Telerreabilitação do assoalho pélvico em mulheres com incontinência urinária pós- tratamento do câncer pélvico ginecológico: avaliação de sua eficácia e experiência das participantes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Fretta, Tatiana de Bem
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-04042025-151347/
Resumo: Introdução: O câncer pélvico ginecológico inclui as neoplasias malignas do corpo e colo uterino, endométrio, ovários, vagina ou vulva, e os tratamentos são: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, frequentemente desencadeiam morbidades como a incontinência urinária (IU), e outros problemas físicos e psicológicos associados. Considerando os inúmeros sintomas e efeitos colaterais decorrentes do tratamento do câncer pélvico ginecológico incluindo as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAPs), considera-se plausível que atividades educativas no contexto de telerreabilitação possam representar solução viável e eficaz para minimizar alguns efeitos colaterais do tratamento do câncer pélvico ginecológico. Objetivos: Os objetivos desta tese foram: 1- realizar uma revisão sistemática sobre o tema, 2- avaliar a eficácia de um protocolo de telerreabilitação na IU e qualidade de vida das participantes pós-tratamento do câncer pélvico ginecológico, 3- avaliar a experiência e percepção das participantes em uma atividade educativa online voltada a reabilitação do assoalho pélvico pós-tratamento de câncer pélvico ginecológico. Métodos: Trata-se de uma tese que incluiu uma revisão sistemática de literatura, um ensaio randomizado e controlado e um estudo qualitativo. Resultados: O estudo 1 inclui 7 artigos que incluiram 244 mulheres. Os estudos foram desenvolvidos na América do Sul, na Ásia e na Oceania. Apenas 3 eram ensio clínico randomizado (ECR). Os ECR apresentaram qualidade metodológica intermediária (PEDro 6). O resultados indicaram a eficácia do TMAP no tratamento da IU pós-tratamento do câncer pélvico ginecológico, melhorando a gravidade e o impacto na qualidade de vida, e o uso do dilatador vaginal melhorou a estenose vaginal, no entanto, o grau de certeza da evidência é baixo. O estudo 2 incluiu 59 participantes randomizadas em um grupo de intervenção (GI) n=29, e um grupo controle (GC) n=29. Após 12 semanas de intervenção esse estudo demonstrou melhora significativa no desfecho primário no GI intergrupo (IC95% -8.05; -2.98) (p≤0.001) e reduziu a prevalência de IU (OR 0,038, 95% 0,005 a 0,320, p=0,003), o GC apresentou pior gravidade e impacto da IU na qualidade de vida. Na análise da dispareunia o GI teve uma melhora significativa intergrupos (IC 95% -3.61; -0.11) (p=0.012) e na dor (IC 95% 3.61; -0.11) (p=0.037), o GC não ouve melhoras. O estudo 3 revelou que as participantes do grupo de telerreabilitação promoveu laços de amizade, em que elas se sentiam mais à vontade para falar sobre o câncer, vencer a ansiedade, medos e desafios, levando a uma melhora na percepção em relação à vida. Conclusão: Os três estudos que compõem esta tese contribuíram para uma melhor compreensão da temática e oferecimento de soluções. A revisão sistemática de literatura (estudo 1) revelou o potencial de melhora dos sintomas de disfunção dos MAPs por meio de intervenções fisioterapêuticas como o treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP) e uso de dilatadores vaginais, entretanto o número de ECR é escasso e há a necessidade de mais estudos de alta qualidade metodológica. O ECR (estudo 2) demonstrou que um programa de 12 semanas de telerreabilitação foi eficaz na diminuição da severidade de IU, na melhora da dispareunia e na dor. O estudo 3 apreendeu uma experiência positiva das participantes no grupo educativo.
