Genômica da origem híbrida do golfinho Stenella Clymene

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Kessler, Amanda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Ciências
Brasil
PUCRS
Programa de Pós Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8578
Resumo: A hibridação tem se mostrado muito mais prevalente em animais do que se pensava anteriormente, em especial com o uso crescente de dados genômicos. Foi sugerido recentemente, com base em dados morfológicos e moleculares (mtDNA e poucos loci nucleares), que o golfinho Clymene, Stenella clymene, originou-se da hibridação entre Stenella longirostris e Stenella coeruleoalba. Aqui nós usamos os genomas nucleares e mitocondriais destas espécies e outras três espécies de golfinhos para testar esta hipótese e reconstruir sua história evolutiva. A árvore de espécies baseada nos genomas nucleares, altamente suportada, mostrou que S. clymene e S. longirostris são espécies irmãs, assim como S. coeruleoalba e T. truncatus, posicionadas em dois clados diferentes. Em contraste, na filogenia do genoma mitocondrial, S. longirostris e S. coeruleoalba trocaram de posição, na qual S. coeruleoalba é irmã de S. clymene e S. longirostris está distantemente relacionada a elas, próxima de T. truncatus. Análises de mistura e introgressão não mostraram evidência de S. clymene como espécie híbrida, mas encontramos fortes evidências de um evento de introgressão no qual cerca de 40% do genoma do ancestral de S. clymene e S. longirostris veio de S. coeruleoalba. Esses resultados e o padrão de discordância mito-nuclear sugerem uma introgressão bidirecional, mas com viés de sexo (feminino), que teria substituido completamente (trocado) os genomas mitocondriais originais de S. longirostris e S. coeruleoalba. Encontramos também evidências de introgressão (13%) dos ancestrais de S. longirostris, S. clymene e D. delphis em S. coeruleoalba e um nível muito pequeno (1,4%) de introgressão de S. frontalis em S. longirostris.
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