Políticas hídricas sob o signo da convivência com o semiárido: desafios para a democratização das águas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: PEDROSA, André de Sousa.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4719
Resumo: A preocupação crescente com a escassez, uso e gestão da água tem norteado diversos debates sobre o desenvolvimento de políticas hídricas. O Brasil, como a região rica em mananciais hídricos no mundo está a sofrer com suas perdas de água, devido a inacessibilidade e falta de manejo adequado de seu uso, principalmente na região nordeste do país. A persistência das graves problemáticas remete à atualidade de um dualismo existente entre os paradigmas que visam solucionar os problemas da falta de água no semiárido brasileiro através de políticas hídricas. Essas soluções são fundamentadas pelas estratégias de combate às secas e pela cultura da convivência com o semiárido. A pesquisa buscou analisar se o paradigma da convivência com o semiárido tem se constituído como um modelo abrangente para a formulação de políticas hídricas na região, que leve em conta as múltiplas demandas por água num campo marcado por conflitos distributivos e pela ameaça de privatização da água, como também se ele representa efetivamente uma mudança paradigmática em relação à formulação de políticas hídricas, superando assim o que se convencionou chamar de paradigma do combate à seca. A revisão da literatura e os estudos documentais possibilitaram o resgate dos processos de formulação dos pensamentos sobre aquela realidade assim como a identificação das formas de institucionalização e de efetivação das proposições de desenvolvimento nas iniciativas governamentais e de outros atores sociais. Os resultados da análise indicam que, diante da existência de um crescente debate em torno da democratização do acesso à água e a pressão por sua privatização, o paradigma da convivência com o semiárido não tem se constituído como um modelo abrangente para a formulação de políticas hídricas na região que leve em conta as múltiplas demandas por água. As ações influenciadas pelo sentido da convivência ainda estão atreladas ao chamado “paradigma da oferta”, que dificulta as discussões de abordagens mais politizadas sobre o problema da água, como também ainda não constitui um caminho para um processo de transição paradigmática no que se refere ao desenvolvimento de políticas hídricas para o semiárido, uma vez que o formato com que o discurso da convivência é posto em suas políticas parece constituir um sentido de continuação de heranças, tendo como cenário de fundo uma relação ainda não muito clara entre o Estado e a sociedade civil que avalizam a permanência de antigas lógicas, como por exemplo o clientelismo que fundamentou as políticas de combate à seca.
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Essas soluções são fundamentadas pelas estratégias de combate às secas e pela cultura da convivência com o semiárido. A pesquisa buscou analisar se o paradigma da convivência com o semiárido tem se constituído como um modelo abrangente para a formulação de políticas hídricas na região, que leve em conta as múltiplas demandas por água num campo marcado por conflitos distributivos e pela ameaça de privatização da água, como também se ele representa efetivamente uma mudança paradigmática em relação à formulação de políticas hídricas, superando assim o que se convencionou chamar de paradigma do combate à seca. A revisão da literatura e os estudos documentais possibilitaram o resgate dos processos de formulação dos pensamentos sobre aquela realidade assim como a identificação das formas de institucionalização e de efetivação das proposições de desenvolvimento nas iniciativas governamentais e de outros atores sociais. Os resultados da análise indicam que, diante da existência de um crescente debate em torno da democratização do acesso à água e a pressão por sua privatização, o paradigma da convivência com o semiárido não tem se constituído como um modelo abrangente para a formulação de políticas hídricas na região que leve em conta as múltiplas demandas por água. As ações influenciadas pelo sentido da convivência ainda estão atreladas ao chamado “paradigma da oferta”, que dificulta as discussões de abordagens mais politizadas sobre o problema da água, como também ainda não constitui um caminho para um processo de transição paradigmática no que se refere ao desenvolvimento de políticas hídricas para o semiárido, uma vez que o formato com que o discurso da convivência é posto em suas políticas parece constituir um sentido de continuação de heranças, tendo como cenário de fundo uma relação ainda não muito clara entre o Estado e a sociedade civil que avalizam a permanência de antigas lógicas, como por exemplo o clientelismo que fundamentou as políticas de combate à seca.The growing concern with scarcity, water and resource management have guided several debates about the development of water policies in the world. Brazil, as the world’s richest region in watersheds is suffering with loss of water, due to inaccessibility and lack of inappropriate handling of its use, mainly in northeast region. The persistence of serious troublesome refers to an existent dichotomy at the present among paradigms that aim to solve the water problems in the Brazilian semiarid region through water policies. The different guide paradigms of development models from Brazilian semiarid region, are founded in epistemic distinct bases, and materialized by strategies of fight against drought and by the culture of interaction with semiarid region. The research have sought to analyze the ways to face the “water problem” in semiarid, inspired by an idea of interaction and the debates around the democratization of access to water, in a context affected by strains to that water be treated as a product. The purpose is to analyze if the paradigms of interaction with semiarid have been composed as an extensive model to the formulating of water policies in the region, considering the several requests for water, in a field characterized by incessant conflict and for the water privatization treat, as also if its effectively represents a paradigm shift in relation to formulating water policies, thereby, overcoming which agreed to call of paradigms against drought. The literature review and the documentary studies allowed the redemption of the process of thoughts formulation about that reality as well as the identification of institutionalization ways and implementation of development preposition in the government initiatives and others social actors. The analysis results point that, in the face of a growing debate around of democratization of access to water and, especially the strain for its privatization, the paradigms of interaction with semiarid did not have been formed as a comprehensive model for the formulation of water policies in the region, takes into account the several requests for water. The development of water policies affected by the sense of interaction is still tied to the “paradigms of supply” that hinder the discussions of approach more politicized about the water problem, as also have not yet formed a way to the process of paradigmatic transition. In respect to the development of water policies in the semiarid region, since the form which interaction speech is set in its policies, seems to represent a sense of continuous heritage that will contract its own principle, having as background a not quite clear relation between the State and the civil society, that confirm the continuity of some old modus operandi, for instance the patronage that substantiated the policies against drought.Universidade Federal de Campina GrandeBrasilCentro de Humanidades - CHPÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAISUFCGCUNHA, Luis Henrique Herminio.CUNHA, Luis Henrique Herminiohttp://lattes.cnpq.br/6991283096951332GOMES, Ramonildes Alves.GUERRA SOBRINHO, Lemuel Dourado.SOUSA, Cidoval Moraes de.FERNANDES, Marcionila.PEDROSA, André de Sousa.20182019-07-04T19:48:32Z2019-07-042019-07-04T19:48:32Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4719PEDROSA, A. de S. Políticas hídricas sob o signo da convivência com o semiárido: desafios para a democratização das águas. 2018. 195 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Centro de Humanidades, Universidade Federal de Campina Grande, Paraíba, Brasil, 2018. Disponível em: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4719porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UCBinstname:Universidade Católica de Brasília (UCB)instacron:UCB2022-11-10T15:36:35Zoai:localhost:riufcg/4719Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.ucb.br/oai/requestsara.ribeiro@ucb.bropendoar:2022-11-10T15:36:35Repositório Institucional da UCB - Universidade Católica de Brasília (UCB)false
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