Secagem por aspersão da polpa do mandacaru.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Arali da Silva.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/2686
Resumo: O objetivo deste trabalho foi obter um produto em pó a partir da polpa do fruto do mandacaru, através da secagem por aspersão, avaliá-lo após a desidratação e monitorá-lo durante 50 dias de armazenamento em condições controladas de umidade relativa (57,7%) e na temperatura de 25 °C, em diferentes dextroses equivalentes (DE = 10 e DE = 14), na concentração de 10% de maltodextrina. Foram realizadas secagens por aspersão para selecionar as melhores formulações elaboradas com a polpa e diferentes concentrações de maltodextrina (10, 15 e 20%) com diferentes dextroses equivalentes, DE = 10 e DE = 14, com temperatura do ar de secagem de 170 °C, bico pneumático de 1,2 mm, vazão da bomba peristáltica de 0,5 L/h e vazão do ar comprimido de 0,3 L/min; em seguida, estudou-se o comportamento reológico da polpa e das formulações, na temperatura de 10 °C e se ajustaram os modelos de Ostwald-de-Waelle, Herschel-Bulkley e Casson aos dados experimentais. A polpa do fruto do mandacaru, suas formulações e as amostras em pó obtidas após a secagem, foram caracterizadas química, física e físico-químicamente, através da análise do pH, sólidos solúveis, ácido ascórbico, sólidos totais, teor de água, acidez total titulável, açúcares totais, redutores e não redutores, cinzas, cor (luminosidade, intensidade de vermelho e intensidade de amarelo) e atividade de água e massa específica para a polpa e formulações, objetivando analisar a influência das dextroses equivalentes e suas correspondentes concentrações. Também foram avaliadas as propriedades ligadas à instantaneidade do produto em pó e se apontaram possíveis diferenças entre os aditivos e as concentrações empregadas por meio da solubilidade, molhabilidade e tempo de reconstituição. Determinaram-se as isotermas de adsorção de água nas temperaturas de 20, 30 e 40 °C nos produtos em pó formulados com 10% de maltodextrina, nas DE = 10 e DE = 1 4 ; todas as amostras foram ajustadas aos modelos de GAB, Peleg e Oswin. A polpa do fruto do mandacaru foi considerada ácida embora com baixo conteúdo de ácido ascórbico, de caráter pseudoplástico, cujo modelo de Herschel-Bulkley demonstrou ser o melhor para predizer os dados experimentais. As formulações não só apresentaram o mesmo comportamento reológico, pseudoplástico, mas também consideraram o modelo de Herschel-Bulkley o mais ajustável aos dados experimentais; todavia, as adições de diferentes concentrações de maltodextrina e distintas dextroses equivalentes modificaram as características inicias da polpa integral. As amostras em pó com DE = 10 e da DE = 14 apontaram características similares. Durante o armazenamento as diferenças foram mais acentuadas na DE = 14, embora as embalagens flexíveis laminadas não evitassem o aumento no teor de água e da intensidade de amarelo nem diminuição do ácido ascórbico, nas duas DEs. As isotermas de adsorção de água das amostras a 10% de maltodextrina foram classificadas como tipo I I , nas temperaturas de 30 e 40 °C, e tipo I I I , para a temperatura 20 °C; quanto ao modelo de melhor ajuste aos dados experimentais, o de Peleg expressou maior compatibilidade.
