Revisão, morfometria e cladística de erynephala (coleoptera, chrysomelidae, galerucinae, galerucini)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Groll, Elisa Von
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências
Brasil
PUCRS
Programa de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8573
Resumo: Erynephala Blake, 1970, integrante da seção Schematizites (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae, Galerucini) compreende seis espécies, cinco com distribuição Neártica: E. brighti Blake, 1970, E. glabra Blake, 1936, E. maritima (LeConte, 1865), E. morosa (LeConte, 1857) e E. puncticollis (Say, 1824); e uma com distribuição Neotropical, E. interrupta (Jacoby, 1904). As principais características diagnósticas do gênero são o aedegus com lobo médio alongado e as garras simples nas fêmeas e bífidas nos machos. Embora as descrições das espécies sejam abrangentes, não são completas, por exemplo, faltam descrições da genitália feminina e de estruturas morfológicas como o tégmen e metendosternito. Também não há estudos sobre a posição de Erynephala dentro da seção Schematizites nem do grau de parentesco entre as espécies. Esse trabalho objetiva (1) revisar Erynephala, fornecendo descrições e ilustrações detalhadas da morfologia interna e externa de machos e fêmeas; (2) buscar diferenciar as espécies através da morfometria linear e geométrica; (3) conduzir uma análise cladística para verificar a monofilia do gênero e propor hipóteses de parentesco entre as espécies de Erynephala. A morfometria geométrica se mostrou mais eficiente em dintinguir E. interrupta, E. puncticollis e E. morosa; por outro lado, a morfometria linear esclareceu as espécies que não foram delimitadas com os caracteres morfológicos. A utilização dessas duas análises morfométricas aliadas ao estudo da morfologia possibilitou distinguir E. maritima de E. puncticollis var. texana (considerada sinônimo júnior de E. maritima), revalidando Erynephala texana (Schaeffer, 1932), stat. nov. Todas as análises mostraram que não há diferenças entre E. maritima e E. brighti, sugerindo que esta segunda espécie seja considerada sinônimo júnior de E. maritima. A análise cladística conduzida com pesagem implícita suportou a monofilia de Erynephala e revelou que as espécies se dividem em três clados: (((E. brighti + E. maritima) + E. texana) + (E. morosa + E. puncticollis) + E. interrupta). Erynephala é recuperado como grupo irmão Monoxia do grupo “angularis”, mas não se mostrou relacionada a Ophraella, gênero que, assim como Monoxia, foi considerado próximo a Erynephala em contribuições anteriores. Estes resultados trazem uma nova configuração para as espécies de Erynephala, entretanto é sugerido uma análise molecular para corroborar as sinonímias e estimar o tempo de divergência entre as espécies.
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Também não há estudos sobre a posição de Erynephala dentro da seção Schematizites nem do grau de parentesco entre as espécies. Esse trabalho objetiva (1) revisar Erynephala, fornecendo descrições e ilustrações detalhadas da morfologia interna e externa de machos e fêmeas; (2) buscar diferenciar as espécies através da morfometria linear e geométrica; (3) conduzir uma análise cladística para verificar a monofilia do gênero e propor hipóteses de parentesco entre as espécies de Erynephala. A morfometria geométrica se mostrou mais eficiente em dintinguir E. interrupta, E. puncticollis e E. morosa; por outro lado, a morfometria linear esclareceu as espécies que não foram delimitadas com os caracteres morfológicos. A utilização dessas duas análises morfométricas aliadas ao estudo da morfologia possibilitou distinguir E. maritima de E. puncticollis var. texana (considerada sinônimo júnior de E. maritima), revalidando Erynephala texana (Schaeffer, 1932), stat. nov. Todas as análises mostraram que não há diferenças entre E. maritima e E. brighti, sugerindo que esta segunda espécie seja considerada sinônimo júnior de E. maritima. A análise cladística conduzida com pesagem implícita suportou a monofilia de Erynephala e revelou que as espécies se dividem em três clados: (((E. brighti + E. maritima) + E. texana) + (E. morosa + E. puncticollis) + E. interrupta). Erynephala é recuperado como grupo irmão Monoxia do grupo “angularis”, mas não se mostrou relacionada a Ophraella, gênero que, assim como Monoxia, foi considerado próximo a Erynephala em contribuições anteriores. Estes resultados trazem uma nova configuração para as espécies de Erynephala, entretanto é sugerido uma análise molecular para corroborar as sinonímias e estimar o tempo de divergência entre as espécies.Erynephala Blake, 1970 integrates the section Schematizites (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae, Galerucini) and it is composed by six species, five from the Nearctic Region: E. brighti Blake, 1970, E. glabra Blake, 1936, E. maritima (LeConte, 1865), E. morosa (LeConte, 1857) and E. puncticollis (Say, 1824); and one from the Neotropical Region, E. interrupta (Jacoby, 1904). The genus is characterized by the aedeagus with long median lobe and by the bifid claws in male and simple in