Altas diluições dinamizadas no manejo de doenças do feijoeiro (phaseolus vulgaris l.) e seu efeito no processo de indução de resistência.
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23772 |
Resumo: | O feijão comum é um alimento básico integrante da dieta da população brasileira que junto com o arroz, é uma das principais fontes de proteínas e aminoácidos essenciais ao ser humano. Uma grande variedade de cultivares comerciais de feijão com alta produtividade tem sido disponibilizadas aos agricultores, porém, na maioria delas, ainda bastante suscetíveis a uma ou mais doenças que demandam o uso de agrotóxicos para o controle. Nesse sentido, tanto os consumidores como os agricultores exigem o desenvolvimento de práticas de controle em substituição ao controle químico. Devido aos problemas ambientais causados pelo uso de agrotóxicos e aos frequentes relatos do aparecimento de fitopatógenos resistentes aos fungicidas, a agricultura moderna exige o desenvolvimento de medidas alternativas ao controle químico, destacando-se a indução de resistência das plantas aos patógenos. A indução de resistência pode ser entendida como o aumento da atividade dos mecanismos estruturais e/ou bioquímicos de respostas de defesa da planta pela utilização de agentes externos, de origem biótica ou abiótica. As altas diluições dinamizadas são substâncias que podem estimular os mecanismos bioquímicos e estruturais de defesa das plantas resultando na indução da resistência a doenças. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de altas diluições dinamizadas, constituídas, em sua matéria prima, pelo cálcio no desenvolvimento e produtividade das plantas de feijoeiro, na incidência e severidade de Colletotrichum lindemuthianum (Sacardo e Magnus) (antracnose), Pseudocercospora griseola (Sacc.) Crous & U. Braun (mancha-angular) e Erysiphe polygoni DC. (oídio) e nos metabólitos relacionados ao processo de indução de resistência. Experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, Laboratório de Biotecnologia e Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal da Estação Experimental da Epagri de Lages – SC em colaboração com CAV/UDESC. Os experimentos na fase I foram conduzidos em casa de vegetação durante três ciclos de cultivo, em delineamento em blocos casualizados, utilizando-se seis tratamentos, seis repetições e duas cultivares (Pérola e Campeiro). Os tratamentos consistiram de altas diluições dinamizadas de Calcarea carbonica, Calcarea phosphorica, Hepar sulphur e calcário de conchas, todos na potência de 12CH (ordem de diluição centesimal Hahnemanniana), e como testemunhas foram utilizadas água destilada e parcela sem aplicação. Os tratamentos foram aplicados via pulverização na parte aérea das plantas e a unidade amostral foi composta por um vaso com duas plantas que foram conduzidas até o final do ciclo. Os experimentos na fase II foram conduzidos em casa de vegetação com temperatura controlada a 25 ºC, por um ciclo de cultivo, em delineamento inteiramente casualizado e em parcelas subdivididas, utilizando-se cinco tratamentos, três repetições, seis tempos de coletas e duas cultivares. As cultivares de feijoeiro e os tratamentos utilizados foram os mesmos já supracitados na fase I. Os tratamentos foram aplicados via pulverização na parte aérea das plantas até o ponto de escorrimento e a unidade amostral foi composta por um vaso com uma planta, sendo conduzidas até estágio V2. Os trifólios foram coletados em 0h, 1h, 6h, 12h, 24h e 48h após a aplicação dos tratamentos (AAT). As avaliações dos experimentos na fase I foram realizadas através do crescimento e desenvolvimento das plantas e da produtividade potencial das cultivares, além da incidência e severidade de C. lindemuthianum, P. griseola e E. polygoni. Já na fase II avaliou-se a indução de resistência das plantas a partir da atividade enzimática de peroxidase de guaiacol (POD), polifenoloxidase (PPO), catalase (CAT) e também pela atividade de fitoalexina faseolina. