Análise dos fatores de risco para lesões nos membros inferiores em corredores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Correia, Clara Knierim
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000gknf
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22586
Resumo: A corrida é uma das atividades esportivas mais populares e que apresenta altas taxas de incidência de lesão nos membros inferiores. Apesar do crescente interesse científico em identificar os principais fatores de risco relacionados à lesão em corredores, os resultados são considerados limitados e inconclusivos. A tese é composta por um estudo de viabilidade, com objetivos de a) verificar viabilidade de implementar um estudo de coorte prospectivo para investigar os fatores de risco modificáveis e não modificáveis associados a lesões relacionadas à corrida; b) verificar prospectivamente a associação entre fatores modificáveis e não modificáveis associados a lesões relacionadas à corrida; c) comparar os fatores de risco modificáveis entre três momentos diferentes em um acompanhamento de seis meses; e por um estudo teórico com objetivo de identificar os fatores de risco para lesões relacionadas a corrida por meio de uma umbrela review de revisões sistemáticas (RS) e meta-análises. O primeiro estudo avaliou a viabilidade logística, metodológica e financeira de conduzir um estudo para investigar as lesões relacionadas a corrida. 64 corredores (65,8% mulheres, 33,6±8,1 anos) completaram a avaliação inicial. Os participantes foram questionados quanto aos atributos individuais, saúde e estilo de vida, corrida e treinamento e realizaram uma avaliação biomecânica: análise cinemática do ângulo de projeção no plano frontal (APPF) do quadril e joelho durante agachamento unilateral e força dos abdutores do quadril. Os participantes foram acompanhados por seis meses e a cada mês, respondiam um questionário online (similar ao preenchido na avaliação inicial). No terceiro e sexto mês, os participantes que não apresentaram lesão, compareceram ao laboratório para realizar as avaliações biomecânicas. Dos 64 corredores, 17 se lesionaram e 21 completaram os seis meses de acompanhamento. A taxa de desistência foi de 41%. De todas os desfechos investigados, somente o gênero apresentou associação significativa (p=0,009). Dentre os corredores lesionados, a maior parte foi do sexo feminino. Em relação as variáveis modificáveis, somente o APPF do quadril apresentou diferença entre os períodos de avaliação mês (p=0,020), porém o post-hoc não identificou onde ocorreu a diferença. Este estudo demonstrou a viabilidade de implementação, com um processo de coleta de dados eficaz que acomoda ambientes de laboratório e comunidade. O custo geral foi considerado baixo para equipamentos e materiais, o que indica que estudos semelhantes podem ser conduzidos economicamente, facilitando pesquisas futuras nesta área. No segundo estudo, a busca foi realizada nas bases: Web of Science, SPORTDiscus, Scopus, PubMed, e Cochrane Library. No total, 13 RS foram incluídas. A sobreposição dos artigos foi baixa (4%) e a qualidade dos estudos variou de criticamente baixa (n = 8) e baixa (n=4). Duzentos e sete desfechos avaliados em 148 estudos primários foram identificados como associados à ocorrência de lesões relacionadas a corrida. Os tamanhos de efeito das associações para as quais foram relatadas medidas de risco (n=131) foram classificados como grandes (n=30, 23%), médios (n=38, 29%), pequenos (n=48, 37%) ou nenhum efeito (n=15, 11%). Conclui-se que as características da corrida/treinamento, os fatores de saúde e estilo de vida, juntamente com os aspectos morfológicos e biomecânicos, apresentaram tamanhos de efeito grande no aumento do risco de lesões relacionadas a corrida. Dada a baixa qualidade e heterogeneidade das revisões sistemáticas, os resultados individuais justificam uma interpretação cautelosa. Novos estudos devem ser conduzidos e que incluam um maior tempo de acompanhamento, maior número de participantes e que considerem outras variáveis para o desenho do estudo.
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A tese é composta por um estudo de viabilidade, com objetivos de a) verificar viabilidade de implementar um estudo de coorte prospectivo para investigar os fatores de risco modificáveis e não modificáveis associados a lesões relacionadas à corrida; b) verificar prospectivamente a associação entre fatores modificáveis e não modificáveis associados a lesões relacionadas à corrida; c) comparar os fatores de risco modificáveis entre três momentos diferentes em um acompanhamento de seis meses; e por um estudo teórico com objetivo de identificar os fatores de risco para lesões relacionadas a corrida por meio de uma umbrela review de revisões sistemáticas (RS) e meta-análises. O primeiro estudo avaliou a viabilidade logística, metodológica e financeira de conduzir um estudo para investigar as lesões relacionadas a corrida. 64 corredores (65,8% mulheres, 33,6±8,1 anos) completaram a avaliação inicial. Os participantes foram questionados quanto aos atributos individuais, saúde e estilo de vida, corrida e treinamento e realizaram uma avaliação biomecânica: análise cinemática do ângulo de projeção no plano frontal (APPF) do quadril e joelho durante agachamento unilateral e força dos abdutores do quadril. Os participantes foram acompanhados por seis meses e a cada mês, respondiam um questionário online (similar ao preenchido na avaliação inicial). No terceiro e sexto mês, os participantes que não apresentaram lesão, compareceram ao laboratório para realizar as avaliações biomecânicas. Dos 64 corredores, 17 se lesionaram e 21 completaram os seis meses de acompanhamento. A taxa de desistência foi de 41%. De todas os desfechos investigados, somente o gênero apresentou associação significativa (p=0,009). Dentre os corredores lesionados, a maior parte foi do sexo feminino. Em relação as variáveis modificáveis, somente o APPF do quadril apresentou diferença entre os períodos de avaliação mês (p=0,020), porém o post-hoc não identificou onde ocorreu a diferença. Este estudo demonstrou a viabilidade de implementação, com um processo de coleta de dados eficaz que acomoda ambientes de laboratório e comunidade. O custo geral foi considerado baixo para equipamentos e materiais, o que indica que estudos semelhantes podem ser conduzidos economicamente, facilitando pesquisas futuras nesta área. No segundo estudo, a busca foi realizada nas bases: Web of Science, SPORTDiscus, Scopus, PubMed, e Cochrane Library. No total, 13 RS foram incluídas. A sobreposição dos artigos foi baixa (4%) e a qualidade dos estudos variou de criticamente baixa (n = 8) e baixa (n=4). Duzentos e sete desfechos avaliados em 148 estudos primários foram identificados como associados à ocorrência de lesões relacionadas a corrida. 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Novos estudos devem ser conduzidos e que incluam um maior tempo de acompanhamento, maior número de participantes e que considerem outras variáveis para o desenho do estudo.Ruschel, CarolineCorreia, Clara Knierim2025-08-12T21:10:36Z2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis144 f.application/pdfCORREIA, Clara Knierim. <b>Análise dos fatores de risco para lesões nos membros inferiores em corredores</b>. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2024. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22586. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. 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