Análise do perfil de virulência de Acinetobacter baumannii resistente à polimixina B

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Oliveira, Warley Silvério de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Católica de Brasília
Escola de Saúde e Medicina
Brasil
UCB
Programa Stricto Sensu em Ciências Genômicas e Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/handle/tede/3200
Resumo: Acinetobacter baumannii trata-se de um cocobacilo Gram-negativo responsável por grande parte das infecções nosocomiais, levando a altas taxas de mortalidade. Terapias antivirulência vem sendo desenvolvidas como uma nova forma de tratar essas infecções. Para o desenvolvimento desse tipo de drogas, se faz necessário o entendimento das mudanças envolvidas no perfil de virulência uma vez adquirida a resistência a polimixina B. Dessa forma, neste trabalho, um isolado clínico resistente a polimixina B foi selecionado através do desafio com concentrações subinibitórias de antibiótico durante 16 dias. Após esse período todas as linhagens se tornaram resistentes, sendo que Ab6 (CIM 32 μg.mL-1), Ab7 (CIM 16 μg.mL-1) e Ab8 (CIM 64 μg.mL-1) apresentaram as maiores CIM. No ensaio de estabilidade da resistência, observou-se que a resistência desenvolvida permaneceu estável apenas na linhagem Ab7. Análises de resistência cruzada mostraram que a aquisição de resistência à polimixina B favoreceu a resistência cruzada à colistina e amicacina. No entanto, observou-se que o desenvolvimento de resistência aparentemente não teve um custo metabólico significativo associado. Além disso, a produção de biofilme também foi mantida entre a cepa Ab7 e a cepa parental. Contudo, nos ensaios in vivo, observamos que 74,8% dos animais morrem em 48h após a infecção com a cepa parental, em oposição a ausência de letalidade pela cepa Ab7. De forma complementar, a avaliação da expressão de genes mostrou que os genes OmpA, pld e lpxD tiveram uma diminuição em sua expressão. Pode-se concluir que a resistência à polimixina B levou a uma diminuição do perfil de virulência deste microrganismo. Entretanto são necessários estudos complementares para verificar se outros mecanismos de virulência foram afetados e assim poder sugerir um potencial alvo terapêutico.
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