Fatores associados à incapacidade funcional numa amostra de idosos de Porto Alegre-RS
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2609 |
Resumo: | Introdução: Mudanças físicas e emocionais comprometem a qualidade de vida e podem levar à fragilidade o que predispõem o desenvolvimento de doenças. O declínio funcional considerado na velhice como de caráter multidimensional, multifuncional, multicausal pode levar à disabilidade, fragilidade e co-morbidades sendo altamente prevalente em idosos conferindo alto risco de saúde, mortalidade, hospitalização, institucionalização e quedas. Objetivo geral construir pontos de referência que auxiliem na compreensão da incapacidade funcional e melhoria nas ações prevenção e tratamento. Objetivos específicos identificar e analisar se existe relação entre incapacidade funcional (Índice de Barthel) com: doenças crônico-degenerativas, presença de anemia, mobilidade (Teste Time Up and Go), força de preensão palmar e função cognitiva (Mini-exame do estado mental); propor uma abordagem interdisciplinar em relação à prevenção e tratamento da incapacidade funcional. Metodologia: Estudo observacional transversal com uma amostra preliminar de 242 idosos do Projeto Idosos de Porto Alegre Fase II no mês de janeiro de 2006 e aplicado os instrumentos: Índice de Barthel para medida da incapacidade funcional, presença de doenças crônico-degenerativas, anemia, Mini Exame do Estado Mental, Teste Timed Up and Go e a medida da força de preensão palmar. A análise das variáveis associadas à incapacidade funcional foi realizada por meio da regressão logística múltipla. Resultados: Ao invés, de processos agudos que evoluem para cura ou óbito, tornam-se predominantes às doenças crônico-degenerativas, suas complicações e como, freqüentemente, elas sobrepõem-se, sendo a presença de multipatologias e plurimorbidades uma característica importante nos idosos, ocasionando déficit das reservas e da resistência aos agentes estressores, resultando em um declínio de múltiplos sistemas fisiológicos levando à vulnerabilidade e a temível dependência funcional. Mantiveram um efeito independente e significativo com a incapacidade funcional as seguintes variáveis: Teste Time Up & Go (OR= 1,133; 95% IC: 1,052-1,221), presença de duas ou mais doenças crônico-degenerativas (OR=2,525;95% IC:1,301- 4,901), e o estado mental nos valores entre 24 a 26 (OR=2,217; 95% IC:1,074- 4,577). Conclusões: o declínio do estado fisiológico e psicológico prevalentes nos idosos resulta na dificuldade de manter a homeostasia corporal em face à exacerbação das doenças crônico-degenerativas.Como principais resultados do estudo destacam-se: a) dos 165 idosos, que apresentaram duas ou mais doenças crônico-degenerativas, 73 foram considerados com dependência o que significa constituir fator independente para risco de incapacidade funcional; b) em relação ao Teste Timed Up and Go, que forneceu a variável tempo de mobilidade física foi identificada associação independente com a incapacidade funcional; c) relativo ao Mini-Mental, a presença de déficit cognitivo não foi identificado como fator independente para produzir declínio na realização das atividades básicas da vida diária; d) referente ao Índice de Barthel foi encontrada a porcentagem de 37,2% (90 dos 242 idosos); e) não apresentou significância estatística o resultado referente à força de preensão palmar, anemia e incapacidade funcional, tendo-se encontrado uma maior força de preensão palmar nos idosos do gênero masculino; f) em 242 idosos (75,6% do gênero feminino e 24,4% do gênero masculino) a anemia se fez presente em 27 idosos (11,2%), sendo a proporção de 48% (13) do gênero masculino e 51,9% (14) no feminino; g) em relação a associação entre incapacidade funcional e anemia, não foram encontrados valores significativos. A partir destes resultados foi possível afirmar que a tese Existe relação entre incapacidade funcional, avaliada pelo Índice de Barthel, e os fatores presença de anemia, função cognitiva, mobilidade do paciente, medida da força de preensão palmar e presença de doenças crônico-degenerativas foi confirmada em parte, em razão de não comprovação de relação com a presença de anemia, incapacidade funcional e doenças cardiovasculares.A saúde não é mais medida pela presença ou não de doenças, e sim pelo grau de preservação da capacidade funcional. Dessa forma cabe ao profissional da saúde dar atenção e apoio ao idoso, buscando manter uma boa qualidade de vida, bem como condições emocionais, sociais e fisiológica estáveis. |
