Eficácia de exercícios pendulares no equilíbrio e na mobilidade de idosos sedentários atendidos em um ambulatório geriátrico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Oliveira, Charlene Brito de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2648
Resumo: Associado ao aumento do número de idosos na população observou-se o crescimento dos fatores relacionados ao processo do envelhecimento que podem levar à instabilidade postural, e consequentemente a quedas. Logo, é necessário prevenir as perdas que levam à instabilidade postural. Entre as alternativas possíveis, encontra-se uma miríade de programas de atividade física. Entretanto, não foram encontrados estudos sobre o uso de exercícios pendulares em idosos, que possibilitem ao indivíduo ultrapassar os limites naturais do seu centro de gravidade, podendo facilitar a resposta antecipada e o aprendizado motor necessários ao equilíbrio. Deste modo, é importante a avaliação dessa alternativa terapêutica. O presente estudo, portanto, foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os efeitos de um programa de exercícios pendulares no equilíbrio e na mobilidade funcional de idosos sedentários atendidos em um ambulatório geriátrico. Este ensaio clínico randomizado foi desenvolvido com 27 idosos divididos por sorteio simples em: Grupo Controle (GC; n=14; idade de 73,4 ± 6,1 anos; 13 mulheres) e Grupo Intervenção (GI; n=13; idade de 73,4 ± 6,1 anos; 12 mulheres), submetidos a testes de equilíbrio (Escala de Berg-EEB e Alcance Funcional - AF) e mobilidade (Timed up and Go test TUG) no início e no final do estudo. O GI foi submetido a 16 sessões de exercícios pendulares (2 vezes/semana, 30 minutos/sessão) no equipamento Ascensor, que consiste de uma estrutura de ferro no formato de um U invertido, a qual é afixada nas paredes do cômodo onde é instalada e utiliza molas e materiais inspirados no esporte de escalada. Foram realizados alongamentos antes e depois da sessão, composta por três exercícios: senta/levanta, pêndulo anterior e pêndulo posterior. As variáveis categóricas foram comparadas através do teste Exato de Fisher. Para as variáveis contínuas, as comparações intragrupo foram feitas através dos testes t de Student para dados pareados e teste de Wilcoxon, enquanto as comparações entre os grupos se deram através dos testes t de Student para grupos independentes e Mann-Whitney. O nível de significância adotado foi de 5%. Na análise pré-intervenção, os idosos não diferiram estatisticamente em termos de distribuição por sexo (p=0,275), idade (p=0,957), estado civil (p=1,000), cognição (p=0,730), TUG (p=0,879), EEB (p=0,327) e AF (p=0,314). Após a intervenção, os indivíduos apresentaram diferenças estatisticamente significativas em termos da mobilidade funcional (TUG pré=10,9±2s e pós=8,7±1,8s; p=0,001) e do equilíbrio (EEB pré=49,3±3,2 pontos e pós=54,8±1,4 pontos; p<0,001). Apesar de um incremento médio de 12% no alcance funcional, após a intervenção os idosos treinados não apresentaram diferença estatisticamente significativa nessa medida de equilíbrio (AF pré=26,6±10,7cm e pós=29,8±3,5cm; p= 0,296). Após a intervenção, no GC não foi detectada diferença significativa em nenhum dos testes funcionais utilizados. Não foram observados intercorrências ou efeitos indesejados durante e após o treinamento com os exercícios pendulares Portanto, conclui-se que os exercícios pendulares, além de seguros para a aplicação entre idosos, levaram a melhora significativa na mobilidade funcional e no equilíbrio.
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