Efeitos da dupla tarefa cognitivo-motora sobre a mobilidade funcional de longevos caidores e não caidores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Brauner, Fabiane de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8734
Resumo: As alterações cognitivo-motoras são aquelas que mais contribuem para o comprometimento da mobilidade em idosos, o que geralmente é acompanhado pela elevação do risco de quedas. Longevos são idosos com idade acima de 80 anos, que estão mais vulneráveis à tais eventos quando comparados aos idosos mais jovens. Neste contexto, sabemos que o ato de girar, aumenta a susceptibilidade à instabilidade postural, haja vista a natureza de suas características biomecânicas. Apesar da estabilidade da marcha ser bastante estudada em idosos, até o presente momento, ainda não se conhece a contento as alterações da marcha não-linear na população de idosos longevos, tampouco se o desempenho cognitivo-motor durante tal situação pode ser um bom preditor independente do histórico de quedas em longevos avaliados em seu ambiente domiciliar. Além disso, ainda não se sabe se a avaliação da marcha em dupla-tarefa cognitivomotora (DT) pode agregar valor para a determinação da chance de quedas em longevos. Portanto, a presente pesquisa teve como objetivo principal avaliar a capacidade de predição dos testes Timed Up and Go (TUG) simples e em DT cognitivo-motora para o histórico de quedas em longevos não-institucionalizados. Neste estudo caso-controle, as avaliações ocorreram nas residências dos longevos, onde realizou-se seis tentativas válidas do teste TUG, sendo 3 em modo simples e 3 em DT, com o auxílio do sensor inercial G-Walk e um smartphone Motorola para filmagem dos testes. A amostra foi composta por 60 longevos com idade ≤85 anos, residentes na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dados sociodemográficos, níveis de atividade física, estado mental, presença de sintomas depressivos, preocupação com a ocorrência de quedas, fármacos em uso, autopercepção de equilíbrio funcional e o teste do alcance funcional também foram avaliados por instrumentos específicos. A caracterização da amostra deu-se por meio da estatística descritiva. A comparação de desempenho entre as modalidades do TUG (simples e DT) foi realizada pela ANOVA de medidas repetidas. Por fim, a predição da chance de quedas foi realizada com o emprego da regressão logística binária. Todas as análises foram realizadas no pacote estatístico SPSS 17.0. Os resultados demonstram que os idosos incluídos, eram fisicamente ativos e não possuíam alterações aparentes quanto ao estado mental. A realização do TUG em DT, embora reduza o desempenho dos idosos durante a realização do teste, não confere uma maior capacidade preditiva ao teste para diferenciar sujeitos caidores e não caidores. No entanto, a fase de giro 1800 ou seja a transição entre a marcha de ida e a de volta, mostrou-se superior ao tempo total do TUG para a predição da chance de quedas, tanto em tarefa simples quanto em DT. Por fim, ser fisicamente ativo foi o principal fator protetor independente para a ocorrência de quedas.
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Apesar da estabilidade da marcha ser bastante estudada em idosos, até o presente momento, ainda não se conhece a contento as alterações da marcha não-linear na população de idosos longevos, tampouco se o desempenho cognitivo-motor durante tal situação pode ser um bom preditor independente do histórico de quedas em longevos avaliados em seu ambiente domiciliar. Além disso, ainda não se sabe se a avaliação da marcha em dupla-tarefa cognitivomotora (DT) pode agregar valor para a determinação da chance de quedas em longevos. Portanto, a presente pesquisa teve como objetivo principal avaliar a capacidade de predição dos testes Timed Up and Go (TUG) simples e em DT cognitivo-motora para o histórico de quedas em longevos não-institucionalizados. Neste estudo caso-controle, as avaliações ocorreram nas residências dos longevos, onde realizou-se seis tentativas válidas do teste TUG, sendo 3 em modo simples e 3 em DT, com o auxílio do sensor inercial G-Walk e um smartphone Motorola para filmagem dos testes. A amostra foi composta por 60 longevos com idade ≤85 anos, residentes na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Dados sociodemográficos, níveis de atividade física, estado mental, presença de sintomas depressivos, preocupação com a ocorrência de quedas, fármacos em uso, autopercepção de equilíbrio funcional e o teste do alcance funcional também foram avaliados por instrumentos específicos. A caracterização da amostra deu-se por meio da estatística descritiva. A comparação de desempenho entre as modalidades do TUG (simples e DT) foi realizada pela ANOVA de medidas repetidas. Por fim, a predição da chance de quedas foi realizada com o emprego da regressão logística binária. Todas as análises foram realizadas no pacote estatístico SPSS 17.0. Os resultados demonstram que os idosos incluídos, eram fisicamente ativos e não possuíam alterações aparentes quanto ao estado mental. A realização do TUG em DT, embora reduza o desempenho dos idosos durante a realização do teste, não confere uma maior capacidade preditiva ao teste para diferenciar sujeitos caidores e não caidores. No entanto, a fase de giro 1800 ou seja a transição entre a marcha de ida e a de volta, mostrou-se superior ao tempo total do TUG para a predição da chance de quedas, tanto em tarefa simples quanto em DT. Por fim, ser fisicamente ativo foi o principal fator protetor independente para a ocorrência de quedas.Cognitive-motor changes have an important contribution to mobility impairment in the elderly, which is usually followed by an increasing risk of falls. Oldest old are elderly people over 80 years of age, who, unfortunately, are more vulnerable to such events. In this context, the act of turning, due to its biomechanical characteristics, is known to increase susceptibility to postural instability. Although gait stability has been widely studied in the elderly, research on changes in nonlinear gait features among the oldest old is scarce. Moreover, regarding the history of fall, the predictive value of cognitive-motor performance while walking in the home environment in the oldest old is unknown. Therefore, the present study aims to evaluate the predictive capacity of the simple Timed Up and Go (TUG) and cognitive-motor TUG tests for the history of falls in the non-institutionalized oldest old. In this case-control study, the tests were carried out in the participants’ residences. Six valid attempts of the TUG test were performed, 3 in simple mode and 3 in DT, using the inertial sensor G-Walk and a smartphone Moto G5 to record the tests. The sample consisted of 60 oldest old subjects aged ≥85, from Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Socio-demographic data, levels of physical activity, mental state, presence of depressive symptoms, concern about the occurrence of falls, medicine use, self-perception of functional balance and the functional scope test were also assessed using specific instruments. Descriptive statistics were used to characterize the sample. The TUG modalities (simple and TD) performance was compared using repeated measures ANOVA. Finally, the prediction of history of falls was assessed using binary logistic regression. All analyzes were performed in the SPSS 17.0 statistical package. The results showed that the elderly in this study, in general, were physically active and had no apparent changes in mental status. Whilst DT reduced the performance of the oldest old during the test, this TUG modality did not provide a greater predictive capacity to distinguish between fallers and non-fallers. However, the non-linear gait (turning 180º) was superior to the total TUG time for predicting the chance of falls, in both single and DT task. Finally, being physically active was the main independent protective factor to the occurrence of falls.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Gerontologia BiomédicaMestriner, Regis Gemerascahttp://lattes.cnpq.br/1475439425044370Brauner, Fabiane de Oliveira2019-06-18T13:44:02Z2019-03-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8734porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2021-06-21T15:00:16Zoai:tede2.pucrs.br:tede/8734Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2021-06-21T15:00:16Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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