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade pela análise de Shapiro-Wilk, atendidos aos critérios os mesmos foram submetidos ao teste de Tukey a 5% com auxílio do Software R. Considerando o cálculo de Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD), as plantas tratadas com as altas diluições de Calcarea carbonica e Calcarea phosphorica apresentaram os menores índices de severidade e incidência de antracnose, mancha-angular e oídio. Os caracteres 5 agronômicos como as variáveis de alturas, diâmetro de caule, número de flores e folhas não apresentaram diferenças estatísticas em nenhum dos três ciclos de cultivo. Na avaliação de peso/planta as plantas da cultivar Pérola tratadas com as altas diluições de Calcarea phosphorica, calcário de conchas e Hepar sulphur no primeiro, segundo e terceiro ciclo, mostraram maior produção de grãos; Nas plantas de feijoeiro da cultivar Campeiro os tratamentos que apresentaram os melhores valores foram Hepar sulphur, calcário de conchas e água destilada no primeiro, segundo e terceiro ciclo, respectivamente. Quanto aos resultados obtidos na fase II dos experimentos, na avaliação da enzima PPO observou-se que para ambas as cultivares de feijoeiro o maior pico da atividade da enzima, foi apresentado pelas plantas que foram tratadas com a alta diluição dinamizada de calcário de conchas. Da mesma forma, plantas da cv. Pérola tratadas com calcário de conchas, mostraram acréscimo da enzima POD 12h AAT. Na cultivar Campeiro a aplicação de Calcarea phosphorica promoveu o acréscimo da atividade da enzima 6h AAT com pico que se manteve contínuo até 48h AAT. Para a enzima CAT na cultivar Pérola, a maior atividade da enzima foi encontrada 24h AAT quando as plantas foram tratadas com Calcarea carbonica. Já para cultivar Campeiro o pico da enzima foi observado 12h AAT com a utilização de calcário de conchas e Calcarea carbonica não havendo diferenças estatísticas entre si, sendo que este resultado, se manteve contínuo até 48h AAT. Na indução de fitoalexina faseolina para a cultivar Pérola se observou pico de atividade após a aplicação de Hepar sulphur, enquanto que na cultivar Campeiro o pico de indução foi observado após a aplicação de Calcarea phosphorica. Os resultados obtidos mostram que as altas diluições dinamizadas são capazes de reduzir a severidade e incidência de doenças, o que reflete diretamente no potencial produtivo das cultivares de feijoeiro. Além disso, observa-se que as cultivares de feijoeiro e também os mecanismos de defesa respondem de forma diferente à aplicação das altas diluições dinamizadas, no entanto, também se observa um alto potencial elicitor das altas diluições testadas aos mecanismos de defesa das plantas. |
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Devido aos problemas ambientais causados pelo uso de agrotóxicos e aos frequentes relatos do aparecimento de fitopatógenos resistentes aos fungicidas, a agricultura moderna exige o desenvolvimento de medidas alternativas ao controle químico, destacando-se a indução de resistência das plantas aos patógenos. A indução de resistência pode ser entendida como o aumento da atividade dos mecanismos estruturais e/ou bioquímicos de respostas de defesa da planta pela utilização de agentes externos, de origem biótica ou abiótica. As altas diluições dinamizadas são substâncias que podem estimular os mecanismos bioquímicos e estruturais de defesa das plantas resultando na indução da resistência a doenças. 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Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23772Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Udescinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-11-06T06:01:34Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23772Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-11-06T06:01:34Repositório Institucional da Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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O feijão comum é um alimento básico integrante da dieta da população brasileira que junto com o arroz, é uma das principais fontes de proteínas e aminoácidos essenciais ao ser humano. Uma grande variedade de cultivares comerciais de feijão com alta produtividade tem sido disponibilizadas aos agricultores, porém, na maioria delas, ainda bastante suscetíveis a uma ou mais doenças que demandam o uso de agrotóxicos para o controle. Nesse sentido, tanto os consumidores como os agricultores exigem o desenvolvimento de práticas de controle em substituição ao controle químico. Devido aos problemas ambientais causados pelo uso de agrotóxicos e aos frequentes relatos do aparecimento de fitopatógenos resistentes aos fungicidas, a agricultura moderna exige o desenvolvimento de medidas alternativas ao controle químico, destacando-se a indução de resistência das plantas aos patógenos. A indução de resistência pode ser entendida como o aumento da atividade dos mecanismos estruturais e/ou bioquímicos de respostas de defesa da planta pela utilização de agentes externos, de origem biótica ou abiótica. As altas diluições dinamizadas são substâncias que podem estimular os mecanismos bioquímicos e estruturais de defesa das plantas resultando na indução da resistência a doenças. