Blanchot mediador de Mallarmé : uma leitura de Igitur

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Damásio, Loecy Rosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11038
Resumo: Stéphane Mallarmé, poeta francês do séculos XIX, sondou a palavra poética, empenhando-se a fundo numa reflexão que rompeu com filosofias tradicionais e resultou numa estética revolucionária e influenciadora de artistas, teóricos e pensadores da época. Mallarmé, embora adepto das ciências ocultas disseminadas no círculo da elite sua contemporânea, adaptou-as ao seu “imaginário”, não de modo a deformá-las, mas de permitir um casamento entre suas concepções artísticas e místicas. Igitur ou a Loucura de Elbehnon, um texto inacabado, prenúncio do poema Un Coup de Des Jamais N'abolira le Hasard (Um lance de dados jamais abolira o acaso), manifesta-se como instante essencial em que a experiência radical do autor com a literatura transita de “uma obra realizada” para “uma obra enquanto origem eterna de si mesma”, refém de seu inacabamento, e permanece como registro do que pretendia ser o seu Le Livre (“Livro Absoluto”). Além disso, encontram-se em sua tessitura, elementos em diálogo com a ciência cabalística. O legado do poeta francês, considerado, pelos historiadores e críticos literários, “o mais radical dos simbolistas”, em especial, Igitur ou a Loucura de Elbehnon, é aqui analisado através do escopo teórico de Maurice Blanchot, um dos mais importantes críticos da literatura moderna
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