Comportamento físico-mecânico de solos com caráter retrátil do sul do Brasil.
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22967 |
Resumo: | O caráter retrátil, conforme o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos – SiBCS, é expressivo nas classes de Nitossolos e Latossolos. Nestes solos é notável a retração acentuada da massa de solo após a exposição dos perfis ao efeito de secagem prolongada. Objetiva-se aprofundar o conhecimento nestes solos, a fim de pautar como a compressibilidade, compactabilidade, resistência, pressão de pré consolidação (σp) e o índice de compressão (Cc) age na estrutura destes solos. O estudo ocorreu em três etapas: (1) coleta dos solos contendo horizonte A (HA) e horizonte B (HB) para determinação das diferentes umidades e posterior compressão uniaxial, obtendo valores da σp, Cc e peso específico aparente seco (γd); (2) limites de consistência, Proctor (energia normal, intermediária e modificada), classificação Transportation Research Board (TRB) e Unified Soil Classification System (USCS); (3) ensaio de Índice de suporte Califórnia (CBR) com avaliação da expansão. O delineamento foi inteiramente casualizado e os resultados da compressbilidade foram submetidos aos testes de normalidade (Kolmogorov-Smirnov), homogeneidade das variâncias (Bartlet), análises de variância (horizonte, umidade, horizonte x umidade), teste de comparação múltipla (Holm-Sidak), análise de correlação de Pearson (dados paramétricos) ou Spearman (não paramétricos) e regressão múltipla linear (Stepwise) e não linear (Marquardt). Foram retirados dos modelos os outliers e na modelagem da σρ o método de Buscher (1990) foi utilizado, com ajuste de forma por regressão não linear. O Latossolo Bruno Distrófico Típico (LBVAC), Latossolo Vermelho Distrófico Retrático (LVCN) e o Nitossolo Bruno Distrófico Húmico (NBCUR) foram coletados em taludes adjacentes a rodovias, são solos finos com textura argilosa e muito argilosa com média plasticidade. Pelo sistema TRB os solos foram classificados como A-7-5 ambos de sofrível a mau para aplicação em subleito, e na USCS como OH (argilas orgânicas de alta e média plasticidade). Na compressibilidade a σp teve variações significativas e mostrou-se menor na sucção matricial (Ψm) de 6 kPa e teve tendência de aumento na Ψm ≥ 500 kPa. O Cc teve variações significativas e mostrou-se maior na Ψm de 6 a 100 kPa, e quando o solo apresentava densidade menor. Nos ensaios de Proctor os solos tiveram umidade ótima a compactação (Uoc) de 29,2 a 39,6% e o peso específico aparente seco máximo (γdmáx) variou de 1,34 a 1,47 g/cm³ entre os solos. Para o ensaio CBR foi considerada a curva Proctor Intermediária simulando uma energia compatível para solos de sub-base de pavimento, o LBVAC HB apresentou o maior CBR = 17,96% e expansão de 0,29%. Os solos apresentaram valores de CBR < 20% e Expansão < 2% na Uoc enfatizando que não devem ser usados em sub-base de pavimento, porém uma estabilização química certamente aumentaria este CBR ≥ 20% ocasionando o possível uso em sub-base. Como os solos são retráteis em algum grau eles também são expansivos, logo em condição compactada na Uoc e saturada por 96 horas a máxima expansão alcançada foi no LBVAC HA (1,58%). |
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