990, bajo el recetario neoliberal y el avance de la reestructuración productiva, culminaron con la reducción del Estado y la profundización de la precarización de las condiciones de trabajo en el país. Contrariando el escenario de desmonte del campo de la protección social brasileña, en 1995, fue aprobada la política de Asistencia Social, bajo fuerte presión de la sociedad y de sus trabajadores. Aun, se observa que las relaciones y condiciones laborales envilecedoras a que están sometidos los trabajadores del SUAS, siguen la lógica de las cuestiones que atingen el mundo del trabajo a escala global – flexibilización, tercerización, precarización. No es posible hacer la discusión de los trabajadores del SUAS sin considerarlos un grupo heterogéneo, diverso, en términos de: inserción/contratación, formación, lugar de ejercicio profesional (público o privado), regidos por distintas legislaciones. Considerando todas las limitaciones que derivan del recorte de la investigación, es posible inferir que el movimiento de los trabajadores de la Asistencia Social es parte fundante de los avances de esa política, que se consolida con la instauración de los Foros de Trabajadores del SUAS. La movilización de los trabajadores ocupa un lugar destacado en la historia de la Asistencia Social, y ha contribuido a la consolidación del SUAS, centrándose en el movimiento más amplio en defensa de la protección social brasileña, articulándose con otras frentes de defensa de derechos laborales y usuarios del SUAS, a fin de potencializar el control social y la defensa de los derechos de la clase trabajadora. En cierta medida, ha construido la discusión central de movilización de la clase trabajadora en contraposición a los avances del capital, sin embargo, es un movimiento que, en sus límites de actuación, no ha logrado romper con los procesos de precarización de las condiciones de trabajo a que está sometido.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de HumanidadesBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Serviço SocialCouto, Berenice Rojashttp://lattes.cnpq.br/8049096413430157Berwig, Solange Emilene2019-01-04T18:38:01Z2018-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8400porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2019-01-04T22:00:42Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8400Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2019-01-04T22:00:42Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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