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Fatores associados à incapacidade funcional numa amostra de idosos de Porto Alegre-RSGERIATRIAGERONTOLOGIAENVELHECIMENTOIDOSOS - DOENÇASIDOSOS - RIO GRANDE DO SULCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEIntrodução: Mudanças físicas e emocionais comprometem a qualidade de vida e podem levar à fragilidade o que predispõem o desenvolvimento de doenças. O declínio funcional considerado na velhice como de caráter multidimensional, multifuncional, multicausal pode levar à disabilidade, fragilidade e co-morbidades sendo altamente prevalente em idosos conferindo alto risco de saúde, mortalidade, hospitalização, institucionalização e quedas. Objetivo geral construir pontos de referência que auxiliem na compreensão da incapacidade funcional e melhoria nas ações prevenção e tratamento. Objetivos específicos identificar e analisar se existe relação entre incapacidade funcional (Índice de Barthel) com: doenças crônico-degenerativas, presença de anemia, mobilidade (Teste Time Up and Go), força de preensão palmar e função cognitiva (Mini-exame do estado mental); propor uma abordagem interdisciplinar em relação à prevenção e tratamento da incapacidade funcional. Metodologia: Estudo observacional transversal com uma amostra preliminar de 242 idosos do Projeto Idosos de Porto Alegre Fase II no mês de janeiro de 2006 e aplicado os instrumentos: Índice de Barthel para medida da incapacidade funcional, presença de doenças crônico-degenerativas, anemia, Mini Exame do Estado Mental, Teste Timed Up and Go e a medida da força de preensão palmar. A análise das variáveis associadas à incapacidade funcional foi realizada por meio da regressão logística múltipla. Resultados: Ao invés, de processos agudos que evoluem para cura ou óbito, tornam-se predominantes às doenças crônico-degenerativas, suas complicações e como, freqüentemente, elas sobrepõem-se, sendo a presença de multipatologias e plurimorbidades uma característica importante nos idosos, ocasionando déficit das reservas e da resistência aos agentes estressores, resultando em um declínio de múltiplos sistemas fisiológicos levando à vulnerabilidade e a temível dependência funcional. Mantiveram um efeito independente e significativo com a incapacidade funcional as seguintes variáveis: Teste Time Up & Go (OR= 1,133; 95% IC: 1,052-1,221), presença de duas ou mais doenças crônico-degenerativas (OR=2,525;95% IC:1,301- 4,901), e o estado mental nos valores entre 24 a 26 (OR=2,217; 95% IC:1,074- 4,577). Conclusões: o declínio do estado fisiológico e psicológico prevalentes nos idosos resulta na dificuldade de manter a homeostasia corporal em face à exacerbação das doenças crônico-degenerativas.Como principais resultados do estudo destacam-se: a) dos 165 idosos, que apresentaram duas ou mais doenças crônico-degenerativas, 73 foram considerados com dependência o que significa constituir fator independente para risco de incapacidade funcional; b) em relação ao Teste Timed Up and Go, que forneceu a variável tempo de mobilidade física foi identificada associação independente com a incapacidade funcional; c) relativo ao Mini-Mental, a presença de déficit cognitivo não foi identificado como fator independente para produzir declínio na realização das atividades básicas da vida diária; d) referente ao Índice de Barthel foi encontrada a porcentagem de 37,2% (90 dos 242 idosos); e) não apresentou significância estatística o resultado referente à força de preensão palmar, anemia e incapacidade funcional, tendo-se encontrado uma maior força de preensão palmar nos idosos do gênero masculino; f) em 242 idosos (75,6% do gênero feminino e 24,4% do gênero masculino) a anemia se fez presente em 27 idosos (11,2%), sendo a proporção de 48% (13) do gênero masculino e 51,9% (14) no feminino; g) em relação a associação entre incapacidade funcional e anemia, não foram encontrados valores significativos. A partir destes resultados foi possível afirmar que a tese Existe relação entre incapacidade funcional, avaliada pelo Índice de Barthel, e os fatores presença de anemia, função cognitiva, mobilidade do paciente, medida da força de preensão palmar e presença de doenças crônico-degenerativas foi confirmada em parte, em razão de não comprovação de relação com a presença de anemia, incapacidade funcional e doenças cardiovasculares.A saúde não é mais medida pela presença ou não de doenças, e sim pelo grau de preservação da capacidade funcional. Dessa forma cabe ao profissional da saúde dar atenção e apoio ao idoso, buscando manter uma boa qualidade de vida, bem como condições emocionais, sociais e fisiológica estáveis.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulInstituto de Geriatria e GerontologiaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Gerontologia BiomédicaSouza, Valdemarina Bidone de Azevedo ehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783394Y2Bonardi, Gislaine2015-04-14T13:53:30Z2006-12-292006-12-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfBONARDI, Gislaine. Fatores associados à incapacidade funcional numa amostra de idosos de Porto Alegre-RS. 2006. 109 f. 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