A língua no museu e no documentário "A chama da língua" : funcionamentos da contradição das alteridades e das diferenças

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: SCHON, Suhaila Mehanna
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9566/acervo/detalhe/156555
Resumo: (Mestrado em Letras) - Programa de Pós Graduação em Letras, Universidade Estadual do Centro-Oeste
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spelling A língua no museu e no documentário "A chama da língua" : funcionamentos da contradição das alteridades e das diferençasLINGUAMEMORIAHISTÓRIAMUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESADISCURSO(Mestrado em Letras) - Programa de Pós Graduação em Letras, Universidade Estadual do Centro-OesteNesta investigação, realizamos a leitura do espaço urbano Museu da Língua Portuguesa, com recorte no espaço/lugar em que o arquivo se estrutura a partir da língua e não de um acontecimento ou nome a ser rememorado /comemorado. O Museu, que possuía uma parte interativa, encontra-se fechado em fase de restauro, devido ao incêndio ocorrido no final de 2015 e, por ser ‘da’ língua, ele se diferencia dos Museus tradicionais. A diferença decorre, principalmente, do fato de os museus ‘guardarem’ memórias e serem significados como espaços que acumulam documentos e objetos memoráveis, fazendo funcionar em um mesmo tempo e lugar, a lembrança, o esquecimento e a celebração. O Museu da Língua, por meio de textualidades da literatura, da gramática, do cotidiano e da mídia destaca particularidades da língua. Os fundamentos teóricos são os da Análise do Discurso (AD), disciplina de entremeio, porque funciona na contradição entre a psicanálise, o marxismo e a linguística, conforme Pêcheux (2009), Orlandi (2012, 2015), e não se constitui como uma quarta tendência da Linguística. Nessa perspectiva, desenvolvida por Pêcheux na França, a partir de 1969 e por Orlandi (1988-2001-2003-2012-2013-2015), no Brasil, pensamos também o Museu na relação sujeito/sociedade/ideologia, articulando domínios distintos, que sinalizam para a individuação do sujeito. Essa relação, de acordo com a teoria estudada, sustenta-se por um lado, no sujeito como sendo sempre o centro, pois sem ele não há discurso e nem efeitos de sentidos e, por outro lado, no sujeito sempre ideológico e filiado a formações discursivas, as quais determinam a língua que ele fala e a língua que o significa. Outros analistas que constituem nosso arcabouço teórico são: Venturini (2009, 2016, 2017), Silva Sobrinho (2011), Cervo (2012) e Romão (2010 e 2017). A questão de pesquisa, que buscamos responder com essa investigação é: Que imaginários sustentam a relação museu/língua a partir do olhar de pesquisadores e dos depoimentos circunscritos à esfera do documentário, pós-incêndio? Essa questão suscita outra questão, mais pontual, qual seja: Que funcionamentos sustentaram o Museu da Língua, enquanto espaço que tinha a língua - como objeto de exposição, quando contraditoriamente a língua não é objeto, mas funcionamento ideológico, que resulta de uma construção marcada pela história, pela ideologia e pelo político em torno de um saber sobre o sujeito e sobre a formação social? Para respondê-las, consideramos a teoria fundadora citada e a concepção de língua em funcionamento pelo real da língua e pelo real da história. A par disso, retomamos as novas tecnologias, como a gramática e os dicionários, que permitem colocar em suspenso a concepção de língua que sustenta/legitima os depoimentos sobre a língua no Museu e o efeito decorrente da ‘chama’, no documentário “A Chama da Língua”, pelo que ressoa a língua-vida, apesar das cinzas, como uma metáfora da língua que permanece, apesar do incêndio que destruiu o que estava no Museu, sinalizando para a língua como um patrimônio imaterial, em que memórias e discursos funcionam pelo que é visível, deixando entrever o silenciado/apagado. Os recortes constituem-se dos depoimentos de pesquisadores sobre a língua no Museu e sobre o texto-imagem ‘chama’, com que o documentário se fecha.In this investigation, we made the reading of the urban space Museum of the Portuguese Language, with a cut in the space / place in which the file is structured from the language and not of an event or name to be remembered / celebrated. The Museum, which has an interactive section, is closed due to the fire that occurred in late 2015 and, because of the language, it differs from the traditional museums. The difference stems mainly from the fact that museums 'hold' memories and are meant as spaces that accumulate documents and memorable objects, making memory and oblivion and celebration work at the same time and place. The Language Museum, through the textualities of literature, grammar, daily life and the media highlights language peculiarities. The theoretical foundations are those of Discourse Analysis (AD), a discipline of intermedium, because it works in the contradiction between psychoanalysis, Marxism and linguistics, according to Pêcheux (2009), Orlandi (2012, 2015), and isn’t fourth trend of Linguistics. In this perspective, developed by Pêcheux in France, from 1969 and by Orlandi (19882001-2003-2012-2013-2015), in Brazil, we also think of the Museum in the subject / society / ideology relationship, articulating different domains, which signal to the individuation of the subject. This relation, according to the theory studied, is sustained on the one hand, in the subject as being always the center, because without it there is no discourse and no effects of meanings and, on the other hand, in the subject always ideological and affiliated with formations discursive, which determine the language he speaks and the language that means it. Other analysts that constitute our theoretical framework are: Venturini (2009, 2016, 2017), Silva Sobrinho (2011), Cervo (2012) and Romão (2010 and 2017). The question of research, which we seek to answer with this investigation is: What imaginaries support the museum / language relationship from the perspective of researchers and the testimonies circumscribed to the sphere of documentary, post-fire? This question raises another question, more punctual, namely: What functions have supported the Museum of Language, as a space that had the language - as an object of exposure, when contradictorily the language is not object, but ideological functioning, which results from a marked construction by history, by ideology and by the politics of knowledge about the subject and of social formation? In order to answer them, we consider the founding theory quoted and the conception of language at work by the real of the language and by the real of history. In addition, we have taken up new technologies such as grammar and dictionaries that allow us to put in suspense the concept of language that supports / legitimates the testimonies about the language in the Museum and the effect of the 'flame' in the documentary "The Flame of Language”, so that the language of life resounds in spite of the ashes, as a metaphor of the language that remains, despite the fire that destroyed what was in the Museum, signaling to the language as an immaterial patrimony, in which memories and discourses function through which is visible, letting you glimpse the muted / erased. The clippings are the testimonies of researchers about the language in the Museum and about the text-image "flame", with which the documentary closes.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESAcesso AbertoSubmitted by Fabiano Jucá (fjuca@unicentro.br) on 2018-11-27T17:40:08Z No. of bitstreams: 1 Dissertação- Suhaila Mehanna Schon.pdf: 1422850 bytes, checksum: c9df8c135031e28eae70e5d88718d21a (MD5) Made available in DSpace on 2018-11-27T17:40:08Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertação- Suhaila Mehanna Schon.pdf: 1422850 bytes, checksum: c9df8c135031e28eae70e5d88718d21a (MD5) Previous issue date: 2018-02-26Unicentro - Departamento de LetrasVENTURINI, Maria CleciSCHON, Suhaila Mehanna2018info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf120 f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9566/acervo/detalhe/156555https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9566/acervo/detalhe/156555Cover: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9566/capa/capa?codigo=156555porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do UNICENTROinstname:Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)instacron:UNICENTROinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-09-17T13:42:02Zoai::156555Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.unicentro.br:8080/jspui/PUBhttp://tede.unicentro.br/tde_oai/oai3.phprepositorio@unicentro.br||fabianoqueiroz@yahoo.com.bropendoar:2025-09-17T13:42:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações do UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO)false
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