O equilíbrio de idosas: características biológicas, clínicas e biomecânicas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Paiva, Paula Bertolini de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23981
Resumo: Contextualização: No processo de envelhecimento ocorrem alterações fisiológicas que alteram o equilíbrio e podem levar as quedas. Estas alterações podem ser vistas nas características biológicas, clínicas e biomecânicas. Objetivo: Avaliar o equilíbrio de idosas conforme as características biológicas, clínicas e biomecânicas. Método: 30 idosas, 16 sem histórico de quedas (SHQ) e 14 com histórico de quedas (CHQ) participaram deste estudo. Foram utilizadas a ficha de caracterização da amostra e FES_I para as biológicas, para as clínicas, o BESTest e para as biomecânicas os testes: postura bipodal (PBI), postura translação anterior (PTA), postura translação posterior (PTP) e postura semitandem (PST) associados aos olhos abertos (OA), olhos fechados (OF) e feedback visual (FV) no Neurocom Equitest®. O teste estatístico McNemar, tamanho de efeito Phi, Cramer‟s e frequência relativa foram realizados para as características biológicas. O teste ANOVA one way analysis of variance para o BESTest e para as características biomecânicas, os dados foram processados em rotina MATLAB e o teste ANOVA three way analysis of variance foi realizado. O cálculo de sensibilidade e especificidade foi realizado para a relação entre as avaliações clínicas e biomecânicas. Resultados: Houve diferença CHQ com diabetes (28,6%) e com deficiência visual (100%) em relação ao SHQ (6,3%) (p=0,01 e φ=0,4) e (93,8%) (p=0,0003 e φ=0,6) respectivamente. O SHQ relatou saúde excelente (6,3%), muito boa (37,5%), boa (56,3%), ruim (0%) e razoável (0%) em relação ao relato do CHQ (0%, 7,1%, 57,1%, 35,7% e 0%) respectivamente (p=0,002 e φ=0,28). A atividade de “caminhando sobre superfícies irregulares” do FES_I (p=0,02) mostrou diferença entre os grupos. Houve diferença na estabilidade da marcha do BESTest entre SHQ (92,38%) e CHQ (79,04%) (p=0,02). As biomecânicas mostraram que CHQ apresentou maior oscilação do equilíbrio na direção ML e AP do COP em relação ao SHQ (p<0,05). Com FV houve menor oscilação na direção ML e AP do COP em relação ao OA e OF (p<0,05). PTP e PTA apresentaram maior oscilação do COP na direção ML. A PST apresentou maior oscilação do COP na direção AP e a PBI apresentou menor oscilação nas duas direções do COP (p<0,05). A avaliação biomecânica teve fraca sensibilidade e alta especificidade e o BESTest apresentou moderada sensibilidade e fraca especificidade. Conclusão: Idosas caidoras tendem a apresentar maiores alterações do equilíbrio em relação a idosas não caidoras. Desta forma, compreender as características envolvidas no equilíbrio de idosos pode auxiliar na avaliação e na reabilitação fisioterapêutica na prevenção de quedas.
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