Validade e confiabilidade do Teste do degrau em cadência livre para avaliar a capacidade funcional em pacientes hemodialíticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Carla Cristina de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000fhkg
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20758
Resumo: Introdução: A doença renal crônica (DRC) provoca transtornos fisiológicos irreversíveis e os indivíduos hemodialíticos frequentemente apresentam desequilíbrios no metabolismo muscular que refletem no comprometimento da capacidade funcional e da qualidade de vida. O teste do degrau de 6 minutos (TD6’) tem sido aplicado para avaliar a capacidade submáxima de exercício em algumas populações, sendo mais prático do que o teste de caminhada de 6 minutos (TC6’), que é considerado referência para esse desfecho. Contudo, o TD6’ não foi validado para a população renal. Objetivos: verificar a confiabilidade e a validade de critério do TD6’ para avaliar a capacidade funcional de indivíduos hemodialíticos. Métodos: trata-se de um estudo transversal, analítico e observacional, que foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos. Foram incluídos no estudo indivíduos com DRC em tratamento hemodialítico há pelo menos 6 meses, com idade entre 20 e 75 anos, estáveis e sob acompanhamento médico. A coleta foi dividida em dois dias de avaliação, sendo um dia para a realização (TD6’) em cadência livre e o outro para a realização do (TC6’), a ordem de realização dos testes foi randomizada. Cada teste foi realizado duas vezes, com intervalo mínimo de 30 minutos entre eles. No primeiro dia de coleta os seguintes parâmetros foram avaliados: anamnese, antropometria, prova de função pulmonar e teste funcional sorteado. No 2º dia: avaliação da qualidade de vida, nível cognitivo por meio de questionários e teste funcional sorteado. O coeficiente de correlação intraclasse (ICC) foi calculado utilizando modelo único com efeito misto de duas vias para concordância absoluta. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes sendo dois excluídos, sendo assim, a amostra foi constituída por 33 pacientes hemodialíticos, sendo a maioria homens (66%) com idade média de 56±13 anos, índice de massa corporal com média de 28,7 e tempo médio de hemodiálise de 3,51 horas. Houve forte correlação na quantidade de degraus realizada no TD6 com a distância percorrida no TC6 (r =0,876; p<0,001).A Confiabilidade do TD6’foi considerada excelente entre teste e reteste realizado intravaliador (ICC=0,943[IC 95% = 0,842 – 0,977]; Conclusão: O TD6’demonstrou ser válido e confiável. Assim sendo, pode ser considerado uma ferramenta viável para avaliação da capacidade funcional em indivíduos hemodialíticos.
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