female. Although the descriptions of the species are comprehensive, they are not complete, for instance there are no descriptions of the female genitalia or morphological structures such as tegmen and metendosternite. There is also no study about the position of Erynephala in the Section Schematizites, neither of the degree of affinity among the species. The objectives of this study are (1) to review Erynephala, providing detailed descriptions and illustrations of the internal and external morphology of males and females; (2) to distinguish the species through linear and geometric morphometrics; (3) to perform a cladistic analysis to test the monophyly of the genus and propose hypothesis of relationships among the species of Erynephala. The geometric morphometrics was more efficient to distinguish E. interrupta, E. puncticollis and E. morosa; on the other hand, the linear morphometrics clarified the species that were not delimited with the morphological characters. These two techniques allied to the study of the morphology enabled to distinguish E. maritima from de E. puncticollis var. texana (junior synonym of E. maritima), revalidating Erynephala texana (Schaeffer, 1932), stat. nov. All the analysis revealed that there are no differences between E. maritima and E. brighti, suggesting that this second species should be considered junior synonym of E. maritima. The cladistic analysis performed under implied weighting recovered the monophyly of Erynephala and reveled that the species form three clades: (((E. brighti + E. maritima) + E. texana) + (E. morosa + E. puncticollis) + E. interrupta). Monoxia (“angularis” group) was recovered as sister group of Erynephala, but Ophraella was not, genera that, as Monoxia, was considered related of Erynephala in some preview contributions. These results bring a new configuration to the species o Erynephala, however it is suggested a molecular analyses to corroborate the synonyms and to estimate the divergence time among the species.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de CiênciasBrasilPUCRSPrograma de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da BiodiversidadeCarvalho, Gervásiohttp://lattes.cnpq.br/3012549416734056Groll, Elisa Von2019-05-20T13:23:18Z2019-02-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8573porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2020-11-24T22:00:23Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8573Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2020-11-24T22:00:23Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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description Erynephala Blake, 1970, integrante da seção Schematizites (Coleoptera, Chrysomelidae, Galerucinae, Galerucini) compreende seis espécies, cinco com distribuição Neártica: E. brighti Blake, 1970, E. glabra Blake, 1936, E. maritima (LeConte, 1865), E. morosa (LeConte, 1857) e E. puncticollis (Say, 1824); e uma com distribuição Neotropical, E. interrupta (Jacoby, 1904). As principais características diagnósticas do gênero são o aedegus com lobo médio alongado e as garras simples nas fêmeas e bífidas nos machos. Embora as descrições das espécies sejam abrangentes, não são completas, por exemplo, faltam descrições da genitália feminina e de estruturas morfológicas como o tégmen e metendosternito. Também não há estudos sobre a posição de Erynephala dentro da seção Schematizites nem do grau de parentesco entre as espécies. Esse trabalho objetiva (1) revisar Erynephala, fornecendo descrições e ilustrações detalhadas da morfologia interna e externa de machos e fêmeas; (2) buscar diferenciar as espécies através da morfometria linear e geométrica; (3) conduzir uma análise cladística para verificar a monofilia do gênero e propor hipóteses de parentesco entre as espécies de Erynephala. A morfometria geométrica se mostrou mais eficiente em dintinguir E. interrupta, E. puncticollis e E. morosa; por outro lado, a morfometria linear esclareceu as espécies que não foram delimitadas com os caracteres morfológicos. A utilização dessas duas análises morfométricas aliadas ao estudo da morfologia possibilitou distinguir E. maritima de E. puncticollis var. texana (considerada sinônimo júnior de E. maritima), revalidando Erynephala texana (Schaeffer, 1932), stat. nov. Todas as análises mostraram que não há diferenças entre E. maritima e E. brighti, sugerindo que esta segunda espécie seja considerada sinônimo júnior de E. maritima. A análise cladística conduzida com pesagem implícita suportou a monofilia de Erynephala e revelou que as espécies se dividem em três clados: (((E. brighti + E. maritima) + E. texana) + (E. morosa + E. puncticollis) + E. interrupta). Erynephala é recuperado como grupo irmão Monoxia do grupo “angularis”, mas não se mostrou relacionada a Ophraella, gênero que, assim como Monoxia, foi considerado próximo a Erynephala em contribuições anteriores. Estes resultados trazem uma nova configuração para as espécies de Erynephala, entretanto é sugerido uma análise molecular para corroborar as sinonímias e estimar o tempo de divergência entre as espécies.
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