Desenvolvimento de membranas de poliuretano com rapamicina e seu potencial uso em regeneração vascular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Cabral, Emanuelli Lourenço
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Engenharia
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7114
Resumo: O uso de biopolímeros que possam substituir ou restaurar tecidos danificados no corpo humano é necessário para a melhoria na qualidade e expectativa de vida da população. Neste sentido, o presente projeto visa o estudo e desenvolvimento de diferentes membranas baseadas em poliuretano bioestável, a incorporação da rapamicina, um fármaco antitrombogênico que pode auxiliar na inibição do estreitamento dos vasos sanguíneos, e a avaliação para verificar sua potencial aplicação na área vascular. Sendo assim, as membranas obtidas apresentaram três morfologias distintas, uma membrana com superfície totalmente porosa (tamanho médio de poros de 3,3 μm ± 0,8 μm) – denominada PU poroso – outra com irregularidades em sua superfície, porém sem poros – PU denso – e por fim, uma membrana com interconexões internas – PU lixiviado. Para cada membrana foram realizados ensaios como teste de inchamento e análise do ângulo de contato. O PU lixiviado apresentou maior média de absorção de fluido corpóreo e o PU poroso apresentou maior hidrofilicidade, contudo, após a adição da rapamicina o PU denso mostrou-se mais hidrofílico. Em relação ao teste de calcificação, as três membranas apresentaram depósito de minerais, o que não ocorreu para o PU denso após a adição do fármaco. As caracterizações térmicas das membranas mostraram-se de acordo com a literatura para poliuretanos, assim como o comportamento mecânico. Por fim, os estudos de citotoxicidade mostraram que as membranas não são citotóxicas, podendo ser utilizadas dentro do nosso organismo. Dessa maneira, as membranas obtidas mostram-se interessantes e com grande potencial de uso e aperfeiçoamento
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