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Considerando os inúmeros sintomas e efeitos colaterais decorrentes do tratamento do câncer pélvico ginecológico incluindo as disfunções dos músculos do assoalho pélvico (MAPs), considera-se plausível que atividades educativas no contexto de telerreabilitação possam representar solução viável e eficaz para minimizar alguns efeitos colaterais do tratamento do câncer pélvico ginecológico. Objetivos: Os objetivos desta tese foram: 1- realizar uma revisão sistemática sobre o tema, 2- avaliar a eficácia de um protocolo de telerreabilitação na IU e qualidade de vida das participantes pós-tratamento do câncer pélvico ginecológico, 3- avaliar a experiência e percepção das participantes em uma atividade educativa online voltada a reabilitação do assoalho pélvico pós-tratamento de câncer pélvico ginecológico. Métodos: Trata-se de uma tese que incluiu uma revisão sistemática de literatura, um ensaio randomizado e controlado e um estudo qualitativo. Resultados: O estudo 1 inclui 7 artigos que incluiram 244 mulheres. Os estudos foram desenvolvidos na América do Sul, na Ásia e na Oceania. Apenas 3 eram ensio clínico randomizado (ECR). Os ECR apresentaram qualidade metodológica intermediária (PEDro 6). O resultados indicaram a eficácia do TMAP no tratamento da IU pós-tratamento do câncer pélvico ginecológico, melhorando a gravidade e o impacto na qualidade de vida, e o uso do dilatador vaginal melhorou a estenose vaginal, no entanto, o grau de certeza da evidência é baixo. O estudo 2 incluiu 59 participantes randomizadas em um grupo de intervenção (GI) n=29, e um grupo controle (GC) n=29. Após 12 semanas de intervenção esse estudo demonstrou melhora significativa no desfecho primário no GI intergrupo (IC95% -8.05; -2.98) (p≤0.001) e reduziu a prevalência de IU (OR 0,038, 95% 0,005 a 0,320, p=0,003), o GC apresentou pior gravidade e impacto da IU na qualidade de vida. Na análise da dispareunia o GI teve uma melhora significativa intergrupos (IC 95% -3.61; -0.11) (p=0.012) e na dor (IC 95% 3.61; -0.11) (p=0.037), o GC não ouve melhoras. O estudo 3 revelou que as participantes do grupo de telerreabilitação promoveu laços de amizade, em que elas se sentiam mais à vontade para falar sobre o câncer, vencer a ansiedade, medos e desafios, levando a uma melhora na percepção em relação à vida. Conclusão: Os três estudos que compõem esta tese contribuíram para uma melhor compreensão da temática e oferecimento de soluções. A revisão sistemática de literatura (estudo 1) revelou o potencial de melhora dos sintomas de disfunção dos MAPs por meio de intervenções fisioterapêuticas como o treinamento muscular do assoalho pélvico (TMAP) e uso de dilatadores vaginais, entretanto o número de ECR é escasso e há a necessidade de mais estudos de alta qualidade metodológica. O ECR (estudo 2) demonstrou que um programa de 12 semanas de telerreabilitação foi eficaz na diminuição da severidade de IU, na melhora da dispareunia e na dor. O estudo 3 apreendeu uma experiência positiva das participantes no grupo educativo.Introduction: Gynecological pelvic cancer includes malignant neoplasms of the body and cervix, endometrium, ovaries, vagina or vulva, and treatments are: such as surgery, chemotherapy and radiotherapy often trigger morbidities such as urinary incontinence (UI) and other physical problems and associated psychological issues. Considering the numerous symptoms and side effects resulting from the treatment of gynecological pelvic cancer, including pelvic floor muscle (PFM) dysfunction, it is considered plausible that educational activities in the context of telerehabilitation may represent a viable and effective solution to minimize some side effects of treatment, of gynecological pelvic cancer. Objectives: The objectives of this thesis were: 1- carry out a systematic review on this topic, 2- evaluate the effectiveness of a telerehabilitation protocol on urinary incontinence and quality of life of women after treatment for gynecological pelvic cancer, 3- evaluate the experience and perception of women participating in an online educational activity aimed at pelvic floor rehabilitation after gynecological pelvic cancer treatment. Methods: This is a thesis that included a systematic literature review, a randomized and controlled trial and a qualitative study. Results: Study 1 included 7 articles for this review with 244 participants. The studies were carried out in South America, Asia and Oceania. Only 3 were RCTs. The RCTs presented intermediate methodological quality (PEDro 6). The results indicated the effectiveness of TMAP in the treatment of UI post-treatment of gynecological pelvic cancer, improving the severity and impact on quality of life, and the use of the vaginal dilator improved vaginal stenosis, however, the degree of certainty of the evidence is low. Study 2 included 59 participants randomized into an intervention group (IG) n=29, and a control group (CG) n=29. After 12 weeks of intervention, this study showed a significant improvement in the primary endpoint in the GI intergroup (95% CI -8.05; -2.98) (p≤0. 001) and reduced the prevalence of UI (OR 0.038, 95% 0.005 to 0.320, p=0.003), the CG showed worse severity and impact of UI on quality of life. In the analysis of dyspareunia, the IG had a significant inter-group improvement (95% CI -3.61; -0.11) (p=0.012) and in pain (95% CI 3.61; -0.11) (p=0.037), the CG had no improvement. Study 3 revealed that participants of the telerehabilitation group promoted bonds of friendship, in which they felt more comfortable talking about cancer, overcoming anxiety, fears and challenges, leading to an improvement in their perception of life. Conclusion: The three studies that make up this thesis have contributed to a better understanding of the issue and to offering solutions. The systematic literature review (study 1) revealed the potential for improving symptoms of PFM dysfunction through physiotherapeutic interventions such as TMAP and the use of vaginal dilators; however, the number of RCTs is scarce and there is a need for more studies of high methodological quality. The RCT (study 2) showed that a 12-week telerehabilitation program was effective in reducing the severity of UI, improving dyspareunia and pain. Study 3 found a positive experience of the participants in the educational group.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPJorge, Cristine HomsiFretta, Tatiana de Bem2024-11-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17152/tde-04042025-151347/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-24T18:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-151347Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-24T18:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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