O nomadismo e a palavra: um percurso performativo pelas práticas de Jorge Parente, Panthéâtre e Amok Teatro
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | eng |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14831 |
Resumo: | Esta pesquisa é um percurso de experimentação e investigação sobre processos de abordagem da palavra falada no trabalho do e da performer do teatro contemporâneo, especificamente em práticas que desenvolvem as relações entre movimento, voz e palavra falada ou cantada. Foram escolhidas práticas que se afinam entre si por desenvolverem um trabalho com o corpo em movimento, por possibilitarem uma ampliação das potencialidades vocais e trabalharem com o texto investigando a integração da palavra na ação física. Como participante observadora, dediquei-me a conhecer a prática de Jorge Parente com o “alfabeto do corpo”, transmitida a ele por Zygmunt Molik, um dos primeiros atores de Jerzy Grotowski; o trabalho de Enrique Pardo e Linda Wise, do Panthéâtre, ligado ao Roy Hart Théâtre, que une a “performance vocal” a um trabalho de corpo e cena no “teatro coreográfico”; e ainda o trabalho do Amok Teatro, companhia teatral brasileira dirigida por Ana Teixeira e Stephane Brodt, suas práticas, processos de criação e encenação, nas quais o grupo estuda diferentes culturas, num trabalho de investigação de corporeidades e vocalidades específicas. Reconheço as concepções de ação vocal e definições particulares da relação do e da performer com a palavra presentes nos trabalhos.lho materiais criativos singulares nos quais, além de trazer a experiência com as práticas estudadas, elaboro minha relação com a fala na direção de uma composição de um trabalho solo em processo. Faço ainda uma análise transversal sobre a presença, a singularidade, a interculturalidade e o trânsito entre concepções cênicas, no exercício da fala, nas diversas práticas vivenciadas. Elaboro assim a ideia de um nomadismo plural nas atividades do e da performer com a fala. Uma fala nômade, que transita entre muitos territórios culturais e cênicos, toma formas diversas e busca a conexão com o outro, com os fluxos e os afetos que se cruzam nos espaços criativos intersubjetivos e interculturais. |
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