Atividade antioxidante e anticonvulsivante de suco de uva bordô e seu efeito no comportamento de ratos wistar
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ucs.br/handle/11338/669 |
Resumo: | O suco de uva possui um importante papel econômico no Brasil, principalmente no estado do Rio Grande do Sul, grande produtor de uvas e derivados. Atualmente, podem ser encontrados sucos de uva orgânicos, em que o uso de agrotóxicos e engenharia genética no cultivo da uva são proibidos, e sucos convencionais, elaborados com uvas que recebem uma série de agroquímicos. Uma diferença significativa observada entre os dois tipos de suco é o conteúdo de compostos fenólicos, que é maior no suco orgânico. Esses compostos podem apresentar importante atividade antioxidante, minimizando a incidência de diversas doenças relacionadas ao estresse oxidativo, como as neurodegenerativas, o câncer e a aterosclerose. A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns em todo o mundo e é caracterizada por crises convulsivas espontâneas e recorrentes. Essas crises podem aumentar o conteúdo de espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio, desequilibrando o metabolismo redox de pacientes epilépticos. Em vista disso, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antioxidante e anticonvulsivante de sucos de uva Bordô, orgânico e convencional, e seus efeitos no comportamento de ratos Wistar. Em adição, foi determinado o conteúdo de compostos fenólicos totais e compostos majoritários de cada suco. Para a realização do estudo, ratos Wistar machos (n=48) com 3 meses de idade pesando em torno de 250-300g foram divididos em 3 grupos e tratados, por gavagem, com solução salina, suco de uva orgânico ou convencional, durante 17 dias (tempo determinado de acordo com teste piloto). No 18° dia, as possíveis mudanças no comportamento (ansiedade, capacidade locomotora e exploratória) dos animais foram avaliadas pelo teste de Campo Aberto. A seguir, metade dos ratos de cada grupo recebeu uma dose única da droga convulsivante pentilenotetrazol (PTZ) e foram observados durante 30 minutos para avaliação das características convulsivas (tempo de latência para início da convulsão, tempo de convulsão tônico-clônica, tempo de convulsão total, número de convulsões e número de animais que chegaram ao nível cinco da escala de Racine, o tipo mais severo de crise convulsiva). Avaliou-se, ainda, a taxa de mortalidade em cada grupo. A seguir, os animais foram eutanasiados por decapitação e as estruturas cerebrais (córtex cerebral, cerebelo e hipocampo), fígado e sangue foram coletados para avaliação do metabolismo redox (danos oxidativos a lipídios e proteínas, conteúdo de óxido nítrico, atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase e conteúdo de proteínas sulfidril). Os resultados mostraram que o tratamento com os sucos não alterou o comportamento dos ratos e não foi capaz de minimizar as convulsões induzidas por PTZ. Observou-se, no entanto, que o tratamento com suco convencional evitou a morte dos animais induzida por PTZ, enquanto que com o suco orgânico a mortalidade foi reduzida para 33%. Por outro lado, ambos os sucos evitaram os danos oxidativos a lipídios e proteínas, bem como o aumento no conteúdo de óxido nítrico no sistema nervoso central (SNC), fígado e soro dos ratos. Observou-se, ainda, que o tratamento com os sucos evitou a depleção de proteínas sulfidril em todos os tecidos estudados. O suco orgânico foi capaz de evitar, também, a depleção da atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e catalase em todos os tecidos. Já o suco convencional evitou a diminuição da atividade das enzimas antioxidantes induzida por PTZ apenas no fígado e soro dos ratos tratados. Observou-se, ainda, que o suco orgânico apresentou maior concentração de compostos fenólicos totais, catequina, epicatequina, antocianinas, procianidina B1 e resveratrol do que o suco convencional, fator que pode ter influenciado nos resultados obtidos neste trabalho. Portanto, os resultados obtidos neste estudo abrem portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêutica para o tratamento da epilepsia afim de aumentar a qualidade e a expectativa de vida de indivíduos portadores da doença, além de contribuir para o aumento do valor agregado do suco de uva, favorecendo a vitivinicultura nacional. |
