Mudança do estilo de vida : adesão e manutenção do tratamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Susin, Nathália
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Psicologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/830
Resumo: A primeira escolha de tratamento para pacientes com Síndrome Metabólica é a mudança do estilo de vida, que contempla a prática de exercício físico e alimentação saudável, sendo o Modelo Transteórico de Mudança (MTT) uma das abordagens mais utilizadas para intervir em relação a estes comportamentos. No entanto, a literatura aponta, apesar da escassez de estudos, que os pacientes têm dificuldade de aderir às orientações propostas e manter as mudanças alcançadas após o término do tratamento. Esta dissertação buscou contemplar estas duas questões e foi composta por duas seções. A primeira comparou as características da linha de base entre indivíduos com SM que concluíram e não concluíram um ensaio clínico randomizado, visando à modificação do estilo de vida e risco cardiovascular (MERC), baseado no MTT, e identificou os fatores associados à conclusão do tratamento. Foram avaliados 127 sujeitos com média de idade de 49,58 anos (DP=7,77) e diagnóstico de SM, que participaram do programa MERC entre os anos de 2010 e 2012. A maior parte da amostra concluiu a intervenção (p<0,01), sendo que, aqueles indivíduos com idade acima de 50 anos (OR: 7,5; IC95%: 1,2 46,7; p<0,05), que fazem exercício (OR: 1,9; IC95%: 1,0 - 7,0; p<0,05), têm religião (OR: 4,6; IC95%: 1,1-13,2; p<0,05), auto-eficácia alta para regular hábito alimentar (OR: 1,2; IC95%: 1,0 2,3; p<0,05), não apresentam compulsão alimentar (OR: 6,1; IC95%: 2,1 23,8; p<0,05) e não possuem depressão (OR: 4,9; IC95%: 1,4 19,4; p<0,05), têm mais chance de concluir o tratamento. A segunda seção realizou o seguimento (T3) dos participantes do programa MERC, em média, um ano após a avaliação inicial (T1). A amostra foi composta por 55 indivíduos, com SM e idade média de 51,9 anos (DP= 6,5), divididos em 3 grupos: Intervenção Grupal IG (n=19); Intervenção Individual - II (n=20); Intervenção Padrão - IP (n=16). O efeito do tempo foi significativo (<0,001), com uma diminuição das médias do peso, índice de massa corporal, circunferência abdominal, pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica. Houve diferença entre os grupos apenas em relação ao peso, em que somente os indivíduos da II e da IG mantiveram os resultados do tratamento e ainda apresentaram uma redução significativa quando comparados T3 e T1, e à PAS, com a II sobressaindo-se em relação às demais. No T3, grande parte dos indivíduos ainda estava motivada, mas com auto-eficácia média para regular hábito alimentar e média/baixa para realizar exercício físico, o que reforça a necessidade de realizar o acompanhamento contínuo destes pacientes. Os resultados apontam que um programa interdisciplinar, visando à mudança de estilo de vida, baseado no MTT, é efetivo no manejo de pacientes com SM, não só em relação à promoção da adesão, como à manutenção dos resultados do tratamento.
