Comportamento do assoalho pélvico pré e pós radioterapia em mulheres com câncer ginecológico
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24780 |
Resumo: | O câncer ginecológico compreende um conjunto de neoplasias malignas do corpo e colo uterino, ovários, endométrio, vagina e/ou vulva. No Brasil, mais de 15.000 mulheres foram acometidas em 2014 por pelo menos um tipo de câncer ginecológico. Mostra-se como um grave problema de saúde pública, uma vez que, o câncer de cólo de útero está associado ao vírus Papilomavírus Humano (HPV), comum em países em desenvolvimento. Os tratamentos para o câncer ginecológico incluem a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Uma das características preocupantes após o tratamento com radioterapia pélvica nos cânceres ginecológicos é a sua associação com os efeitos envolvendo disfunções do assoalho pélvico. Diante das possíveis repercussões no assoalho pélvico, este estudo teve como objetivo avaliar a função do assoalho pélvico e comparar o comportamento deste em mulheres com câncer ginecológico antes e após o tratamento com radioterapia em curto prazo. Para tanto, a amostra do estudo foi composta de 20 mulheres com diagnóstico de câncer ginecológico, com idade mínima de 18 anos e residentes da Grande Florianópolis. Essas passaram por dois períodos de avaliação nos músculos do assoalho pélvicos, sendo um pré radioterapia e outro após o tratamento com radioterapia. A avaliação da função muscular do assoalho pélvico foi realizada em duas etapas: a palpação digital pelo esquema PERFECT (no item “força” aplicou-se a Escala Oxford Modificada) e avaliação com eletromiografia de superfície. A análise dos dados foi realizada com estatística descritiva por meio de média e desvio padrão, enquanto as variáveis categóricas por meio de frequência simples e relativa. Para comparação entre os períodos pré e pó s radioterapia, utilizou-se o teste t pareado ou o teste de Wilcoxon, conforme a distribuição dos dados. Na eletromiografia (EMG), os sinais foram analisados utilizando-se o programa Matlab (The MathWorks®®, versão 5.3). As aquisições de repouso (atividade basal), de contração isotônica e contração isométrica foram analisados por meio do cálculo do RMS. Nesta análise foi utilizado filtro passa-banda de 20 a 450Hz. Os valores do RMS foram calculados por meio de janelas móveis de 100 ms (200 dados), movidas em 0,5 ms em cada conjunto de dados. Os resultados apontaram que a Força, a Manutenção da Contração e a Rapidez apresentaram valores inferiores após a radioterapia, sendo a Força a variável significativamente menor após o tratamento com radioterapia em curto prazo. A atividade eletromiográfica apresentou valores significativamente menores no período após radioterapia. Conclui-se que o tratamento com a radioterapia para o CA ginecológico diminui a força e a amplitude de contração muscular do assoalho pélvico nas fases iniciais após o tratamento. |
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O câncer ginecológico compreende um conjunto de neoplasias malignas do corpo e colo uterino, ovários, endométrio, vagina e/ou vulva. No Brasil, mais de 15.000 mulheres foram acometidas em 2014 por pelo menos um tipo de câncer ginecológico. Mostra-se como um grave problema de saúde pública, uma vez que, o câncer de cólo de útero está associado ao vírus Papilomavírus Humano (HPV), comum em países em desenvolvimento. Os tratamentos para o câncer ginecológico incluem a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Uma das características preocupantes após o tratamento com radioterapia pélvica nos cânceres ginecológicos é a sua associação com os efeitos envolvendo disfunções do assoalho pélvico. Diante das possíveis repercussões no assoalho pélvico, este estudo teve como objetivo avaliar a função do assoalho pélvico e comparar o comportamento deste em mulheres com câncer ginecológico antes e após o tratamento com radioterapia em curto prazo. Para tanto, a amostra do estudo foi composta de 20 mulheres com diagnóstico de câncer ginecológico, com idade mínima de 18 anos e residentes da Grande Florianópolis. Essas passaram por dois períodos de avaliação nos músculos do assoalho pélvicos, sendo um pré radioterapia e outro após o tratamento com radioterapia. A avaliação da função muscular do assoalho pélvico foi realizada em duas etapas: a palpação digital pelo esquema PERFECT (no item “força” aplicou-se a Escala Oxford Modificada) e avaliação com eletromiografia de superfície. A análise dos dados foi realizada com estatística descritiva por meio de média e desvio padrão, enquanto as variáveis categóricas por meio de frequência simples e relativa. Para comparação entre os períodos pré e pó s radioterapia, utilizou-se o teste t pareado ou o teste de Wilcoxon, conforme a distribuição dos dados. Na eletromiografia (EMG), os sinais foram analisados utilizando-se o programa Matlab (The MathWorks®®, versão 5.3). As aquisições de repouso (atividade basal), de contração isotônica e contração isométrica foram analisados por meio do cálculo do RMS. Nesta análise foi utilizado filtro passa-banda de 20 a 450Hz. Os valores do RMS foram calculados por meio de janelas móveis de 100 ms (200 dados), movidas em 0,5 ms em cada conjunto de dados. Os resultados apontaram que a Força, a Manutenção da Contração e a Rapidez apresentaram valores inferiores após a radioterapia, sendo a Força a variável significativamente menor após o tratamento com radioterapia em curto prazo. A atividade eletromiográfica apresentou valores significativamente menores no período após radioterapia. Conclui-se que o tratamento com a radioterapia para o CA ginecológico diminui a força e a amplitude de contração muscular do assoalho pélvico nas fases iniciais após o tratamento. |
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