Estudo da capacidade pulmonar, funcional, muscular e da viabilidade de um protocolo de eletroestimulação neuromuscular em pacientes com cirrose hepática
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23263 |
Resumo: | Introdução: A eletroestimulação neuromuscular (EENM) periférica tem sido sugerida como tratamento adjunto de doentes crônicos nas disfunções musculoesqueléticas. Contudo, os efeitos da EENM periférica não foram estudados em pacientes com cirrose hepática (CH). Devido à complexidade de realizar um ensaio clínico randomizado controlado (ECRC) em uma população não investigada anteriormente, se faz necessária a realização de um estudo de viabilidade. Neste contexto, foram elaborados dois artigos científicos originais. Objetivos Gerais: Artigo 1 (A1): Avaliar a capacidade pulmonar, funcional e muscular de pacientes com CH. Artigo 2 (A2): Avaliar a viabilidade de um protocolo de EENM periférica sobre a capacidade muscular e funcional em pacientes com CH Child-Pugh B ou C. Métodos: A1: Estudo observacional transversal. Foram avaliados 22 pacientes com CH pareados (por sexo, idade, massa corporal, estatura e índice de massa corporal) com 18 indivíduos controle. Foram realizadas avaliações: antropométricas, espirométrica, força muscular periférica, capacidade de exercício e oxigenação muscular periférica. A2: Estudo de viabilidade. Foram analisadas as viabilidades de recrutamento, intervenção e das medidas. Os pacientes que aderiram ao protocolo foram randomizados (Grupo Treinamento – GT ou Grupo Sham – GS). O protocolo consistiu de 12 sessões de EENM periférica. Foram realizadas as avaliações: antropométricas, espirométrica, ultrassonografia de reto femoral, força muscular periférica, capacidade de exercício, oxigenação muscular periférica, questionários de qualidade de vida, satisfação e nível de atividade física e monitorização das atividades físicas. Análise dos dados: A1: Normalidade dos dados: teste de Shapiro-Wilk. Comparação entre os dois grupos: teste t-Student ou teste U de Mann Whitney. Para associação dos dados categóricos: teste Qui-quadrado. Para as comparações intragrupo do índice de saturação tecidual (IST) antes e após o teste de caminhada de seis minutos (TC6): teste t pareado. A correlação de Pearson ou Spearman para a relação entre as variáveis. Nível de significância: p < 0,05. A2: Estatística descritiva na análise da viabilidade e na comparação entre os grupos. Resultados: A1: O volume expiratório forçado no primeiro segundo (p < 0,01), capacidade vital forçada (p = 0,04), força muscular periférica direita (p = 0,02), capacidade de exercício (p < 0,01) e o IST (p < 0,01) foram significativamente menores nos pacientes com CH. Houve correlação moderada, no grupo com CH, entre a distância percorrida no TC6 e a força muscular periférica direita (rho = 0,46; p = 0,03) e esquerda (rho = 0,53; p = 0,01). A2: Durante 16 meses, 86 indivíduos com CH foram triados. Contudo, não foi possível contato com 31 indivíduos (36,05%), taxa de recrutamento foi de 55,81%. Foram realizadas 22 avaliações iniciais, porém, quatro pacientes não continuaram o protocolo (taxa de adesão 45,83%), devido à falta de transporte público gratuito. Finalizaram o protocolo 13 pacientes, sete no GT e seis no GS (taxa de retenção 59,09%). Desses, 11 eram Child-Pugh B (84,62%), Model for End Stage Liver Disease (MELD) 12 ± 3, predomínio da etiologia alcoólica (38,46%). O cálculo amostral, determinou a inclusão de 48 indivíduos em cada grupo do futuro ECRC. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com os resultados do protocolo. No entanto, não foi observado, alterações importantes na força muscular periférica (124,5 ± 72,3 vs. 125,5 ± 63,2 Nm), espessura do músculo reto femoral (2,4 ± 0,6 vs. 2,5 ± 0,5 cm) e na distância percorrida no TC6 (393,3 ± 141,9 vs. 407,0 ± 115,7 m) pré e pós intervenção. Conclusão: Pacientes com CH apresentam alterações na função pulmonar, força muscular periférica, capacidade de exercício e na oxigenação muscular periférica. Em relação a viabilidade, a necessidade de muitos participantes em cada grupo, a falta de apoio governamental e a desmotivação dos pacientes reduziram as taxas de recrutamento, adesão e retenção neste protocolo de EENM, fatores que comprometem a viabilidade do futuro ECRC de ser realizado no Brasil com esta população. |
