Dormência e classificação fisiológica quanto à tolerância à dessecação e ao armazenamento de sementes de araçá (Psidium Cattleianum Sabine)
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14834 |
Resumo: | O araçá, possui um grande potencial para a alimentação animal e humana, é uma excelente opção para o enriquecimento de agroflorestas e é utilizada na medicina popular. A espécie é propagada via sexuada, havendo divergências na literatura sobre a presença de dormência física. Objetivou-se com o trabalho avaliar a presença de dormência física em sementes de araçá, obtidas de frutos de diferentes estádios de maturação e classificar as sementes desta espécie quanto à tolerância a dessecação, por meio de secagens rápidas e lenta, e ao armazenamento. Os frutos foram coletados em 15 plantas matrizes no município de Lages, SC, beneficiados com auxílio de peneira e água corrente. Para o teste de dormência, foram utilizadas sementes de frutos de três diferentes classes de coloração, que foram identificadas pela tabela de cores de Munsell. Realizou-se curva de embebição em água, embebição em azul de metileno, teste de germinação (%), teor de água (%), massa seca da semente (g) e o vigor pelo índice de velocidade de emergência e dias para iniciar a emergência para sementes de cada classe de coloração dos frutos. Para o teste de tolerância à dessecação, foi seguido o protocolo proposto por Hong e Ellis (1996), com alterações. Foram utilizados três métodos de secagem (estufa a 35 ºC, sílica gel e sal (MgCl2) a 25 ºC), até atingirem as umidades de interesse (10% e 5%). Após a secagem a 5%, as sementes foram armazenadas a -20 oC, por 90 dias. A avaliação da viabilidade, antes e após as secagens e o armazenamento, foi realizada pelo teste de germinação, e o vigor pelo índice de velocidade de emergência e dias para iniciar a emergência. O processo de embebição em água foi caracterizado por uma curva trifásica, com início da protrusão radicular em 275 horas, 323 horas, 323 horas, para sementes de frutos das classes 1, 2 e 3, respectivamente. Observou-se entrada do azul de metileno nas sementes já no primeiro dia, com embebição completa em 371 h (16 dias). O teor de água estava em 22,02%, 23,53% e 23,08%, para as sementes de classes 1, 2 e 3, respectivamente. As sementes de classe 2 demostraram melhor IVE (1,15). Para a germinação, não houve diferença estatística entre sementes de frutos das três colorações. Verificou-se redução na qualidade das sementes após o armazenamento, mas a secagem utilizando sal (MgCl2) a 25 ºC foi menos prejudicial, em relação as secagens utilizando sílica gel e a estufa. Com base nos resultados obtidos verifica-se que não há dormência física em sementes de araçá e que as sementes apresentam comportamento intermediário, as quais podem ser secas até 5% de conteúdo de água e não podem ser armazenadas à baixa temperatura (-20 ºC), pois compromete a viabilidade e o vigor das sementes. |
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O araçá, possui um grande potencial para a alimentação animal e humana, é uma excelente opção para o enriquecimento de agroflorestas e é utilizada na medicina popular. A espécie é propagada via sexuada, havendo divergências na literatura sobre a presença de dormência física. Objetivou-se com o trabalho avaliar a presença de dormência física em sementes de araçá, obtidas de frutos de diferentes estádios de maturação e classificar as sementes desta espécie quanto à tolerância a dessecação, por meio de secagens rápidas e lenta, e ao armazenamento. Os frutos foram coletados em 15 plantas matrizes no município de Lages, SC, beneficiados com auxílio de peneira e água corrente. Para o teste de dormência, foram utilizadas sementes de frutos de três diferentes classes de coloração, que foram identificadas pela tabela de cores de Munsell. Realizou-se curva de embebição em água, embebição em azul de metileno, teste de germinação (%), teor de água (%), massa seca da semente (g) e o vigor pelo índice de velocidade de emergência e dias para iniciar a emergência para sementes de cada classe de coloração dos frutos. Para o teste de tolerância à dessecação, foi seguido o protocolo proposto por Hong e Ellis (1996), com alterações. Foram utilizados três métodos de secagem (estufa a 35 ºC, sílica gel e sal (MgCl2) a 25 ºC), até atingirem as umidades de interesse (10% e 5%). Após a secagem a 5%, as sementes foram armazenadas a -20 oC, por 90 dias. A avaliação da viabilidade, antes e após as secagens e o armazenamento, foi realizada pelo teste de germinação, e o vigor pelo índice de velocidade de emergência e dias para iniciar a emergência. O processo de embebição em água foi caracterizado por uma curva trifásica, com início da protrusão radicular em 275 horas, 323 horas, 323 horas, para sementes de frutos das classes 1, 2 e 3, respectivamente. Observou-se entrada do azul de metileno nas sementes já no primeiro dia, com embebição completa em 371 h (16 dias). O teor de água estava em 22,02%, 23,53% e 23,08%, para as sementes de classes 1, 2 e 3, respectivamente. As sementes de classe 2 demostraram melhor IVE (1,15). Para a germinação, não houve diferença estatística entre sementes de frutos das três colorações. Verificou-se redução na qualidade das sementes após o armazenamento, mas a secagem utilizando sal (MgCl2) a 25 ºC foi menos prejudicial, em relação as secagens utilizando sílica gel e a estufa. Com base nos resultados obtidos verifica-se que não há dormência física em sementes de araçá e que as sementes apresentam comportamento intermediário, as quais podem ser secas até 5% de conteúdo de água e não podem ser armazenadas à baixa temperatura (-20 ºC), pois compromete a viabilidade e o vigor das sementes. |
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