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spelling Secagem por aspersão da polpa do mandacaru.Spray drying of mandacaru pulp.Cereus Jamacaru P. DC.Mandacaru.Secagem por Aspersão.Dextrose Equivalente.Maltodextrina.Isotermas.Reologia.Spray drying.Equivalent Dextrose.Maltodextrin.Rheology.Isotherms.Engenharia AgrícolaO objetivo deste trabalho foi obter um produto em pó a partir da polpa do fruto do mandacaru, através da secagem por aspersão, avaliá-lo após a desidratação e monitorá-lo durante 50 dias de armazenamento em condições controladas de umidade relativa (57,7%) e na temperatura de 25 °C, em diferentes dextroses equivalentes (DE = 10 e DE = 14), na concentração de 10% de maltodextrina. Foram realizadas secagens por aspersão para selecionar as melhores formulações elaboradas com a polpa e diferentes concentrações de maltodextrina (10, 15 e 20%) com diferentes dextroses equivalentes, DE = 10 e DE = 14, com temperatura do ar de secagem de 170 °C, bico pneumático de 1,2 mm, vazão da bomba peristáltica de 0,5 L/h e vazão do ar comprimido de 0,3 L/min; em seguida, estudou-se o comportamento reológico da polpa e das formulações, na temperatura de 10 °C e se ajustaram os modelos de Ostwald-de-Waelle, Herschel-Bulkley e Casson aos dados experimentais. A polpa do fruto do mandacaru, suas formulações e as amostras em pó obtidas após a secagem, foram caracterizadas química, física e físico-químicamente, através da análise do pH, sólidos solúveis, ácido ascórbico, sólidos totais, teor de água, acidez total titulável, açúcares totais, redutores e não redutores, cinzas, cor (luminosidade, intensidade de vermelho e intensidade de amarelo) e atividade de água e massa específica para a polpa e formulações, objetivando analisar a influência das dextroses equivalentes e suas correspondentes concentrações. Também foram avaliadas as propriedades ligadas à instantaneidade do produto em pó e se apontaram possíveis diferenças entre os aditivos e as concentrações empregadas por meio da solubilidade, molhabilidade e tempo de reconstituição. Determinaram-se as isotermas de adsorção de água nas temperaturas de 20, 30 e 40 °C nos produtos em pó formulados com 10% de maltodextrina, nas DE = 10 e DE = 1 4 ; todas as amostras foram ajustadas aos modelos de GAB, Peleg e Oswin. A polpa do fruto do mandacaru foi considerada ácida embora com baixo conteúdo de ácido ascórbico, de caráter pseudoplástico, cujo modelo de Herschel-Bulkley demonstrou ser o melhor para predizer os dados experimentais. As formulações não só apresentaram o mesmo comportamento reológico, pseudoplástico, mas também consideraram o modelo de Herschel-Bulkley o mais ajustável aos dados experimentais; todavia, as adições de diferentes concentrações de maltodextrina e distintas dextroses equivalentes modificaram as características inicias da polpa integral. As amostras em pó com DE = 10 e da DE = 14 apontaram características similares. Durante o armazenamento as diferenças foram mais acentuadas na DE = 14, embora as embalagens flexíveis laminadas não evitassem o aumento no teor de água e da intensidade de amarelo nem diminuição do ácido ascórbico, nas duas DEs. As isotermas de adsorção de água das amostras a 10% de maltodextrina foram classificadas como tipo I I , nas temperaturas de 30 e 40 °C, e tipo I I I , para a temperatura 20 °C; quanto ao modelo de melhor ajuste aos dados experimentais, o de Peleg expressou maior compatibilidade.The aim o f this study was to obtain a product in powder form from mandacaru fruit pulp, using spray dryer, assess it and monitor it during 50 days of storage under controlled conditions of relative humidity (57.7%) and temperature(25 °C), at different dextrose equivalent values (DE = 10 and DE = 14), and concentration of 10% maltodextrin. Spray drying was conducted to select the best formulations prepared with the pulp and different concentrations of maltodextrin (10, 15 and 20%) and dextrose equivalent values (DE = 1 0 and 14), at drying temperature of 170 °C, pneumatic nipple (1.2 mm), peristaltic pump flow rate of 0.5 L/h and compressed air flow rate o f 0.3 L/min. The rheological behavior of the pulp and formulations was then analyzed, in the temperature of 10 °C, and the Ostwald-de-Waelle, Herschel-Bulkley and Casson were fit to experimental data. Mandacaru fruit pulp, its formulations and the pulp samples obtained after drying were submitted to chemical, physical and physicochemical characterization, using analysis of pH, soluble solids, ascorbic acid, total solids, moisture content, total titratable acidity, total sugars (reducing and non-reducing), ashes, color (luminosity, redness and yellowness) and water activity and density for the pulp and formulations, in order to determine the influence o f dextrose equivalent values and their corresponding concentrations. Properties related to the instantaneity of the powder product were also assessed, indicating possible differences between the additives and concentrations used in terms of solubility, wettability and reconstitution time. Moisture adsorption isotherms were determined in the temperatures of 20, 30 and 40 °C in the powder products prepared with 10% maltodextrin, and DE o f 10 and 14; all the samples were fit to the GAB, Peleg and Oswin models. The mandacaru fruit pulp was considered acidic, with low