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Estudo da capacidade pulmonar, funcional, muscular e da viabilidade de um protocolo de eletroestimulação neuromuscular em pacientes com cirrose hepáticaCirrose hepáticaForça MuscularTerapia por estimulação elétricaIntrodução: A eletroestimulação neuromuscular (EENM) periférica tem sido sugerida como tratamento adjunto de doentes crônicos nas disfunções musculoesqueléticas. Contudo, os efeitos da EENM periférica não foram estudados em pacientes com cirrose hepática (CH). Devido à complexidade de realizar um ensaio clínico randomizado controlado (ECRC) em uma população não investigada anteriormente, se faz necessária a realização de um estudo de viabilidade. Neste contexto, foram elaborados dois artigos científicos originais. Objetivos Gerais: Artigo 1 (A1): Avaliar a capacidade pulmonar, funcional e muscular de pacientes com CH. Artigo 2 (A2): Avaliar a viabilidade de um protocolo de EENM periférica sobre a capacidade muscular e funcional em pacientes com CH Child-Pugh B ou C. Métodos: A1: Estudo observacional transversal. Foram avaliados 22 pacientes com CH pareados (por sexo, idade, massa corporal, estatura e índice de massa corporal) com 18 indivíduos controle. Foram realizadas avaliações: antropométricas, espirométrica, força muscular periférica, capacidade de exercício e oxigenação muscular periférica. A2: Estudo de viabilidade. Foram analisadas as viabilidades de recrutamento, intervenção e das medidas. Os pacientes que aderiram ao protocolo foram randomizados (Grupo Treinamento – GT ou Grupo Sham – GS). O protocolo consistiu de 12 sessões de EENM periférica. Foram realizadas as avaliações: antropométricas, espirométrica, ultrassonografia de reto femoral, força muscular periférica, capacidade de exercício, oxigenação muscular periférica, questionários de qualidade de vida, satisfação e nível de atividade física e monitorização das atividades físicas. Análise dos dados: A1: Normalidade dos dados: teste de Shapiro-Wilk. Comparação entre os dois grupos: teste t-Student ou teste U de Mann Whitney. Para associação dos dados categóricos: teste Qui-quadrado. Para as comparações intragrupo do índice de saturação tecidual (IST) antes e após o teste de caminhada de seis minutos (TC6): teste t pareado. A correlação de Pearson ou Spearman para a relação entre as variáveis. Nível de significância: p < 0,05. A2: Estatística descritiva na análise da viabilidade e na comparação entre os grupos. Resultados: A1: O volume expiratório forçado no primeiro segundo (p < 0,01), capacidade vital forçada (p = 0,04), força muscular periférica direita (p = 0,02), capacidade de exercício (p < 0,01) e o IST (p < 0,01) foram significativamente menores nos pacientes com CH. Houve correlação moderada, no grupo com CH, entre a distância percorrida no TC6 e a força muscular periférica direita (rho = 0,46; p = 0,03) e esquerda (rho = 0,53; p = 0,01). A2: Durante 16 meses, 86 indivíduos com CH foram triados. Contudo, não foi possível contato com 31 indivíduos (36,05%), taxa de recrutamento foi de 55,81%. Foram realizadas 22 avaliações iniciais, porém, quatro pacientes não continuaram o protocolo (taxa de adesão 45,83%), devido à falta de transporte público gratuito. Finalizaram o protocolo 13 pacientes, sete no GT e seis no GS (taxa de retenção 59,09%). Desses, 11 eram Child-Pugh B (84,62%), Model for End Stage Liver Disease (MELD) 12 ± 3, predomínio da etiologia alcoólica (38,46%). O cálculo amostral, determinou a inclusão de 48 indivíduos em cada grupo do futuro ECRC. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com os resultados do protocolo. No entanto, não foi observado, alterações importantes na força muscular periférica (124,5 ± 72,3 vs. 125,5 ± 63,2 Nm), espessura do músculo reto femoral (2,4 ± 0,6 vs. 2,5 ± 0,5 cm) e na distância percorrida no TC6 (393,3 ± 141,9 vs. 407,0 ± 115,7 m) pré e pós intervenção. 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Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23263. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23263ark:/33523/001300000vqf4Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2026-03-24T17:19:37Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23263Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912026-03-24T17:19:37Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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Introdução: A eletroestimulação neuromuscular (EENM) periférica tem sido sugerida como tratamento adjunto de doentes crônicos nas disfunções musculoesqueléticas. Contudo, os efeitos da EENM periférica não foram estudados em pacientes com cirrose hepática (CH). Devido à complexidade de realizar um ensaio clínico randomizado controlado (ECRC) em uma população não investigada anteriormente, se faz necessária a realização de um estudo de viabilidade. Neste contexto, foram elaborados dois artigos científicos originais. Objetivos Gerais: Artigo 1 (A1): Avaliar a capacidade pulmonar, funcional e muscular de pacientes com CH. Artigo 2 (A2): Avaliar a viabilidade de um protocolo de EENM periférica sobre a capacidade muscular e funcional em pacientes com CH Child-Pugh B ou C. Métodos: A1: Estudo observacional transversal. Foram avaliados 22 pacientes com CH pareados (por sexo, idade, massa corporal, estatura e índice de massa corporal) com 18 indivíduos controle. Foram realizadas avaliações: antropométricas, espirométrica, força muscular periférica, capacidade de exercício e oxigenação muscular periférica. A2: Estudo de viabilidade. Foram analisadas as viabilidades de recrutamento, intervenção e das medidas. Os pacientes que aderiram ao protocolo foram randomizados (Grupo Treinamento – GT ou Grupo Sham – GS). O protocolo consistiu de 12 sessões de EENM periférica. Foram realizadas as avaliações: antropométricas, espirométrica, ultrassonografia de reto femoral, força muscular periférica, capacidade de exercício, oxigenação muscular periférica, questionários de qualidade de vida, satisfação e nível de atividade física e monitorização das atividades físicas. Análise dos dados: A1: Normalidade dos dados: teste de Shapiro-Wilk. Comparação entre os dois grupos: teste t-Student ou teste U de Mann Whitney. Para associação dos dados categóricos: teste Qui-quadrado. Para as comparações intragrupo do índice de saturação tecidual (IST) antes e após o teste de caminhada de seis minutos (TC6): teste t pareado. A correlação de Pearson ou Spearman para a relação entre as variáveis. Nível de significância: p < 0,05. A2: Estatística descritiva na análise da viabilidade e na comparação entre os grupos. Resultados: A1: O volume expiratório forçado no primeiro segundo (p < 0,01), capacidade vital forçada (p = 0,04), força muscular periférica direita (p = 0,02), capacidade de exercício (p < 0,01) e o IST (p < 0,01) foram significativamente menores nos pacientes com CH. Houve correlação moderada, no grupo com CH, entre a distância percorrida no TC6 e a força muscular periférica direita (rho = 0,46; p = 0,03) e esquerda (rho = 0,53; p = 0,01). A2: Durante 16 meses, 86 indivíduos com CH foram triados. Contudo, não foi possível contato com 31 indivíduos (36,05%), taxa de recrutamento foi de 55,81%. Foram realizadas 22 avaliações iniciais, porém, quatro pacientes não continuaram o protocolo (taxa de adesão 45,83%), devido à falta de transporte público gratuito. Finalizaram o protocolo 13 pacientes, sete no GT e seis no GS (taxa de retenção 59,09%). Desses, 11 eram Child-Pugh B (84,62%), Model for End Stage Liver Disease (MELD) 12 ± 3, predomínio da etiologia alcoólica (38,46%). O cálculo amostral, determinou a inclusão de 48 indivíduos em cada grupo do futuro ECRC. Todos os pacientes ficaram satisfeitos com os resultados do protocolo. No entanto, não foi observado, alterações importantes na força muscular periférica (124,5 ± 72,3 vs. 125,5 ± 63,2 Nm), espessura do músculo reto femoral (2,4 ± 0,6 vs. 2,5 ± 0,5 cm) e na distância percorrida no TC6 (393,3 ± 141,9 vs. 407,0 ± 115,7 m) pré e pós intervenção. Conclusão: Pacientes com CH apresentam alterações na função pulmonar, força muscular periférica, capacidade de exercício e na oxigenação muscular periférica. Em relação a viabilidade, a necessidade de muitos participantes em cada grupo, a falta de apoio governamental e a desmotivação dos pacientes reduziram as taxas de recrutamento, adesão e retenção neste protocolo de EENM, fatores que comprometem a viabilidade do futuro ECRC de ser realizado no Brasil com esta população. |
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CONCEIÇÃO, Thais Martins Albanaz da. <b>Estudo da capacidade pulmonar, funcional, muscular e da viabilidade de um protocolo de eletroestimulação neuromuscular em pacientes com cirrose hepática</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia) - Udesc, Florianópolis, 2018. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23263. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025. https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23263 |
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