Ocorrência de mosquitos vetores do vírus da febre amarela em áreas com registro de epizootias na Serra Catarinense.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22850 |
Resumo: | A Febre Amarela é uma doença arbovírica infeciosa febril aguda transmitida por mosquitos, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. Existem dois ciclos de transmissão, um silvestre e um urbano. Nas Américas, o ciclo silvestre é mantido nas florestas através da transmissão deste arbovírus por mosquitos vetores do gênero Haemagogus e Sabethes, entre Primatas não Humanos. O ser humano ao adentrar em áreas florestais, acaba acidentalmente se infectando e fazendo parte do ciclo. No ciclo urbano, o único hospedeiro é o ser humano e o vetor é o mosquito Aedes aegypti. A transmissão do vírus da Febre Amarela a seres humanos é precedida pelo acometimento de Primatas não Humanos (epizootia). No ano de 2021 a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (DIVE) reportou um surto de epizootias de Febre Amarela Silvestre no estado, e registro de casos em humanos da doença. A investigação epidemiológica constatou a circulação do vírus em macacos mortos de todas as regiões do estado e em maior proporção na Serra Catarinense. Entre fevereiro e março de 2023 e fevereiro e junho de 2024 realizou-se um estudo nos municípios da região serrana que registraram epizootias, com o objetivo de analisar quais eram os mosquitos que ocorriam nos locais, para futuramente determinar sua participação na veiculação do vírus da Febre Amarela. Foi utilizado o método isca humana, com auxílio de puçá entomológico e aspirador bucal adaptado para a coleta dos mosquitos que ocorreu a nível do solo. Entre os meses de fevereiro e março de 2023, e fevereiro e junho de 2024, um total de 629 mosquitos foram capturados em 08 municípios da Serra Catarinense. Os gêneros mais coletados foram o Psorophora,549 (87,28%), seguido de 32 exemplares do gênero Aedes (5,08 %). Os gêneros Culex tiveram 25 exemplares coletados (3,97%), assim como Wyeomia (3,97%), Limatus 10 (1,58%), Mansonia 4 (0,63%), Sabethes 4 (0,63%), Coquilletidea 2 (0,31%), Haemagogus 1 (0,15%), Orthopodomyia 1 (0,15%), Runchomya 1 (0,15%), e 5 espécies não identificadas (0,79%). A diversidade da população de mosquitos e a quantidade de indivíduos variou nos diferentes habitats onde foram realizados este estudo, de forma que os habitats mais heterogêneos e preservados apresentaram maior Indice de Diversidade (ID), riqueza de espécies e menor abundância de indivíduos coletados, enquanto inversamente em ambientes mais homogêneos e com menor preservação, apresentaram-se menores ID e riqueza, e maior número de indivíduos. Em nossos estudos, poucos exemplares de vetores conhecidos do vírus da Febre Amarela foram coletados onde o vírus circulou, sugerindo a participação de outras espécies de mosquitos no surto ocorrido. Mais estudos devem ser realizados com o intuito de descobrir o papel dos mosquitos predominantes, em especial os culicídeos dos gêneros Psorophora e Aedes, como vetores secundários da Febre Amarela à nível local, assim como ampliar a área de coleta às espécies que habitam os extratos florestais superiores, com o intuito de oferecer informações mais detalhadas as autoridades de saúde pública, para a prevenção contra a Febre Amarela. |
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A Febre Amarela é uma doença arbovírica infeciosa febril aguda transmitida por mosquitos, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. Existem dois ciclos de transmissão, um silvestre e um urbano. Nas Américas, o ciclo silvestre é mantido nas florestas através da transmissão deste arbovírus por mosquitos vetores do gênero Haemagogus e Sabethes, entre Primatas não Humanos. O ser humano ao adentrar em áreas florestais, acaba acidentalmente se infectando e fazendo parte do ciclo. No ciclo urbano, o único hospedeiro é o ser humano e o vetor é o mosquito Aedes aegypti. A transmissão do vírus da Febre Amarela a seres humanos é precedida pelo acometimento de Primatas não Humanos (epizootia). No ano de 2021 a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (DIVE) reportou um surto de epizootias de Febre Amarela Silvestre no estado, e registro de casos em humanos da doença. A investigação epidemiológica constatou a circulação do vírus em macacos mortos de todas as regiões do estado e em maior proporção na Serra Catarinense. Entre fevereiro e março de 2023 e fevereiro e junho de 2024 realizou-se um estudo nos municípios da região serrana que registraram epizootias, com o objetivo de analisar quais eram os mosquitos que ocorriam nos locais, para futuramente determinar sua participação na veiculação do vírus da Febre Amarela. Foi utilizado o método isca humana, com auxílio de puçá entomológico e aspirador bucal adaptado para a coleta dos mosquitos que ocorreu a nível do solo. Entre os meses de fevereiro e março de 2023, e fevereiro e junho de 2024, um total de 629 mosquitos foram capturados em 08 municípios da Serra Catarinense. Os gêneros mais coletados foram o Psorophora,549 (87,28%), seguido de 32 exemplares do gênero Aedes (5,08 %). Os gêneros Culex tiveram 25 exemplares coletados (3,97%), assim como Wyeomia (3,97%), Limatus 10 (1,58%), Mansonia 4 (0,63%), Sabethes 4 (0,63%), Coquilletidea 2 (0,31%), Haemagogus 1 (0,15%), Orthopodomyia 1 (0,15%), Runchomya 1 (0,15%), e 5 espécies não identificadas (0,79%). A diversidade da população de mosquitos e a quantidade de indivíduos variou nos diferentes habitats onde foram realizados este estudo, de forma que os habitats mais heterogêneos e preservados apresentaram maior Indice de Diversidade (ID), riqueza de espécies e menor abundância de indivíduos coletados, enquanto inversamente em ambientes mais homogêneos e com menor preservação, apresentaram-se menores ID e riqueza, e maior número de indivíduos. Em nossos estudos, poucos exemplares de vetores conhecidos do vírus da Febre Amarela foram coletados onde o vírus circulou, sugerindo a participação de outras espécies de mosquitos no surto ocorrido. Mais estudos devem ser realizados com o intuito de descobrir o papel dos mosquitos predominantes, em especial os culicídeos dos gêneros Psorophora e Aedes, como vetores secundários da Febre Amarela à nível local, assim como ampliar a área de coleta às espécies que habitam os extratos florestais superiores, com o intuito de oferecer informações mais detalhadas as autoridades de saúde pública, para a prevenção contra a Febre Amarela. |
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