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de altas diluições dinamizadas, constituídas, em sua matéria prima, pelo cálcio no desenvolvimento e produtividade das plantas de feijoeiro, na incidência e severidade de Colletotrichum lindemuthianum (Sacardo e Magnus) (antracnose), Pseudocercospora griseola (Sacc.) Crous & U. Braun (mancha-angular) e Erysiphe polygoni DC. (oídio) e nos metabólitos relacionados ao processo de indução de resistência. Experimentos foram conduzidos em casa de vegetação, Laboratório de Biotecnologia e Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal da Estação Experimental da Epagri de Lages – SC em colaboração com CAV/UDESC. Os experimentos na fase I foram conduzidos em casa de vegetação durante três ciclos de cultivo, em delineamento em blocos casualizados, utilizando-se seis tratamentos, seis repetições e duas cultivares (Pérola e Campeiro). Os tratamentos consistiram de altas diluições dinamizadas de Calcarea carbonica, Calcarea phosphorica, Hepar sulphur e calcário de conchas, todos na potência de 12CH (ordem de diluição centesimal Hahnemanniana), e como testemunhas foram utilizadas água destilada e parcela sem aplicação. Os tratamentos foram aplicados via pulverização na parte aérea das plantas e a unidade amostral foi composta por um vaso com duas plantas que foram conduzidas até o final do ciclo. Os experimentos na fase II foram conduzidos em casa de vegetação com temperatura controlada a 25 ºC, por um ciclo de cultivo, em delineamento inteiramente casualizado e em parcelas subdivididas, utilizando-se cinco tratamentos, três repetições, seis tempos de coletas e duas cultivares. As cultivares de feijoeiro e os tratamentos utilizados foram os mesmos já supracitados na fase I. Os tratamentos foram aplicados via pulverização na parte aérea das plantas até o ponto de escorrimento e a unidade amostral foi composta por um vaso com uma planta, sendo conduzidas até estágio V2. Os trifólios foram coletados em 0h, 1h, 6h, 12h, 24h e 48h após a aplicação dos tratamentos (AAT). As avaliações dos experimentos na fase I foram realizadas através do crescimento e desenvolvimento das plantas e da produtividade potencial das cultivares, além da incidência e severidade de C. lindemuthianum, P. griseola e E. polygoni. Já na fase II avaliou-se a indução de resistência das plantas a partir da atividade enzimática de peroxidase de guaiacol (POD), polifenoloxidase (PPO), catalase (CAT) e também pela atividade de fitoalexina faseolina. Os dados foram submetidos ao teste de normalidade pela análise de Shapiro-Wilk, atendidos aos critérios os mesmos foram submetidos ao teste de Tukey a 5% com auxílio do Software R. Considerando o cálculo de Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD), as plantas tratadas com as altas diluições de Calcarea carbonica e Calcarea phosphorica apresentaram os menores índices de severidade e incidência de antracnose, mancha-angular e oídio. Os caracteres 5 agronômicos como as variáveis de alturas, diâmetro de caule, número de flores e folhas não apresentaram diferenças estatísticas em nenhum dos três ciclos de cultivo. Na avaliação de peso/planta as plantas da cultivar Pérola tratadas com as altas diluições de Calcarea phosphorica, calcário de conchas e Hepar sulphur no primeiro, segundo e terceiro ciclo, mostraram maior produção de grãos; Nas plantas de feijoeiro da cultivar Campeiro os tratamentos que apresentaram os melhores valores foram Hepar sulphur, calcário de conchas e água destilada no primeiro, segundo e terceiro ciclo, respectivamente. Quanto aos resultados obtidos na fase II dos experimentos, na avaliação da enzima PPO observou-se que para ambas as cultivares de feijoeiro o maior pico da atividade da enzima, foi apresentado pelas plantas que foram tratadas com a alta diluição dinamizada de calcário de conchas. Da mesma forma, plantas da cv. Pérola tratadas com calcário de conchas, mostraram acréscimo da enzima POD 12h AAT. Na cultivar Campeiro a aplicação de Calcarea phosphorica promoveu o acréscimo da atividade da enzima 6h AAT com pico que se manteve contínuo até 48h AAT. 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