Lógica da alteridade de Hegel : uma leitura lógica da figura do senhor e do servo segundo P.-J. Labarrière

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Costa, André Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/2803
Resumo: Este trabalho tem como temática central o estatuto da alteridade dentro da Filosofia de Hegel. Pretende-se compreender a Filosofia hegeliana através da alteridade como conceito fundamental para sua estrutura. Trataremos, portanto, de verificar como a Filosofia hegeliana, ao contrário do que afirmam os críticos da totalidade, está afastada do modelo da Identidade e próxima ao que é denominado de modelo da Identidade da Identidade e da diferença, visto que nesta a alteridade não é anulada, mas suprassumida (negada, conservada e elevada). Para tanto, nos apoiaremos na leitura de Labarrière sobre a alteridade em Hegel, diferenciando esta posição das da Kojève e Hyppolite. A Filosofia de Hegel, para Labarrière, apresenta o silogismo que leva a unidade à diferença de seus extremos (imediatidade imediata e imediatidade mediada). Para isso, entretanto, faz-se necessária a presença do termo médio como função reflexiva. Assumimos a compreensão assumida por Labarrière de que também há uma lógica por trás da consciência. Nosso trabalho, dessa forma, ao delimitar o tema da alteridade na esfera da subjetividade, pretende verificar o estatuto deste conceito na figura do Senhor e do Servo. A lógica que está por trás da Fenomenologia do Espírito apresenta as categorias da Ciência da Lógica. Assim, tomaremos a figura do Senhor e do Servo como momento lógico correspondente à lógica da Essência. Nesta figura, encontramos a passagem de uma relação da consciência com o mundo para uma relação intersubjetiva, isto é, a consciência toma reflexivamente outra consciência como objeto. Para Hegel, a formação de uma autoconsciência só pode ocorrer pela situação de intersubjetividade. A constituição de uma alteridade subjetiva e o reconhecimento do outro como igual, portanto, é necessária para a emergência da autoconsciência.
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