Diagnóstico da carcinicultura em Santa Catarina: 20 anos da Mancha Branca

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: André Luis Andrade Pimenta de Araújo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23857
Resumo: Esta pesquisa está formulada sob perspectiva histórica e diagnóstica, abordando a trajetória da carcinicultura marinha em Santa Catarina vinte anos após os surtos mais severos da Síndrome da Mancha Branca (WSSV). O estudo tem como objetivo identificar os fatores que determinaram o crescimento, a estagnação e a recuperação do setor, bem como avaliar as condições que influenciam sua sustentabilidade futura. Empregou-se abordagem qualitativa, de caráter descritivo-exploratório, combinando revisão de literatura e análise de documentos oficiais, com entrevistas semiestruturadas aplicadas a vinte e dois atores estratégicos: produtores, representantes de entidades, técnicos e pesquisadores. Os resultados indicam que a história recente da atividade pode ser compreendida a partir de nove fases, desde os ensaios pioneiros com espécies nativas até o atual estágio de reconfiguração. A fase de expansão acelerada com Litopenaeus vannamei (1999–2004) foi sucedida por um colapso sanitário profundo (2005), com forte retração no número de produtores, queda na produção e perda de infraestrutura. A diversificação produtiva e o uso de sistemas biosseguros permitiram, a partir de 2013, experiências pontuais de retomada. Entre 2018 e 2019, a atividade voltou a crescer, mas foi novamente impactada pela pandemia da COVID-19. Entre 2020 e 2023, o setor operou em patamar de sobrevivência, com concentração regional e estratégias de nicho. Em 2024–2025, observa-se um movimento incipiente de valorização da produção local por meio de agregação de valor, turismo rural e venda direta. Conclui-se que, apesar das vulnerabilidades sanitárias e mercadológicas, a carcinicultura catarinense tem demonstrado resiliência e capacidade de reinvenção, apontando caminhos para uma aquicultura mais sustentável e territorializada.
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