A alteridade como estatuto ético em tempos pandêmicos uma construção a partir de Emmanuel Levinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Bortolanza, Marina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Humanidades
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10883
Resumo: O objetivo central desta pesquisa é o de refletir como, a partir dos pressupostos levinasianos e diante da atual crise da sociedade contemporânea, fiel à tradição filosófica ocidental, é possível o estabelecimento de relações humanas sustentáveis entre as pessoas e destas com o mundo. Pretende-se defender que a sociedade contemporânea vive um tempo sindêmico, fruto da cultura filosófica ocidental muito bem representada nos pensamentos de E. Husserl e M. Heidegger, os quais concebem a subjetividade como constituidora do mundo, centrada em si e escrava de sua própria razão, intensificando a cultura do Mesmo que abarca e domina tudo, inclusive o Outro. Busca-se apresentar, por meio da visão de filósofos, sociólogos, psicólogos e médicos, alguns dos sintomas deste tempo doente, quais sejam, o medo, a solidão e a violência. Defende-se, por outro lado, que a filosofia apresentada por E. Levinas rompe as estruturas da filosofia ocidental ao revelar o Outro como Infinito ético, o qual não se corrompe nem se deixa dominar pelo Eu, proporcionando a superação das ideias de dominação e totalidade, e, assim, tornando possível a construção de um caminho sustentável para as relações entre o Eu e o Outro. Por fim, busca-se demonstrar que o caminho possível para a construção ou a cura da sociedade sindêmica na atualidade é o Eu responsável pelo Outro e pela humanidade. Para tanto, este estudo tem como objeto de análise central a obra Totalidade e Infinito: ensaio sobre a exterioridade (1961), de E. Levinas. Desse modo, esta pesquisa visa instigar uma nova forma de olhar e agir, desvencilhada da ideia do Ser, defendendo que o Outro é o caminho para relações humanas sustentáveis
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