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Rodrigues, Adriana DalpicolliLaurino, Jomar PereiraRibeiro, Lúcia ReginaFunchal, Cláudia da SilvaSalvador, MirianHenriques, João Antonio Pêgas2014-06-12T12:30:02Z2014-06-12T12:30:02Z2014-06-122012-12-11https://repositorio.ucs.br/handle/11338/669O suco de uva possui um importante papel econômico no Brasil, principalmente no estado do Rio Grande do Sul, grande produtor de uvas e derivados. Atualmente, podem ser encontrados sucos de uva orgânicos, em que o uso de agrotóxicos e engenharia genética no cultivo da uva são proibidos, e sucos convencionais, elaborados com uvas que recebem uma série de agroquímicos. Uma diferença significativa observada entre os dois tipos de suco é o conteúdo de compostos fenólicos, que é maior no suco orgânico. Esses compostos podem apresentar importante atividade antioxidante, minimizando a incidência de diversas doenças relacionadas ao estresse oxidativo, como as neurodegenerativas, o câncer e a aterosclerose. A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns em todo o mundo e é caracterizada por crises convulsivas espontâneas e recorrentes. Essas crises podem aumentar o conteúdo de espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio, desequilibrando o metabolismo redox de pacientes epilépticos. Em vista disso, o objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antioxidante e anticonvulsivante de sucos de uva Bordô, orgânico e convencional, e seus efeitos no comportamento de ratos Wistar. Em adição, foi determinado o conteúdo de compostos fenólicos totais e compostos majoritários de cada suco. Para a realização do estudo, ratos Wistar machos (n=48) com 3 meses de idade pesando em torno de 250-300g foram divididos em 3 grupos e tratados, por gavagem, com solução salina, suco de uva orgânico ou convencional, durante 17 dias (tempo determinado de acordo com teste piloto). No 18° dia, as possíveis mudanças no comportamento (ansiedade, capacidade locomotora e exploratória) dos animais foram avaliadas pelo teste de Campo Aberto. A seguir, metade dos ratos de cada grupo recebeu uma dose única da droga convulsivante pentilenotetrazol (PTZ) e foram observados durante 30 minutos para avaliação das características convulsivas (tempo de latência para início da convulsão, tempo de convulsão tônico-clônica, tempo de convulsão total, número de convulsões e número de animais que chegaram ao nível cinco da escala de Racine, o tipo mais severo de crise convulsiva). Avaliou-se, ainda, a taxa de mortalidade em cada grupo. A seguir, os animais foram eutanasiados por decapitação e as estruturas cerebrais (córtex cerebral, cerebelo e hipocampo), fígado e sangue foram coletados para avaliação do metabolismo redox (danos oxidativos a lipídios e proteínas, conteúdo de óxido nítrico, atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase e conteúdo de proteínas sulfidril). Os resultados mostraram que o tratamento com os sucos não alterou o comportamento dos ratos e não foi capaz de minimizar as convulsões induzidas por PTZ. Observou-se, no entanto, que o tratamento com suco convencional evitou a morte dos animais induzida por PTZ, enquanto que com o suco orgânico a mortalidade foi reduzida para 33%. Por outro lado, ambos os sucos evitaram os danos oxidativos a lipídios e proteínas, bem como o aumento no conteúdo de óxido nítrico no sistema nervoso central (SNC), fígado e soro dos ratos. Observou-se, ainda, que o tratamento com os sucos evitou a depleção de proteínas sulfidril em todos os tecidos estudados. O suco orgânico foi capaz de evitar, também, a depleção da atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e catalase em todos os tecidos. Já o suco convencional evitou a diminuição da atividade das enzimas antioxidantes induzida por PTZ apenas no fígado e soro dos ratos tratados. Observou-se, ainda, que o suco orgânico apresentou maior concentração de compostos fenólicos totais, catequina, epicatequina, antocianinas, procianidina B1 e resveratrol do que o suco convencional, fator que pode ter influenciado nos resultados obtidos neste trabalho. Portanto, os resultados obtidos neste estudo abrem portas para o desenvolvimento de novas estratégias terapêutica para o tratamento da epilepsia afim de aumentar a qualidade e a expectativa de vida de indivíduos portadores da doença, além de contribuir para o aumento do valor agregado do suco de uva, favorecendo a vitivinicultura nacional.Grape juice has an important economic role in Brazil, mainly in the state of Rio Grande do Sul, a great important producer of grapes and its derivatives. Currently, it can be found organic grape juice, in which the use of pesticides and genetic engineering in grape cultivation are forbidden, and conventional juices obtained from grapes that receive a series of agrochemicals. A remarkable difference observed between the two types of juices is the content of phenolic compounds, which is higher in organic juice. These compounds have significant antioxidant activity, reducing the incidence of several diseases related to oxidative stress, such as neurodegenerative disorders, cancer and atherosclerosis. Epilepsy is a most common neurological disease worldwide and is characterized by spontaneous and recurrent seizures. These crises may increase the concentration of oxigen reactive species, unbalancing the redox metabolism of epileptic patients. Accordingly, the aim of this study was to