Deus, conatus e liberdade em Spinoza
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Link de acesso: | https://repositorio.ucs.br/11338/15923 |
Resumo: | Esta pesquisa investiga a relação entre necessidade, liberdade e autodeterminação na filosofia de Bento de Espinosa, tomando como eixo central a análise da possibilidade de uma ética da autodeterminação no interior de um sistema fundado na causalidade necessária. Partindo da concepção espinosana de Deus como substância única e causa imanente de todas as coisas, examina-se o modo pelo qual a necessidade constitui a estrutura fundamental da realidade e determina a existência dos modos finitos. A investigação desenvolve-se a partir da análise do conceito de conatus, compreendido como o esforço pelo qual cada ser persevera em seu próprio ser, e de sua manifestação na vida afetiva por meio das paixões, da servidão e das variações da potência de agir. Em seguida, analisa-se o papel do conhecimento adequado, da razão e do conhecimento intuitivo na passagem da passividade à atividade, evidenciando a constituição da liberdade como compreensão da necessidade. Sustenta-se que a crítica espinosana ao livre-arbítrio não implica a negação da liberdade, mas sua reformulação em termos de causalidade adequada. A hipótese central é que a autodeterminação em Espinosa não significa independência causal nem a capacidade de agir fora da ordem necessária da Natureza, mas, antes, a possibilidade de agir como causa adequada das próprias ações, na medida em que se compreendem as causas que as determinam. Conclui-se que a liberdade consiste na realização ativa da própria potência de agir e que a autodeterminação pode ser compreendida como uma das mais elevadas expressões da atividade humana, permanecendo, contudo, plenamente integrada à ordem necessária da Natureza. [resumo fornecido pelo autor] |
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Franco, Fernando Pereira deKuiava, Evaldo AntônioBresolin, KebersonSalvadori, Mateus2026-10-07T13:03:23Z2026-10-052026-08-21FRANCO, Fernando P.https://repositorio.ucs.br/11338/15923Esta pesquisa investiga a relação entre necessidade, liberdade e autodeterminação na filosofia de Bento de Espinosa, tomando como eixo central a análise da possibilidade de uma ética da autodeterminação no interior de um sistema fundado na causalidade necessária. Partindo da concepção espinosana de Deus como substância única e causa imanente de todas as coisas, examina-se o modo pelo qual a necessidade constitui a estrutura fundamental da realidade e determina a existência dos modos finitos. A investigação desenvolve-se a partir da análise do conceito de conatus, compreendido como o esforço pelo qual cada ser persevera em seu próprio ser, e de sua manifestação na vida afetiva por meio das paixões, da servidão e das variações da potência de agir. Em seguida, analisa-se o papel do conhecimento adequado, da razão e do conhecimento intuitivo na passagem da passividade à atividade, evidenciando a constituição da liberdade como compreensão da necessidade. Sustenta-se que a crítica espinosana ao livre-arbítrio não implica a negação da liberdade, mas sua reformulação em termos de causalidade adequada. A hipótese central é que a autodeterminação em Espinosa não significa independência causal nem a capacidade de agir fora da ordem necessária da Natureza, mas, antes, a possibilidade de agir como causa adequada das próprias ações, na medida em que se compreendem as causas que as determinam. Conclui-se que a liberdade consiste na realização ativa da própria potência de agir e que a autodeterminação pode ser compreendida como uma das mais elevadas expressões da atividade humana, permanecendo, contudo, plenamente integrada à ordem necessária da Natureza. [resumo fornecido pelo autor]This dissertation investigates the relationship between necessity, freedom, and self-determination in the philosophy of Baruch Spinoza, focusing on the possibility of an ethics of self-determination within a system grounded in necessary causality. Starting from Spinoza's conception of God as the one substance and the immanent cause of all things, the study examines how necessity constitutes the fundamental structure of reality and determines the existence of finite modes. The investigation develops through an analysis of the concept of conatus, understood as the striving by which each being perseveres in its own existence, and of its manifestation in affective life through the passions, bondage, and variations in the power of acting. It then examines the role of adequate knowledge, reason, and intuitive knowledge in the transition from passivity to activity, highlighting the constitution of freedom as the understanding of necessity. The study argues that Spinoza's critique of free will does not imply the denial of freedom but rather its reformulation in terms of adequate causality. The central hypothesis is that self-determination in Spinoza does not mean causal independence or the capacity to act outside the necessary order of Nature, but rather the possibility of acting as an adequate cause of one's own actions insofar as one understands the causes that determine them. It is concluded that freedom consists in the active realization of one's power of acting and that self-determination may be understood as one of the highest expressions of human activity while remaining fully integrated into the necessary order of Nature. [resumo fornecido pelo autor] Liberty -PROUNIporengLiberdade - FilosofiaFilosofiaSpinoza, Benedictus de, 1632-1677Liberty - PhilosophyPhilosophyDeus, conatus e liberdade em Spinozainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttp://lattes.cnpq.br/5689723798134967FRANCO, F. 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