Diagnóstico da carcinicultura em Santa Catarina: 20 anos da Mancha Branca
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23857 |
Resumo: | Esta pesquisa está formulada sob perspectiva histórica e diagnóstica, abordando a trajetória da carcinicultura marinha em Santa Catarina vinte anos após os surtos mais severos da Síndrome da Mancha Branca (WSSV). O estudo tem como objetivo identificar os fatores que determinaram o crescimento, a estagnação e a recuperação do setor, bem como avaliar as condições que influenciam sua sustentabilidade futura. Empregou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, combinando revisão de literatura e análise de documentos oficiais, com entrevistas semiestruturadas aplicadas a vinte e dois atores estratégicos: produtores, representantes de entidades, técnicos e pesquisadores. Os resultados indicam que a história recente da atividade pode ser compreendida a partir de nove fases, desde os ensaios pioneiros com espécies nativas até o atual estágio de reconfiguração. A fase de expansão acelerada com Litopenaeus vannamei (1999–2004) foi sucedida por um colapso sanitário profundo (2005), com forte retração no número de produtores, queda na produção e perda de infraestrutura. A diversificação produtiva e o uso de sistemas biosseguros permitiram, a partir de 2013, experiências pontuais de retomada. Entre 2018 e 2019, a atividade voltou a crescer, mas foi novamente impactada pela pandemia da COVID-19. Entre 2020 e 2023, o setor operou em patamar de sobrevivência, com concentração regional e estratégias de nicho. Em 2024–2025, observa-se um movimento incipiente de valorização da produção local por meio de agregação de valor, turismo rural e venda direta. Conclui-se que, apesar das vulnerabilidades sanitárias e mercadológicas, a carcinicultura catarinense tem demonstrado resiliência e capacidade de reinvenção, apontando caminhos para uma aquicultura mais sustentável e territorializada. |
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Diagnóstico da carcinicultura em Santa Catarina: 20 anos da Mancha BrancaAquicultura marinhaLitopenaeus vannameiSanidadeResiliência produtivaSustentabilidadeAgregação de valorEsta pesquisa está formulada sob perspectiva histórica e diagnóstica, abordando a trajetória da carcinicultura marinha em Santa Catarina vinte anos após os surtos mais severos da Síndrome da Mancha Branca (WSSV). O estudo tem como objetivo identificar os fatores que determinaram o crescimento, a estagnação e a recuperação do setor, bem como avaliar as condições que influenciam sua sustentabilidade futura. Empregou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, combinando revisão de literatura e análise de documentos oficiais, com entrevistas semiestruturadas aplicadas a vinte e dois atores estratégicos: produtores, representantes de entidades, técnicos e pesquisadores. Os resultados indicam que a história recente da atividade pode ser compreendida a partir de nove fases, desde os ensaios pioneiros com espécies nativas até o atual estágio de reconfiguração. A fase de expansão acelerada com Litopenaeus vannamei (1999–2004) foi sucedida por um colapso sanitário profundo (2005), com forte retração no número de produtores, queda na produção e perda de infraestrutura. A diversificação produtiva e o uso de sistemas biosseguros permitiram, a partir de 2013, experiências pontuais de retomada. Entre 2018 e 2019, a atividade voltou a crescer, mas foi novamente impactada pela pandemia da COVID-19. Entre 2020 e 2023, o setor operou em patamar de sobrevivência, com concentração regional e estratégias de nicho. Em 2024–2025, observa-se um movimento incipiente de valorização da produção local por meio de agregação de valor, turismo rural e venda direta. Conclui-se que, apesar das vulnerabilidades sanitárias e mercadológicas, a carcinicultura catarinense tem demonstrado resiliência e capacidade de reinvenção, apontando caminhos para uma aquicultura mais sustentável e territorializada.Giovanni Lemos de MelloAndré Luis Andrade Pimenta de Araújo2025-11-13T18:23:06Z2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis102application/pdfAndré Luis Andrade Pimenta de Araújo. <b>Diagnóstico da carcinicultura em Santa Catarina</b>: 20 anos da Mancha Branca. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Zootecnia) - Udesc, Chapecó, 2025. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23857. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23857Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2026-03-05T19:54:38Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23857Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912026-03-05T19:54:38Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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