evaluate the antioxidant, anticonvulsant and behavior activities of organic and conventional purple grape juices treatments in Wistar rats. In addition, it was determined the content of total and major phenolic compounds of each juice. For the study, male Wistar rats (n = 48), 3 months old, were divided into three groups and treated, by gavage, with saline, organic or conventional grape juice for 17 days (time determined by pilot testing). On the 18th day, the animals were evalueted by the open field test and the possible behavior changes (anxiety, locomotor and exploratory activities) are appointed. After that, half the animals in each group received a single dose of the convulsant drug pentylenetetrazole (PTZ) and they were observed for 30 minutes for evaluation of seizure characteristics (the latency to seizure, the tonic-clonic seizure time, the total seizure time, the number of seizure and how many animals reached the fifth stage on Racine’s scale, the most severe type of seizure). It was also evaluated the mortality rate in each group. Then, the animals were euthanized by decapitation according the animal ethics protocols and the brain structures (hippocampus, cerebellum and cerebral cortex), liver and blood were collected to evaluate the redox metabolism (oxidative damage to lipids and proteins, the nitric oxide content, activity of the superoxide dismutase and catalase enzymes and proteins sulfhydryl content). The results showed that treatment with the juices did not change the behavior of rats and it was not able to minimize the PTZ-induced seizures. However, the treatment with conventional juice prevented the death of animals induced by PTZ, whereas with organic juice mortality was reduced to 33%. By the other hand, both juices prevented the oxidative damage to lipids and proteins, as well as increased the of nitric oxide content in the central nervous system (CNS), liver and serum of rats. It was also observed that treatment with the juices prevented depletion of sulfhydryl proteins in all studied tissues. Organic juice was also able to prevent the reduction of the activity of antioxidant superoxide dismutase and catalase enzymes in all tissues. However, the conventional juice do not prevented the decrease in antioxidant enzyme activity induced by PTZ in the CNS of treated rats. Also, organic juice had a higher organic concentration of total phenolic compounds, catechin, epicatechin, anthocyanins, procyanidin B1 and resveratrol than conventional juice, a factor that may have influenced the results obtained in this work. Therefore, the results obtained in this study open possibility to the delopment of new therapeutic strategies for the treatment of epilepsy in order to increase the quality and expectancy life of epileptic individuals, and contribute to increasing the value of grape juice, favoring the wine country.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e TecnológicoSuco de uvaAnticonvulsivosUvas -- CultivoBiotecnologiaAtividade antioxidante e anticonvulsivante de suco de uva bordô e seu efeito no comportamento de ratos wistarinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttp://lattes.cnpq.br/5968590203218611RODRIGUES, A. D.Programa de Pós-Graduação em BiotecnologiaTEXTDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdf.txtDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdf.txtExtracted texttext/plain179750https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/669/3/Dissertacao%20Adriana%20Dalpicolli%20Rodrigues.pdf.txt742d5da7309f15af9db47f5f96b71fccMD53THUMBNAILDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdf.jpgDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1386https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/669/4/Dissertacao%20Adriana%20Dalpicolli%20Rodrigues.pdf.jpg69b0c25424a47c5f87e8826c74e23c14MD54ORIGINALDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdfDissertacao Adriana Dalpicolli Rodrigues.pdfapplication/pdf1688892https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/669/1/Dissertacao%20Adriana%20Dalpicolli%20Rodrigues.pdfbcdf7d300490484f595f1f30d92f183aMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8279https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/669/2/license.txtdeeb8fa550aaa0758114cbdeb0c0955dMD5211338/6692018-08-17 06:08:53.11oai:repositorio.ucs.br:11338/669IERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gCiBEZWNsYXJhIHRhbWLDqW0gcXVlIGEgZW50cmVnYSBkbyBkb2N1bWVudG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSwgdGFudG8gcXVhbnRvIGxoZSDDqSBwb3Nzw612ZWwgc2FiZXIsIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIHF1YWxxdWVyIG91dHJhIHBlc3NvYSBvdSBlbnRpZGFkZS4KRepositório de Publicaçõeshttp://repositorio.ucs.br/oai/requestopendoar:2018-08-17T06:08:53Repositório Institucional da UCS - Universidade de Caxias do Sul (UCS)false |
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