ascorbic acid content, and pseudoplastic behavior, where the Herschel-Bulkley model proved to be better at predicting the experimental data. The formulations exhibited the same rheological and pseudoplastic behavior; however, the addition o f different concentrations of maltodextrin and different dextrose equivalent values modified the initial characteristics of the whole pulp. Pulp samples with DE o f 10 and 14 displayed similar traits. During storage the differences were more marked at DE = 14, even though the flexible laminated packaging did not prevent an increase in moisture content and yellowness or a decrease in ascorbic acid, at the two de values. The moisture adsorption isotherms of the 10% maltodextrin samples were classified as type I I , in the temperatures of 30 and 40 °C, and type I I I , in the temperature of 20 °C, while the Peleg model best fit the experimental data.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRNPÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLAUFCGFIGUEIREDO, Rossana Maria Feitosa de.FIGUEIREDO, R.M.F.http://lattes.cnpq.br/8559146085477218QUEIROZ, Alexandre José de Melo.QUEIROZ, A.J.M.http://lattes.cnpq.br/5753860611703666ALEXANDRE, Hofsky Vieira.GOMES, Josivanda Palmeira.OLIVEIRA, Arali da Silva.2012-022019-02-06T10:18:54Z2019-02-062019-02-06T10:18:54Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/2686OLIVEIRA, Arali da Silva. Secagem por aspersão da polpa do mandacaru. 2012. 224 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agrícola), Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola, Centro de Tecnologias e Recursos Naturais, Universidade Federal de Campina Grande , Paraíba, Brasil, 2012. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/2686porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UCBinstname:Universidade Católica de Brasília (UCB)instacron:UCB2022-06-20T13:07:28Zoai:localhost:riufcg/2686Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.ucb.br/oai/requestsara.ribeiro@ucb.bropendoar:2022-06-20T13:07:28Repositório Institucional da UCB - Universidade Católica de Brasília (UCB)false
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description O objetivo deste trabalho foi obter um produto em pó a partir da polpa do fruto do mandacaru, através da secagem por aspersão, avaliá-lo após a desidratação e monitorá-lo durante 50 dias de armazenamento em condições controladas de umidade relativa (57,7%) e na temperatura de 25 °C, em diferentes dextroses equivalentes (DE = 10 e DE = 14), na concentração de 10% de maltodextrina. Foram realizadas secagens por aspersão para selecionar as melhores formulações elaboradas com a polpa e diferentes concentrações de maltodextrina (10, 15 e 20%) com diferentes dextroses equivalentes, DE = 10 e DE = 14, com temperatura do ar de secagem de 170 °C, bico pneumático de 1,2 mm, vazão da bomba peristáltica de 0,5 L/h e vazão do ar comprimido de 0,3 L/min; em seguida, estudou-se o comportamento reológico da polpa e das formulações, na temperatura de 10 °C e se ajustaram os modelos de Ostwald-de-Waelle, Herschel-Bulkley e Casson aos dados experimentais. A polpa do fruto do mandacaru, suas formulações e as amostras em pó obtidas após a secagem, foram caracterizadas química, física e físico-químicamente, através da análise do pH, sólidos solúveis, ácido ascórbico, sólidos totais, teor de água, acidez total titulável, açúcares totais, redutores e não redutores, cinzas, cor (luminosidade, intensidade de vermelho e intensidade de amarelo) e atividade de água e massa específica para a polpa e formulações, objetivando analisar a influência das dextroses equivalentes e suas correspondentes concentrações. Também foram avaliadas as propriedades ligadas à instantaneidade do produto em pó e se apontaram possíveis diferenças entre os aditivos e as concentrações empregadas por meio da solubilidade, molhabilidade e tempo de reconstituição. Determinaram-se as isotermas de adsorção de água nas temperaturas de 20, 30 e 40 °C nos produtos em pó formulados com 10% de maltodextrina, nas DE = 10 e DE = 1 4 ; todas as amostras foram ajustadas aos modelos de GAB, Peleg e Oswin. A polpa do fruto do mandacaru foi considerada ácida embora com baixo conteúdo de ácido ascórbico, de caráter pseudoplástico, cujo modelo de Herschel-Bulkley demonstrou ser o melhor para predizer os dados experimentais. As formulações não só apresentaram o mesmo comportamento reológico, pseudoplástico, mas também consideraram o modelo de Herschel-Bulkley o mais ajustável aos dados experimentais; todavia, as adições de diferentes concentrações de maltodextrina e distintas dextroses equivalentes modificaram as características inicias da polpa integral. As amostras em pó com DE = 10 e da DE = 14 apontaram características similares. Durante o armazenamento as diferenças foram mais acentuadas na DE = 14, embora as embalagens flexíveis laminadas não evitassem o aumento no teor de água e da intensidade de amarelo nem diminuição do ácido ascórbico, nas duas DEs. As isotermas de adsorção de água das amostras a 10% de maltodextrina foram classificadas como tipo I I , nas temperaturas de 30 e 40 °C, e tipo I I I , para a temperatura 20 °C; quanto ao modelo de melhor ajuste aos dados experimentais, o de Peleg expressou maior compatibilidade.
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