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A primeira comparou as características da linha de base entre indivíduos com SM que concluíram e não concluíram um ensaio clínico randomizado, visando à modificação do estilo de vida e risco cardiovascular (MERC), baseado no MTT, e identificou os fatores associados à conclusão do tratamento. Foram avaliados 127 sujeitos com média de idade de 49,58 anos (DP=7,77) e diagnóstico de SM, que participaram do programa MERC entre os anos de 2010 e 2012. A maior parte da amostra concluiu a intervenção (p<0,01), sendo que, aqueles indivíduos com idade acima de 50 anos (OR: 7,5; IC95%: 1,2 46,7; p<0,05), que fazem exercício (OR: 1,9; IC95%: 1,0 - 7,0; p<0,05), têm religião (OR: 4,6; IC95%: 1,1-13,2; p<0,05), auto-eficácia alta para regular hábito alimentar (OR: 1,2; IC95%: 1,0 2,3; p<0,05), não apresentam compulsão alimentar (OR: 6,1; IC95%: 2,1 23,8; p<0,05) e não possuem depressão (OR: 4,9; IC95%: 1,4 19,4; p<0,05), têm mais chance de concluir o tratamento. A segunda seção realizou o seguimento (T3) dos participantes do programa MERC, em média, um ano após a avaliação inicial (T1). A amostra foi composta por 55 indivíduos, com SM e idade média de 51,9 anos (DP= 6,5), divididos em 3 grupos: Intervenção Grupal IG (n=19); Intervenção Individual - II (n=20); Intervenção Padrão - IP (n=16). O efeito do tempo foi significativo (<0,001), com uma diminuição das médias do peso, índice de massa corporal, circunferência abdominal, pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica. Houve diferença entre os grupos apenas em relação ao peso, em que somente os indivíduos da II e da IG mantiveram os resultados do tratamento e ainda apresentaram uma redução significativa quando comparados T3 e T1, e à PAS, com a II sobressaindo-se em relação às demais. No T3, grande parte dos indivíduos ainda estava motivada, mas com auto-eficácia média para regular hábito alimentar e média/baixa para realizar exercício físico, o que reforça a necessidade de realizar o acompanhamento contínuo destes pacientes. Os resultados apontam que um programa interdisciplinar, visando à mudança de estilo de vida, baseado no MTT, é efetivo no manejo de pacientes com SM, não só em relação à promoção da adesão, como à manutenção dos resultados do tratamento.The first choice of treatment for patients with Metabolic Syndrome (MS) is the lifestyle changing, which includes the practice of physical exercise and healthy eating, being the Transtheoretical Model of Change (TTM) one of the most used approaches to intervene in relation to these behaviors. However, the literature points out, despite the paucity of studies, that patients have difficulty in adhere to the proposed orientations and keep the changes achieved after the end of treatment. This dissertation sought to address these two subjects and was composed of two sections. The first compared the baseline characteristics between subjects with MS who completed and did not complete a randomized clinical trial, based on TTM, in order to modify the lifestyle and cardiovascular risk (MERC), and identified factors associated with treatment completion. Were assessed, 127 subjects with a mean age of 49.58 years (SD = 7.77) and diagnosis of MS, enrolled at MERC between the years 2010 and 2012. Most of the sample completed the intervention (p <0.01), whereas those individuals older than 50 years (OR: 7.5, 95% CI 1.2 to 46.7, p <0.05 ), who exercise (OR: 1.9, 95% CI: 1.0 - 7.0, p <0.05), have religion (OR: 4.6, 95% CI 1.1 to 13.2; p <0.05), high self-efficacy for regular eating habits (OR: 1.2, 95% CI: 1.0 - 2.3, p <0.05), don t have binge eating (OR: 6.1 95% CI: 2.1 to 23.8, p <0.05) and don t have depression (OR: 4.9, 95% CI: 1.4 to 19.4, p <0.05), are more likely to complete the treatment. The second section conducted the follow-up (T3) of the MERC program participants, on average, one year after the initial assessment (T1). The sample consisted of 55 individuals with MS and an average age of 51.9 years (SD = 6.5), divided into 3 groups: Group Intervention - GI (n = 19); Individual Intervention - II (n = 20); Standard Intervention - SI (n = 16). Time effect was significant (<0.001), with a decrease in weight, body mass index, waist circumference, diastolic and systolic blood pressure (SBP) means. There were differences between groups only regarding weight, wherein just the individuals of GI and II maintained treatment outcomes and still showed a significant reduction when compared T3 and T1, and SBP, with II standing out in relation to others. At T3, most individuals were motivated, but with selfefficacy on average for regulating eating habit and medium/low to perform physical exercise, which reinforces the need for monitoring continuously these patients. The results show that an interdisciplinary program, aimed at lifestyle changing, based on MTT, is effective in the management of patients with MS, not only in relation to adherence promotion, but also in maintenance of treatment outcomes.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de PsicologiaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em PsicologiaOliveira, Margareth da Silvahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787349U7Susin, Nathália2015-04-14T13:22:12Z2013-05-162013-03-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSUSIN, Nathália. Mudança do estilo de vida : adesão e manutenção do tratamento. 2013. 35 f. 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