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Estudo da toxicidade da capecitabina em pacientes idosos com câncer de mama e do trato gastrointestinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Brandolt, Gilberto Luis Lora
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2564
Resumo: Introdução: O câncer é uma das doenças que mais preocupam na atualidade, deste modo, novos tratamentos que proporcionem bons resultados, afetando menos na rotina do paciente, têm sido amplamente pesquisados. O tratamento do câncer em indivíduos idosos é complexo, pois estes são mais suscetíveis a complicações provocadas pela quimioterapia citotóxica. Por estes motivos foi desenvolvida a capecitabina, uma pró-droga do 5-fluorouracil (5-FU) que tem administração por via oral, oferecendo maior comodidade. Porém, pouco se sabe com relação aos efeitos tóxicos da capecitabina em pacientes idosos. Objetivos: O objetivo geral do estudo foi avaliar a toxicidade do fármaco capecitabina em pacientes idosos com câncer de mama ou câncer do trato gastrointestinal. Dentre os objetivos específicos, comparamos os efeitos adversos gerais do fármaco capecitabina com o fármaco 5-fluorouaracil em idosos com câncer de mama ou do trato gastrointestinal. Comparamos os efeitos adversos a nível de função hepática encontrados nos diferentes grupos em estudo. E ainda os efeitos cardiotóxicos mais comuns encontrados nos diferentes grupos do estudo. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo de coorte, onde parte da coleta foi através de análise de prontuário (coorte histórica) e parte foi feita de modo prospectivo. Foram incluídos pacientes em envelhecimento acima de 55 anos, de ambos os sexos, com câncer de mama ou do trato gastrointestinal, que faziam uso do fármaco capecitabina ou 5-FU. A coleta dos dados foi feita no Hospital São Lucas da PUCRS, após o preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Quanto aos efeitos adversos gerais, o fármaco capecitabina mostrou uma menor toxicidade em relação ao 5-FU, com exceção da síndrome mão-pé, que ocorreu apenas em pacientes que fizeram uso de capecitabina. Na avaliação da função hepática, a capecitabina demonstrou causar uma maior toxicidade quando comparada ao 5-FU. Em relação à cardiotoxicidade, a capecitabina mostrou-se menos tóxica, pois pacientes que fizeram uso de 5-FU apresentaram aumento significativo (p<0,05) em relação à capecitabina nas médias dos intervalos QT no eletrocardiograma. Já os exames de creatinoquinase e troponina I não mostraram diferença significativa. Conclusão: Mesmo a capecitabina mostrando ser menos tóxica que o 5-FU em efeitos adversos gerais e cardiotoxicidade, o estudo comprova que ela pode causar um maior dano à função hepática. Portanto, pacientes que fazem uso de capecitabina devem ter um acompanhamento rigoroso, a fim de evitar complicações causadas pela quimioterapia citotóxica.
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